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31.10.12

O Pentáculo da Terra - Elemento de Protecção e de Boa Fortuna

O pentáculo é a arma elementar da terra, também conhecida como a «moeda» ou o «disco». É um dos quatro naipes do Tarot e representa assuntos materiais, protecção, estabilidade, percepção terrena e o nosso sustento. É o mais denso dos quatro elementos, e o único que não se pode transmutar noutro elemento; tudo o que existe fisicamente deve possuir terra em ordem a existir fisicamente. Por isso, é sempre útil para se favorecer, elaborando um para ter em casa ou para andar consigo para onde vá. Aquele que uso, e que já o fiz à alguns anos, é para ficar em casa, por isso decidi não o fazer como um medalhão ou uma moeda, além de que pretendia algo maior.

Apesar de o Pentáculo da terra ser geralmente feito de barro e pintado, devido à natureza terrena do barro, eu considero a madeira mais fácil de trabalhar, além de que esta também possui fortes ligações à terra. Por isso este que aqui vos mostro, que é relativamente fácil de fazer e bom para se ter em casa. Então, em primeiro lugar fui comprar uma placa de madeira na forma de um círculo perfeito com 12,7 cm de diâmetro. O desenho que decidi utilizar para representar o Pentáculo da Terra, foi um segundo a Arte da Golden Dawn, que possui as quatro cores do Malkuth que representam: o preto para terra, o amarelo torrado para o ar, o verde para água e o bordô para fogo. Tudo isto com um hexagrama branca que se impõe sobre toda a superfície juntamente com os Ritos Hebraicos gravados sobre a lateral da placa de madeira. Sobre os Ritos Hebraicos, deve constar na parte lateral as seguintes palavras gravadas na madeira:

  • Adonai haAretz אאדני הארץ, o nome de Deus que segundo o Melkuth significa: “O Senhor da Terra”;
  • Auriel אוריאל, o Arcanjo do elemento Terra;
  • Phorlakh פורלאך, o Anjo do elemento Terra;
  • Kerub  כרוב, o nome do Governador de Terra;
  • Phrat פרת, o nome hebreu para o Rio Eufrates;
  • Tzaphon אצפון, a palavra hebraica para norte;
  • Aretz ארץ, a palavra hebraica para terra.
Para desenhar na madeira recorri a uma lapiseira e a um lápis, para me auxiliar recorri a um transferidor e a um compasso, assim como uma régua. Bastando marcar bem os pontos e depois com a régua ligar os pontos. Depois de ter feito assim o desenho sobre a placa, utilizei um gravador de madeira para gravá-la.

Quando as marcações estão todas prontas é só pintar, o único cuidado a ter é não borrar tinta para fora da zona a ser pintada. 

De tudo, a parte mais difícil são as gravações laterais, não só porque nessa parte a madeira não está direita mas com um rebordo o que dificulta a coisa. Por isso essa parte não saiu tão bem.

No final, aplicar um verniz e o trabalho está feito, e temos um poderoso auxílio Mágico, que serve entre outras coisas para protecção. 

Eu pessoalmente costumo tê-lo em casa, e não o levo à rua, sei de algumas pessoas que o colocam no carro, mas isso é com cada um.

30.10.12

Preparação de um Amuleto Pendente - Preparação para uma Conjuração Parte 7

Como se observa em praticamente todos os livros das Artes, um instrumento valioso para qualquer Mago é o Pendente, ou também se poderá dizer o Amuleto (Talismã). Este artefacto Mágico tanto serve para a conjuração em si, não só para protecção do Mago, bem como para o diálogo com o Espírito Invocado. Nos Livros Negros, como o Lemegeton, vem de forma bem clara que o Mago tem de usar o Selo, gravado no Pendente, do Demónio que pretende conjurar, caso contrário este não cederá aos intentos do Mago. E para quem já experimentou, as Entidades são muito sensíveis no que toca aos seus selos e à forma como estes são empregues pelo Mago. Por isso, se há elemento que não pode ser ignorado por alguém que comece a iniciar-se nas artes é o Pendente.

Escusado será explicar, que o Pendente não deverá ser usado por motivos estéticos e, que este só deve ser colocado na Preparação de uma Conjuração, ou na própria Conjuração.

Existem variadíssimos Pendentes: segundo os Ritos Astrológicos, segundo os Ritos Angélicos, segundo os Ritos Herméticos e segundo os Ritos Negros. Cada qual tem o seu modo de preparação, assim como cada qual tem os seus próprios materiais. Como se pode observar tanto nas Claviculas como nos Grimoriuns, estes podem ser de Cobre, Estanho, Ferro, Bronze, Chumbo, Ouro, Prata e Mercúrio. Este último, o Mercúrio não pode ser transformado em Pendente por razões óbvias, por isso os Magos Contemporâneos têm nos elaborado com Alumínio.

Quando comecei, deparei-me com o problema de que não tinha nenhuma forja em casa, nem ferramentas apropriadas para gravar estes materiais. Recorri naquela altura de forma subtil aos meios que me eram próximos, sem grande sucesso no princípio, pelo que ainda me recordo bem das minhas pesquisas na literatura de forma a encontrar um meio viável de prosseguir os meus intentos. Recordo-me de o meu mestre me ter ensinado que bastava um pouco desse material no Pendente e que este de forma alguma teria de ser maciço. Pelo que ele me havia alertado para várias passagens nos Grimoriuns que referem o uso de Pendentes feitos de Cera. Apesar da minha obstinação, pelo facto de o meu Mestre ter os dele maciços e também eu querer uns iguais para mim, lá me resignei e comecei por fazer os meus primeiros em cera, coisa que ainda faço apesar de já possuir os meus Pendentes em metal (não maciços mas com um núcleo da matéria principal), que mais tarde colocarei um post de como os preparar.

Por conseguinte, podemos encontrar no livro de Abramelin, ou no livro Manual de Munique: Magia Demoníaca, ou no livro Liber Juratos, ou no Grimoirium Imperium referências aos Pendentes de Cera, assim como nos livros dos Anjos (Magia Branca) como o Liber Angelis.

Em verdade, não existe nada de mal com os Selos e Pendentes de Cera. Este é um  material que é empregue pela sua pureza e propriedades mágicas em vários ritos, desde para fazer estátuas, imagens e até mesmo anéis (como vem citado no Hygromanteia), o que permitiu resolver o meu dilema passado em realizar os tão necessários Pendentes.

Com respeito à preparação é fácil, foi preciso algum treino para eu começar a fazer as coisas direitinhas, mas qualquer pessoa será capaz de o fazer.

Ingredientes:

  1. Resina;
  2. Cera de Abelha Genuína (nada de mistura de vela, parafina ou cetina (substância proveniente da baleia que também serve para fazer cera para velas).
  3. Folha de Ouro, ou Folha de Ouro de imitação (opcional).
Preparação:

Então, começa-se por colocar a resina no almofariz, e com pilão começa-se a bater até formar um pó fino. Como vão ver é fácil de se o fazer, e vai ficar um pó amarelado.

Depois de a resina estar em pó, derrete-se a Cera de Abelha. E coloca-se a resina em pó junto da cera derretida e depois começa-se a mexer bem até toda a resina ficar derretida com a cera e formar um composto homogéneo. Este composto formará uma cera mais rígida, o que é perfeito para se gravar.

De seguida, despejar a cera num molde. Contudo, eu prefiro fazer outra coisa. Eu aqueço água num bule de chá redondo que tenho, e para ai despejo a cera. A água afunda-se e a cera fica a boiar. Quando a mistura arrefecer, a cera irá formar um disco redondo perfeito. O truque está que se tirarmos logo a cera ela vai-se partir, por isso eu coloco o bule no congelador, e deixo estar uns minutos. A cera contrai-se no congelador e sairá de forma perfeita sem se partir.

Depois, de a cera estar pronta e termos um disco perfeito, limpa-se bem com um pano ou com papel absorvente, e deixa-se a secar um pouco. É nessa altura que se começa a gravar no Pendente com o selo que pretendermos, neste exemplo aqui gravei um Selo de Salomão. Atenção, convém gravar o selo com a cera fria, pois se se deixar esta estar muito tempo nas nossas mãos, vai começar a ficar mais mole.

Para quem desejar, pode usar folha de ouro, ou então folha de ouro de imitação. Neste selo aqui como era para uma das minhas experiências, utilizei folha de ouro de imitação. Escusado será dizer que deve-se começar por experimentar com as nossas próprias mãos em materiais mais pobres e só quando se adquirir alguma prática se passa a usar materiais mais nobres.

Então para este Pendente, antes de aplicar a folha de ouro, tive o cuidado de deixar secar muito bem a cera.

Depois comecei por aplicar a folha de ouro de imitação com muito cuidado, usando para isso um cotonete. Depois de a folha de outro começar a assentar, convém pressionar levemente com o polegar em toda a superfície. Basta isso, pois o calor da nossa mão é suficientemente moderado para derreter ligeiramente a cera e fazer com que a folha de ouro fique presa, este método é mais seguro do que um que inicialmente utilizei recorrendo a um candeeiro que tinha com uma lâmpada daquelas amarelas que aquece. Depois volta-se a pressionar, passa-se novamente com um cotonete para tentar corrigir imperfeições.

Por último, é somente realizar todas as purificações prescritas, assim como consagrá-lo no tempo devido do fim para que se destina o Pendente, assim como da entidade a que o pendente se refere.

24.10.12

Preparação de uma Varinha para Magia Cerimonial de Conjuração - Preparação para uma Conjuração (Parte 6)

Uma das ferramentas essenciais na Magia de Conjuração Cerimonial é a varinha. Este instrumento Mágico é o prolongamento das ordens de comando do Mago sobre as entidades que são conjuradas. As Clavicula Salomoni, prescrevem vários materiais para a sua realização. Hoje em dia possuo dois tipos de varinhas, uma para as Artes Negras feita de Ébano e outra feita de Aveleira para outro tipo de entidades e de trabalhos.

Neste post vou mostrar uma das primeiras varinhas que fiz, que foi durante a mesma altura da realização do Círculo Mágico que aqui já mostrei.

Esta varinha foi feita por mim há já vários anos, quando me iniciei nas Artes. Para isso não precisava de algo muito trabalhoso e dispendioso, quem começa a aprender deve começar por ferramentas simples. Da mesma maneira, algum aluno que comece a aprender um instrumento em concreto, começa por instrumentos mais baratos e só depois é que irá adquirir e usar instrumentos mais precisos e valiosos. Apesar de tudo, esta varinha foi me de grande utilidade e ainda a conservo apesar de lhe ter deixado de dar uso.

O modo de preparação é simples, fui a uma loja que vendia bengalas e pedi para comprar a estrutura básica de uma bengala em pinho com cerca de um metro de comprimento sem punho. Depois levei a bengala a um marceneiro e pedi que fizesse uma peça simples em madeira para servir de punho. Se não estou em erro o total que gastei foram 20€.

Depois segui o Rito segundo a Arte de Trithemius, mas em vez de colocar o «Ego alpha et omega» como expliquei no Post do Círculo Mágico decidi incorporar a palavra «Azot» à volta da varinha, para significar a mesma coisa, mas de forma mais pura. Uma vez decidido o esquema do que iria fazer marquei tudo com lápis e gravei a quente, tendo aplicado depois no fundo da gravação uma tinta prateada. Terminei o trabalho passando com verniz e pregando de forma simples com um prego o punho à estrutura da bengala.

Escusado será dizer que todos os materiais necessários, desde o prego, a tinta, a máquina para gravar a quente, o lápis e até o martelo que usei para pregar o punho foram todos aspergidos, fumegados e purificados segundo o ritual da Clavicula. Porém, o esquema de consagração que se seguiu uma semana depois da elaboração da varinha, que a partir daí deixou de ser bengala, foi o Rito segundo a Arte de Trithemius.

Já há muito que deixei de usar esta varinha. Ela é boa para iniciação, e não foi uma ferramenta mágica que tenha saído cara a sua realização. Além do mais, é algo de fundamental que nenhum Mago pode dispensar. Hoje possuo duas diferentes, mas para alguém se iniciar esta serve bem as suas funções.


Preparação do Óleo (ou Unguento) das Artes Negras - Magia Negra

O Óleo (ou Unguento) das Artes Negras são utilizados para dois fins. O primeiro é para trabalhos negros como por exemplo: imprecações, pregações e contaminações. O segundo é para a realização dos Pactos Negros, ou para rituais em que tem de se estar diante de um Demónio ou Espírito Impuro. A maioria dos ingredientes usados neste preparado, costumam ser os habituais em preparações para rituais mais específicos. Em particular, um dos ingredientes, a saber o verbasco (para saber mais), parece conferir às Artes Negras um auxílio na sua dimensão invocacional. Todo este preparado aumenta a capacidade para coagir as forças que são conjuradas. Contudo, se não pretende usar o Óleo nas Artes Negras para conjurar Demónios e Espíritos impuros recomendo que não coloque Verbasco.
 
Todavia, se pretende fazer algum mal a um seu inimigo, recorrendo a uma pregação ou imprecação, então deve ungir e aspergir com este óleo o rito material, para infligir grande dor no seu alvo. Para conjuração, o próprio Mago deve ungir-se com o Óleo, assim como aos materiais da preparação (por exemplo as velas, a varinha ou a faca sacrificial). O unguento também poderá servir para criar uma barreira extra no seu círculo Mágico.

Ingredientes:

  1. Patchouli (costumo mandar vir do Brasil);
  2. Raiz de Valeriana
  3. Sementes de Mostarda Preta;
  4. Musgo Espanhol (ou também conhecido como Barba de Velho, arranja-se cá em Portugal, mas é uma espécie especifica);
  5. Verbasco;
  6. Enxofre;
  7. Nove grãos inteiros de pimenta preta;
  8. Azeite q.b. (geralmente uso um copo de água);
  9. Cânfora (opcional).
Preparação:

Junta-se no almofariz uma colher de café de Patchouli, Raiz de Valeriana, Verbasco, Sementes de Mostarda Preta. Depois esmaga-se tudo muito bem com o pilão. Uma vez tudo bem esmagado coloca-se dentro do recipiente de vidro. Depois coloca-se metade de uma colher de chá de enxofre. E abana-se o frasco de vidro. Depois adiciona-se o Azeite e o musgo espanhol (sem ser esmagado) e mexe-se um pouco. Terminado este processo deixa-se a descansar por uma semana num local escuro, mas tendo o cuidado de pelo menos uma vez ao dia ir mexendo o frasco. Passada essa semana, existem Magos que colocam Cânfora no Óleo para evitar que este fique rançoso, contudo pessoalmente não me importo que os Unguentos fiquem nesse estado devido à sua própria natureza. Independentemente se coloca cânfora ou não, terá de colocar na mistura os nove grãos de pimenta preta esmagados e reservar por mais três dias.

Consagração:

A consagração do Óleo Negro é relativamente fácil, bastando conjurar alguma entidade negra menor na Sexta-Feira entre as 23h e a meia-noite. Pedindo a sua intercessão para que as forças impuras carreguem este Unguento em todos os intentos do Mago, que lhe prestem todo o tipo de auxílio e que o guardem de todo o erro.

23.10.12

Realização do Círculo Mágico da Arte - Preparação para uma Conjuração (Parte 5)

Como já referi no post anterior, para a realização de Magia Cerimonial de Conjuração é necessário um Círculo Mágico. Nest post vou mostrar como fiz um dos meus primeiros círculos há vários anos atrás. Mostro este porque é relativamente simples de ser feito, e bom para iniciados.

Então o desenho que utilizei foi este aqui (que já mostrei no post anterior): 


Por conseguinte, uma vez com o desenho e para manifestar esta Magia na nossa realidade concreta, tive de procurar tudo o que era necessário para a sua realização. Para isso, comecei por ir comprar uma lona de algodão. O algodão também serve para o efeito pretendido, contudo os materiais mais nobres são o linho ou carpete. Na altura, por não poder despender de muitos recursos económicos optei pelo algodão, e para alguém se iniciar não é preciso investir assim muito dinheiro. O que agora uso, um círculo bastante diferente em lona de Linho para Alta Magia Negra, custou-me há uns anos cerca de 650€ só o tecido. Contudo, em algodão se a memória não me atraiçoa foi qualquer coisa como 40€.

Então, nessa altura comprei lona de algodão com 1.8m por 2.4m, o que era o tamanho necessário para trabalhos sobre quatro paredes, além de ser o tamanho que cabia na sala de magia do sítio onde na altura morava.

Depois fui comprar tinta preta acrílica, vários pincéis, cordel e fita autocolante para pinturas. Em todo o material que utilizei, aspergi, fumeguei e purifiquei segundo os ritos do Clavicula Salomonis. E juntei todo o material em frente de uma vela consagrada, e rezei as orações próprias de consagração e purificação.

Depois passei à purificação do tecido, tendo colocado Óleo de Abramelin (mais à frente colocarei um post sobre a importância e preparação de Óleo de Abramelin) nos quatro cantos do tecido, mais nos quatro cantos dos pontos cardinais a virem ser desenhados no tecido. Depois queimei ólibano e mirra e levantando o tecido fui fumegando por cerca de uma hora, de maneira a que estes odores mágicos de purificação se fossem entranhando no tecido.

Durante o processo de realização do círculo apenas tinha vestido uma túnica branca devidamente consagrada, isto porque teria de estar agachado sobre o tecido pelo que teria de tocar no tecido, e arruinaria o projecto tocá-lo sem antes eu próprio estar purificado e alvo, assim como o tecido sobre mim.

Depois com o auxílio da fita autocolante, também ela purificada, ia colocando sobre o tecido não só para auxiliar nas pinturas, mas principalmente para nessa fita fazer as inscrições a lápis para depois em cima fazê-las mais direitinhas com o pincel.

Depois com o auxílio de um cd que tinha por casa; que também ele foi fumegado e purificado, pois o seu uso apenas que simples, sem as devidas preparações, poderia ter arruinado todo o projecto, utilizei para fazer os cantos interiores da cruz com forma circular.   

Uma vez tendo terminado o processo, peguei em todos os instrumentos consagrados, atei-os e coloquei dentro de um saco de tecido de algodão que previamente comprei para quando preciso de deitar fora as ferramentas. Como se sabe, os materiais consagrados não podem ser deitados para o lixo como fazemos com os restos da comida. Ou se queimam, ou se enterram em locais próprios. Como na altura não tinha uma lareira para os queimar, e como na altura também morava no centro da cidade, não podia fazer uma fogueira na rua, então de noite levei-os para o terreno de um cemitério nas redondezas da cidade e ali enterrei-os a uma boa profundidade. Só mais tarde vim a saber, que também os poderia ter deitado ao Rio ou então enterrado-os num sitio mais seguro para mim, a saber numa propriedade onde estivesse uma Igreja presente.

Uma semana depois do Círculo Mágico preparado, chega a altura em que se vai consagrar o próprio Círculo em si. Isto é um longo processo, como vem bem descrito no Clavicula Salomonis, mas como tinha em mente este Círculo Simples vir a ser usado na minha iniciação à mais Pura Magia Negra, então tive no ritual de consagração no mesmo, beber uma mistura profana de sangue de boi (comprado num talho) com vinho tinto e sal. Foi talvez a pior altura de todo o processo, porque é algo que me repugna, mas na Magia Negra temos de ter a capacidade de fazer sacrifícios, e alguns deles (até os mais fáceis) são termos de fazer coisas que nos repugnam à mente e aos sentidos.

Uma vez o processo completado, no dia seguinte alinhei o Círculo na minha pequena Sala Mágica, com o auxílio de uma bússola para os pontos cardinais correctos. E acendi uma vela consagrada para Este. Nessa noite realizei um pequeno Rito Cerimonial de conclusão de todo o processo, pedindo protecção e luz para todas as Artes que ali viria a realizar, sem que as trevas do engano me pudessem comprometer.  

Depois dessa parte do processo ter sido completada, e como me destinava a ali realizar Magia Negra, tive de fazer três Pentagramas em placas de madeiras. Dois destinavam-se à colocação das Velas Consagradas no Círculo. O terceiro destinava-se para colocar o fogareiro a carvão para as fumegações necessárias na Magia Cerimonial. Para isso comprei três placas de madeira simples com 15 cm de diâmetro. Hoje utilizo em ébano. Neles desenhei um pentagrama com o auxílio de um compasso e de um transferidor. Gravei os desenhos a quente recorrendo a um instrumento eléctrico para fazer gravações a quente de uma pessoa conhecida. Utilizei uma versão dos Diagramas Mágicos prescritos para aquele pentagrama, uma versão Negra. Uma vez com essa parte feita, apliquei um verniz e um revestimento final. O final do processo foi a consagração final que só fiz na noite seguinte.

Todo o processo levou-me cerca de duas semanas a completar. A parte mais chata do processo é quando temos de ser meticulosos em colocar a geometria direitinha, e se temos em vista Magia Negra, o Rito do Mago Negro (a parte de beber o preparado dito «vermelho»).
Este círculo é simples, portátil e mais barato que os normais, é uma boa Peça de Magia indispensável a quem pretende seguir estes Mistérios. Foi me de grande utilidade, e ainda o conservo. Mesmo não possuindo a habilidade de certos Magos para o desenho perfeito e para um traço fino, volto a dizer que o mais importante é a fidelidade e a concentração a todo o ritual.

22.10.12

O Círculo Mágico da Arte - Preparação para uma Conjuração (Parte 4)

Quase todos os Magos gostam de Círculos. E isso deve-se ao facto de eles terem sido usados, suspeita-se, muito antes do aparecimento dos primeiros registos escritos acerca da Magia para protecção, isolamento, contenção, ou simplesmente para marcar um limite de espaço num Ritual de Magia. O Círculo da Arte é crucial para a Magia de Conjuração, como podemos ver nos clássicos da Magia (Clavicula Salomonis, Heptameron, Grimoiriuns). Esta tradição mágica acabou por ter impacto na própria cultura, onde se pode ver influências em videojogos, filmes e arte. Apesar dessas aparências nas imagens culturais, as pessoas não têm em mente que o Círculo Mágico é uma ferramenta importante usada no Ritual para protecção e contenção de um espaço consagrado.

Por causa disso, e em verdade, os Círculos Mágicos não precisam de ser muito complexos. Tanto que, em teoria, um simples anel à volta do Mago durante o Rito de Conjuração, feito com terra e purificado com Sal Consagrado, seria suficiente para todos os intentos e objectivos. Em alguns casos na tradição hermética, podem ser usados também na consagração do Círculo voces magicae «vozes de poder». Quem pratica Wicca pode usar um círculo com velas ou com corda.

Contudo, os Magos que seguem as Artes Negras, ou também conhecidos como Magos Goetic (como eu), que se dedicam à Conjuração de Persuasão Demoníaca do Lemegeton, seguem o modelo completo do Círculo de Salomão. Isto, porque o efeito é muito mais forte, coisa que se deve por se incluir todos os desenhos geométricos, nomes das entidades, forças e consagrações.

Um tal círculo, é preferível para espaços onde se vão realizar trabalhos permanentes ou para carpetes, lonas, plataformas que possam ser transportadas de local para local.

No próximo post vou mostrar um dos primeiros círculos que usei, quando me iniciei nas Artes Mágicas.

Bom, então para a preparação de uma Conjuração o Mago irá ter de preparar o Círculo onde vai acontecer o Ritual Mágico. O que está prescrito nas Clavículas é um círculo com cerca de três metros de diâmetro. Porém, não é necessário fazer algo tão grande, pelos menos quando alguém se inicia nas Artes Negras.

Existem muitos desenhos nos Clássicos da Magia sobre Círculos, aqui vou apresentar o que segui quando comecei a lidar com as Artes Negras.


Para se construir o círculo começa-se por fazer dois círculos um sobre o outro. No anel entre os círculos escreve-se os nomes das entidades que governam cada ponto cardinal. Neste caso, aqui é Agla para o este, Adonai para o Sul, Eheieh para Oeste e Eloah para o Norte. Estes nomes representam as entidades para os quatro elementos, governadores dos cardinais segundo Agrippa. Segundo ele:
  • Agla (אגלא), é a contracção de Ateh Gibor Le-Olam Amen, e está associado ao Fogo através da palavra do poder «Gibor».
  • Adonai (אדני) está associado com a Terra através do nome da entidade «Malkuth, Adonai ha-Aretz».
  • Eheieh (אהיה) está associado com o Ar e relacionada com a entidade de puro espírito «Kether».
  • Eloah (אלוה) está associado com a Água através das duas primeiras letras «El (אל)» da entidade a Norte.

Neste esquema, todos os nomes das Entidades estão no círculo exterior e têm quatro letras, começando com a letra aleph (א), o que mostra uma harmonia entre todos os elementos e direcções juntos num tipo de unidade espacial e espiritual. Neste esquema pode ser omitido o uso do Tetragrammaton, especialmente visto que raramente deve ser mencionado (mas poucas vezes é omitido), para além de que o Tetragrammaton já tem implícitos os quatro elementos, coisa que está explícita neste Círculo, pelo que pode ser dispensado.

Dentro do círculo, existe um diamante (losango) onde o Mago deve se posicionar, com uma cruz no seu interior, com uma letra do Tetragrammaton em cada ponta da cruz. Os cantos do diamante, a cruz e as letras do Tetragrammaton estão alinhados para as suas direcções e elementos próprios (yod para este e fogo, heh para sul e terra, vav para oeste e Ar, e o outro tipo de heh para norte e água).

O círculo interior pode ser considerado como as fronteiras para o mundo celestial, e o diamante as fronteiras para o mundo terrestre. Fora do diamante e alinhado com cada uma das quatro direcções estão quatro hexagramas, que são conhecidos por terem qualidades de protecção e de expulsão contra energias perigosas. Contudo, ao contrário do estilo de hexagramas das Clavículas que têm as letras da palavra Adonai escritas à sua volta com a cruz grega Tau no meio, este círculo possui a estrela de azot (influência da magia renascentista).
 

Este hexagrama fonte da influência renascentista na Magia, que muitas vezes em português existe a tentação de traduzir por Azoto, mas que deveria ser traduzido por Azote, e que aqui prefiro usar um termo intermédio com Azot, é uma palavra muito poderosa, que vem da alquimia para se referir aos espíritos essenciais de todas as coisas, a razão suprema, e a acção que determina todas as coisas em todas as realidades. Além disso, pode ser formado por quatro letras dos três grandes alfabetos usados no Ocultismo:
  • A para aleph (א), alfa, ou ay, a primeira letra do alfabeto de origem pré-fenícia.
  • Z para zed, a última letra do alfabeto latino.
  • O para omega (Ω), a última letra do alfabeto grego.
  • T para tav (ת), a última letra do alfabeto hebraico.
Deste modo, nós temos o princípio e o fim de todas as coisas, combinados numa única unidade «Azot»(אZΩת).  Tem uma significado similar, desta maneira com a frase: «[EGO] ALPHA ET OMEGA», contudo devo confessar que essa frase me incomoda porque é estranho ver os nomes das letras gregas pronunciadas em Latim. Contudo, apesar disso, o importante é que este hexagrama possui uma simetria excepcional, pois pode representar os sete planetas como podemos ver:


Por conseguinte, tudo isto resulta num Círculo Mágico forte e harmonioso que se presta a quem começa a lidar com as Artes. Contudo, e fica o aviso, este Círculo não deve ser usado para Alta Magia Negra, pois o Mago não está suficientemente protegido para aquilo com irá ter de enfrentar. Para mim, este círculo é bom para a formação prática do Mago, e para pequenos trabalhos. De vez em quando recorro a ele, por ser simples, para trabalhos simples. Mas nunca para muitas lides infernais. Além do mais, este círculo combina a representação dos elementos, dos planetas, das entidades, com o Mago estando no centro de tudo. Com o processo de elaboração do círculo, falta juntar uma outra dimensão, a saber, a força operativa ou uma «quinta essência» que junta todas as forças do Cosmos, isto é, o próprio Mago. No próximo post explico e mostro fotos do meu processo de elaboração deste círculo quando me iniciei, contudo deixo aqui uma imagem do círculo que agora uso para Magia Negra, mas para conjurações cerimoniais que posso fazer entre quatro paredes.



16.10.12

Mesa do Ritual Mágico segundo a Arte de Trithemius - Versão mais simples

 Recebi duas mensagens após o meu post: "Preparação do Altar e da Mesa do Ritual Mágico segundo a Arte de Trithemius" em que me perguntavam se não haveria um método mais barato e mais fácil ou mais simples de se preparar uma Mesa do Ritual Mágico segundo a Arte e o Rito de Trithemius. E, que não tinha ficado claro nesse meu post a vantagem de se usar uma em detrimento de um círculo simples.

Respondendo à primeira questão, em verdade existe uma maneira mais simples de se a elaborar, contudo os resultados obtidos nela não são tão fortes.

Respondendo à segunda questão, a Mesa do Ritual Mágico é uma ferramenta usada para conjurar espíritos, a vantagem é que esta funciona como um círculo permanente de convocação ou conjuração. O benefício de se usar uma Mesa é que o Mago não tem de voltar a consagrar e purificar uma determinada área sempre que pretende realizar um ritual de conjuração. Esta actua de forma similar ao Círculo e Triângulo da Arte segundo o Rito de Salomão, só que como um altar. Por último, tem a vantagem de ser muito portátil.

Por causa de tudo isto, decidi colocar este post mostrando uma das primeiras Mesas do Ritual Mágico segundo a Arte de Trithemius que fiz há vários anos, quando me iniciei nas Artes Negras.

As indicações principais já encontram no meu post anterior, agora a diferença é que naquela altura não tinha dinheiro para comprar ébano, além de não poder contar com a presença do meu bom amigo para me fazer as gravações na madeira de forma limpa.

Então, naquela altura tive de usar um esquema mais simples, apenas com o estritamente necessário, utilizei o seguinte diagrama:



Então, coloquei os nomes dos planetas e respectivas entidades da parte de fora escritos segundo o alfabeto Celestial com o respectivo símbolo planetário fora do anel, os nomes dos quatro Reis dentro do anel, e da parte de dentro o respectivo triângulo. Nessa altura, decidi remover o nome Tetragrammaton inscrito na parte de dentro do círculo e fora do triângulo, porque iria dar mais trabalho, além de que poderia desconfigurar a Mesa Mágica, e a sua necessidade imediata não parece óbvia.

Nessa altura, comprei uma placa de madeira já cortada na forma circular com cerca de 20 cm de diâmetro, e pedi emprestado a um familiar meu que tinha uma oficina uma máquina para gravar madeira a quente, comprei um verniz e calquei o diagrama na placa de madeira com carvão.

Depois foi meter as mãos à obra e começar, mas antes de começar a placa de madeira usei um outro bocado de madeira para praticar os símbolos. Ao mesmo tempo que ia começando a gravar a madeira, utilizei uma pequena lixa para aplanar, depois limpava aplicava algum verniz na área queimada da gravação, deixava secar e continuava. No final apliquei a última camada de verniz geral em toda a madeira.

Por último, e não descrevi no post anterior, procedi a rituais de consagração e purificação, mas num post mais à frente irei os explicar de forma mais detalhada. Apesar de algumas falhas de principiante à uns bons largos anos, também esta Mesa Mágica foi me de grande utilidade, mas a qualidade da magia também é afectada pela qualidade dos materiais. E com a que utilizo agora, quando emprego os Ritos da Arte de Trithemius obtenho melhores resultados. No entanto, e se a memória não me falha esta ficou-me por qualquer coisa como 60,00€.




15.10.12

Protecção da Casa e dos que nela Habitam de todas as Forças do Mal - Receita e modo de Preparação da Unção de Protecção de Fogo.

Quando começamos a lidar com a Magia, abrimos uma porta onde passamos a conhecer coisas excitantes, mas essas coisas transportam consigo certos riscos. Afinal de contas quando estamos verdadeiramente inseridos na Magia tanto as pessoas ao nosso redor como os espíritos começam a aperceber-se de modo diferente da nossa presença, assim como aquilo que poderemos ou não significar para eles. É como alguém que sempre viveu no anonimato e por algum motivo começa a aparecer nos ecrãs de televisão, começa a ser conhecido pela generalidade das pessoas, mas outras que ocupam a mesma posição podem encarar a nova celebridade como um rival a ser eliminado, ou como alguém que representa um determinado perigo.

Por causa disso, é sempre importante, não só para Magos ou Bruxos bem como para Leigos ter algum tipo de escudo ou protecção, especialmente quando de alguma maneira nos envolvemos com este tipo de entidades e de forças ocultas.

Por tudo isto, decidi colocar aqui um post sobre um tipo de protecção que também utilizo e que é boa para qualquer pessoa que dela pense necessitar, ou que prefira jogar pelo seguro.

Esta Protecção que vos apresento significa à letra: «Unção de Protecção de Fogo». Pois ela combina as essências do Fogo, de Marte e do Sol para criar uma barreira material e espiritual de protecção que tanto defende do Mal, bem como de estranhos visitantes. Apesar da Unção ser feita à base de óleo e este ser tradicionalmente categorizado mais com Sol do que com Marte, devido à minha experiência e ás diferentes conjugações que tenho vindo tentar melhor, eu decidi incorporar de forma mais explícita a Força de Marte.

Ingredientes:

  1. 1 Colher de Chá de Sal Rosa (ou outro Sal que possua óxido de ferro);
  2. 1 Colher de Chá de Canela;
  3. 1 Colher de Resina de Sangue de Dragão (é uma resina vermelha com a qual se produz incenso proveniente da Ásia e também das Ilhas Canárias);
  4. 1 Colher de Chá de Olíbano;
  5. 1 Colher de Chá de Mirra:
  6. 1 Colher de Café de Canela do Vietname (ou Canela de Saigão);
  7. 1 Colher de Café de Colorau;
  8. 1 Colher de Café de Gengibre em pó;
  9. 1 Colher de Café de Madeira de Sândalo Vermelho triturado;
  10. 2 Copos de Óleo de Rícino;
  11. 1 Copo de Azeite;
  12. 2 Recipientes a gosto de vidro;
  13. 2 Rolhas de Cortiça;
  14. Cera de uma Vela para selar;
  15. Tecido de Algodão Branco.

Preparação:

  1. Juntar todos os ingredientes secos num almofariz e com o pilão, continuar a esmagar misturando melhor as diferentes essências.
  2. Depois  adicionar esta mistura do almofariz nos recipientes de vidro;
  3. Adicionar aos recipientes o Azeite e mexer bem;
  4. Adicionar o Óleo de Rícino e mexer bem;
  5. Colocar sobre os recipientes de vidro as rolhas de cortiça e selar com cera derretida juntamente com o tecido para garantir que estão bem selados em ordem a estarem bem fechados durante o processo de consagração.
A criação desta unção deve ser realizada ao Domingo numa hora solar diurna, e a mim durou cerca de quarenta minutos a preparar e a mexer. É suposto que a unção fique com uma cor avermelhada.

Consagração:

Entre a hora de Marte e a hora do Sol dessa mesma tarde eu fiz a unção, depois conjurei as entidades de Marte e do Sol, a saber Kammael e Miguel, no meu altar de modo a que eles soubessem o meu intento para esta unção, que eu lhes apresentei e pedi que «carregassem a unção». Depois deixei a unção no meu altar durante o resto do processo de consagração.

Depois conjurei Kammael, a entidade de Marte, numa terça-feira durante a hora de Marte, e pedi-lhe juntamente às entidades Bartzabel e Graphiel para abençoar, carregar e potenciar a unção de forma a que esta actuasse como uma poderosa lança contra as entidades e energias maléficas que me tentassem trair. Tudo isto seguindo o ritual de Trithemius. Isto porque ele tem dos melhores rituais de Magia de Protecção.

Depois coloquei os recipientes de vidro com a unção consagrada, um na minha mesa de cabeceira e o outro à porta de entrada.

Nesse Domingo, a saber oito dias depois do dia em que preparei a unção, abri todas as janelas de casa, e deixei a manhã toda a casa com correntes de ar a arejar. 
Depois nesse mesmo dia esperei pela hora do Sol.
E fui por toda a casa purificar o espaço. Peguei em velas que anteriormente tinha elaborado e consagrado, acendi-as, juntamente peguei na minha terrina de barro da fumegação de protecção e com carvão vegetal incandescente queimei uma mistura de Arruda e Alecrim, e passei por ela em toda a casa. Ao chegar às janelas e portas exteriores da casa, deixava cinco gotas do óleo na ponta esquerda e direita assim como ao centro do parapeito da janela bem como da entrada de cada porta da casa. De forma a garantir que todos os acessos da minha casa estavam bem barrados e protegidos. Até as entradas dos fios exteriores, como aquela que liga o meu telefone e o meu router, assim como dos meus exaustores foram todas elas protegidas.

Este ritual deve ser elaborado semanalmente caso pressinta estar a ser vítima de algum ataque ou presença do maligno. Caso contrário basta uma vez de três em três meses.

12.10.12

Elaboração de Talismãs Amuletos para Magia de Invocação e Protecção Pessoal com Pentagramas Solares

Os Talismãs Pentagramas de Magia de Evocação são poderosos amuletos que vêm prescritos nas Clavicula Salomoni e nos Grimoiriuns Mágicos. Eles auxiliam o Mago proporcionando uma defesa Mágica face às potenciais ameaças que este irá encontrar ao longo da realização das Artes Negras. Para além disso, estes talismãs defendem qualquer pessoa, mesmo não Magos das insidias do mal, bem como de ataques que sejam lançados contra a sua pessoa.

Para começar, como vem prescrito, acordei bem cedo por volta das 05h00 da manhã. A primeira coisa que fiz foi tomar o banho ritualizado (segundo o método das Clavicula Salomoni), vesti a túnica alva e dirigi-me para a minha sala mágica dedicada aos materiais (tenho em casa uma sala templo negro, uma sala mágica para rituais e uma sala mágica para elaboração e preparação de materiais, além de um pequeno oratório).

Mesa Mágica com os materiais necessários à elaboração dos Talismãs Pentagramas Solares. + Malleus Maleficium
Preparei tudo dentro do meu círculo dedicado à preparação de materiais, tendo dado inicio com as fumegações de incenso e de ervas. De seguida, preparei a tinta, as cores e os restantes materiais que iria utilizar, previamente deixados dentro do círculo no dia anterior.

Incenso granulado sobre o Pergaminho onde iria inscrever os Pentagramas Solares. + Malleus Maleficium
Comecei por recitar as orações e ladainhas próprias (que vêm prescritas nos Grimoiriuns), e logo comecei a sentir as entidades a aproximar-se. A minha sala estava brilhante com os primeiros raiares do sol, e quente como se o sol estivesse a bater em mim directamente.

De seguida, comecei o trabalho de cortar o pergaminho para depois o pintar, escolhendo alguns selos solares das Clavicula Salomoni para Talismãs bem como Pentagramas de Protecção à Magia de Evocação dos Grimoiriuns. Infelizmente não tenho mãos de pintor, mas o realmente importante é que todo o processo cerimonioso foi seguido assim como todas as instruções, estando os amuletos bem carregados e devidamente preparados. Mais do que beleza ou estética na Magia a chave é a Boa Preparação.