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22.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 17: Links dos posts sobre Amarração - Magia do Amor)

Neste simples post apenas vou colocar os links da ordem sequencial dos posts sobre as Amarrações.









A ordem dos posts/temas aqui presentes e respectivos links é:
  1. Introdução
  2. História das Amarrações - Antiguidade Clássica
  3. História das Amarrações - Idade Média e Renascimento
  4. Introdução e Fundamentos do Processo de Amarração 
  5. Resistência, Proteção e Perfil do Alvo
  6. As Entidades na Amarração
  7. O Início do Processo de Amarração
  8. As Duas Primeiras Fases do Processo de Amarração
  9. A Segunda Fase do Processo de Amarração 
  10. A Terceira e Última Fase do Processo de Amarração
  11. O Pós-Amarração
  12. Os Casos Raros e Especiais da Amarração
  13. A Ética ou Moral da Amarração
  14. Respostas e Esclarecimentos das Dúvidas dos Leitores sobre Amarrações
  15. Os Diferentes tipos de Amarração
  16. Post conclusivo, Alertas e Recomendações

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 16: Post conclusivo, alertas, recomendações Amarração - Magia do Amor)

Chegámos ao fim da série de posts sobre amarrações. Apesar disso muito ficou por escrever e por dizer. Nos livros que estou a escrever e que infelizmente estão mais atrasados do que aquilo que desejava, a parte que diz respeito às amarrações é somente técnica, pois os fundamentos da magia estão descritos anteriormente. Se observarem nesta série de posts no meio da parte técnica tive de colocar fundamentos teóricos, pois sem os fundamentos teóricos os aspectos técnicos podem ser impercéptiveis e aspectos importantes a ser compreendidos podem passar despercebidos.

Todo o conteúdo destes posts será colocado por ordem ascendente numa página que criei neste menu aqui de cima com o título: Amarrações. Foi uma excelente recomendação de um leitor para que seja mais fácil a consulta sequencial de toda a informação que aqui coloquei, desde já o meu agradecimento por esta sugestão.

Espero que esta série tenha ajudado os leitores a melhor perceberem a Magia dos Relacionamentos, nomeadamente a Magia das Amarrações. Ao longo desta série de posts fui desmistificando uma série de mitos relacionadas com as amarraçõs que povoam o senso-comum desinformado das pessoas.

As Amarrações e Magia do Amor funcionam na realidade. Contudo, tenho encontrado muitas pessoas que comigo vêm ter já totalmente descrentes nas possibilidades da Magia, nomeadamente no que diz respeito às Amarrações.Creio que esta descrença surge de dois factores:
  1. Dentro do ramo das ditas «ciências ocultas» e dentro destas o sub-ramo da Prática Mágica, existem muitos burlões, existem muitas pessoas que não sendo burlões não têm formação e conhecimento suficiente para praticarem rituais de forma correcta, e em verdade, só conheço em Portugal cerca de três dúzias de pessoas que realmente praticam Magia.
  2. O facto de uma Amarração bem sucedida não ser alvo de publicidade, mas antes exigir silêncio e descrição. Sendo a única publicidade existente aquela que resulta dos fracassos e não dos sucessos. Quando a Amarração alcançar o seu fim, as pessoas devem guardar silêncio até dos Alvos do trabalho feito, e depois por uma questão de estigma social ninguém anda por ai a dizer que mantém um casamento ou um namoro porque fez uma Amarração. O silêncio é ao mesmo tempo fundamental para a Amarração, mas prejudicial para a forma como as pessoas vêm as Amarrações. Por outro lado, considero que aqueles testemunhos que se podem observar em certos sites são fraudulentos. Quem se Amarra com sucesso deve guardar silêncio sobre o que fez, até do facto de procurar o serviço deve guardar silêncio, e quando obtiver aquilo que deseja deve permanecer em silêncio.
    As pessoas nem imaginam a quantidade de relações felizes que por ai vemos que são fruto de Amarrações e de Magia.

Relacionado com o ponto (1.), e com a descrença das pessoas face a este tipo de Magia, resulta das imensas ofertas de Amarrações e do facto delas serem fraudulentas. Como expliquei ao longo deste posts existem algumas formas das pessoas perceberem se estão a ser enganadas. Vou repetir aqui algo que já expliquei:

  1. É o mito de que a Magia e consequentemente as Amarrações são como Fast Food. Magia não é Fast Food. Ou seja, quando realizada não existem resultados imediatos e instantâneos, Magia e por conseguinte a Amarração demora tempo a operar até se alcançar o objectivo pretendido. Infelizmente as pessoas não têm paciencia e querem resultados em tempos absurdos como 2 Dias ou 15 Dias. Por isso é que tantas são enganadas por anúncios que prometem trazer o seu amor de volta em tão curto espaço de tempo. Como se costuma dizer: «A pressa é inimiga da perfeição».
  2. É o mito de que a Magia é Milagreira. A realização da Magia não é a realização de Milagres. A Magia tem limites e fronteiras. Este mito está intrinsecamente relacionado com o anterior. Nomeadamente, no que diz respeito às Amarrações ou Magia do Amor há certas coisas que são impossíveis de se alcançar. Por conseguinte, as Amarrações têm também elementos necessários para se obter sucesso, um deles é o Comendador e o Alvo conhecerem-se pessoalmente. Existem muitas pessoas que são enganadas porque lhes prometem em 5 dias obter uma amarração com «celebridades» da TV que nunca as viram na vida. Uma amarração não funciona sem ter havido contacto entre Alvo e Comendador, por conseguinte não é possível que uma pessoa que nunca tenha conhecido minimamente o George Clooney possa obter aquilo que pretende com uma Amarração.


Agora se juntarmos a estes dois mitos aquilo que as pessoas querem e pensam que é e não é então podemos melhor compreender porque é que existem tantos casos defraudados nas Amarrações. E isto deve-se a três factores que as pessoas desejam e projectam na Amarração e que ficam decepcionadas quando lhes digo que a coisa não é bem assim, as amarrações fraudulentas costumam apresentar estes factores:
  1. Quanto mais rápido melhor, então se for em uma semana ainda melhor;
  2. Quanto menos trabalhoso melhor, então se a pessoa não tiver de fazer rigorosamente nada e esperar que tudo lhe caia de bandeja ainda melhor;
  3. Quanto mais milagroso melhor.
São estes os três factores responsáveis por haverem tantas Amarrações defraudadas. Regra geral as pessoas querem Amarrações em tempo Record, sem lhes dar trabalho, e sem ouvirem falar em obstáculos ou dificuldades ao processo.
Tive uma vez uma senhora que recomendada por outra pessoa veio ter comigo. Ela desejava uma Amarração mas exigia que acontecesse em 1 Semana, com uma série de condições sobre o Alvo. Eu disse à senhora que isso era impossível. Ela ficou chateada pelo meu «não» e disse-me que havia outras pessoas que entre 2 a 7 dias traziam de volta o Amarrado. Eu disse duas coisas à senhora: a primeira é que iria certamente ser enganada, e a segunda que dentro em breve nos iriamos ver.
Acontece que essa senhora foi procurar os serviços de 4 pessoas diferentes que prometiam os resultados milagrosos, todos falsos, depois veio ter comigo e vive hoje com o marido. 

Por último devo salientar para quem desejar alguns livros que podem ser uma mais valia na compreensão das Entidades e como elas agem em nós.

Quando comecei a ser um formando do meu Mestre uma das coisas que ele me obrigou a ler foi os grandes livros clássicos do Misticismo. Estes livros escritos pelos grandes mestres da mística, e não confudamos mística com vidências ou energias, eram o resultado de uma série de grandes pessoas ao longo da história de diferentes confissões religiosas e outros nem religiosos eram, que tinham uma grande sensibilidade para as moções e as experiências espirituais. Estes mestres escrevem como é óbvio no contexto de que fazem parte. Mestre Eckhardt escreve no seu contexto Católico e Jalāl Balkhī escreve no seu contexto islâmico. Mas o meu mestre era unânime, estas pessoas notáveis ao longo da história foram aquelas que conseguiram compreender como nós somos estimulados pelas Entidades, e subsequentemente aprendermos como elas agem em nós. Isso percebe-se quando nós lemos estes grandes mestres. 

Recordo-me que no final da tarefa, na altura enfadonha de ler aqueles místicos quando pensava que o meu Mestre me iria por a ler todos os Grimoiriuns, eu percebi o porquê do meu Mestre me ter exigido aquilo. E hoje, agradeço cada vez mais as opções que o meu Mestre tomou para a minha formação e estou-lhe muito grato.

Para os Comendadores costumo em certos casos recomendar um livro, que apesar de ser um livro sério mascarado de ficção é um excelente resumo da acção das entidades em nós, e para quem já leu os clássicos vai perceber que a estrutura de fundo do livro é similar à história da Mística.
Esse livro tem de títulos em língua portuguesa os seguintes: «Vorazmente teu», «Cartas do Inferno», «Cartas de um Diabo ao seu Aprendiz». Contudo, o título original do livro que aqui deixo à vossa disposição é «The Screwtape Letters».
O autor é o C.S. Lewis, o mesmo dos livros e agora filmes das Crónicas de Narnia pelo qual ele é mais famoso. Contudo, apesar disso ele era um Cristão acérrimo, professor universitário, apologista cristão que neste livrinho que vos recomendo poe em contexto contemporâneo a história e a forma como as Entidades trabalham em nós. Devo desde já avisar que este livro é uma ficção, as «Entidades» não têm sobrinhos ou tios e não andam em escolas para aprender a chatear os «humanos», mas aquilo que desejo que tenham em conta é a forma subtil como as entidades nos movem através de tentações, desejos e moções da nossa mente. É claro que só recomendo este livro a quem queira começar por algum lado. Mas aviso desde já que este livro é ficção, mas é uma boa metáfora explicativa.
Para quem quiser ler este livro que recomendo basta carregar neste link: LEWIS, C. - The Screwtape Letters. Nova Iorque: Harper Collins, 1941.

Qualquer dúvida, pergunta ou esclarecimento não hesite em contactar.

21.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 15: Os Diferentes Tipos de Amarração - Magia do Amor)

 "A ti, senhora, eu trago esta coroa por minhas mãos tecida (...) recebe amada senhora, das minhas pias mãos, este diadema para os teus louros cabelos. Dentre os homens, só a mim é dada esta honra: conviver contigo e contigo trocar palavras, ouvindo a tua voz, mas sem ver o teu rosto." Hipólito em Eurípides


Chegados aqui e antes de terminar esta longa série de posts vou de forma simples abordar os diferentes tipos de Amarrações. Decidi não colocar no princípio este tema, porque me parecia mais importante em primeiro explicar como se processam e só depois falar dos diferentes tipos.

Se observarem a pertinência de eu ter começado esta saga de posts com a história das Amarrações ou Magia do Amor deve-se ao facto de com base nos conceitos Gregos, em parte donde se dá início a uma sistematização da Amarração ou Magia do Amor, podemos melhor compreender os diferentes tipos.


Comecemos então por observar que os tipos de Amarrações hoje em dia são similares às suas origens Gregas podendo dividir-se os tipos com respeito a duas caracteristícas:
  1.  À finalidade (ou tipo de vínculo a ser trabalhado).
  2.  À força ou meta que se pretende para a finalidade (ou tipo de vínculo).

Então podemos desde já compreender que os tipos de amarração se dividem ao longo dos três conceitos Gregos de Amor (ou relações), volto aqui a colocar essa informação presente desse post anterior:
  1. Philia (que pode ser conceptualmente traduzido por Amor de Amizade ou de filiação, desta palavra chega-nos de forma imperfeita na nossa linguagem os conceitos de amizade a algo, como por exemplo: Columbofilia, Algofilia, etc.)
  2. Eros (que pode ser conceptualmente traduzido por Amor Sexual ou todos os aspectos da sexualidade mas intrinsecamente ligadas ao Amor, como por exemplo a descrição em Língua Portuguesa de Sexo como «Fazer Amor» ou «Relação Amorosa». Este termo está presente na nossa linguagem como: Erotismo, Erótica, etc.)
  3. Ágape (que pode ser conceptualmente traduzido por Amor Perfeito ou Puro. Neste termo encontra-se o amor de reciprocidade, de uma amor que representa fidelidade, altruismo, entrega total, amor genúino e puro. Infelizmente este termo não se encontra presente na nossa linguagem, e quando aparece está ligado ao contexto religioso cristão, como por exemplo naquele livro pateta que podemos encontrar em qualquer livraria ou na estante da Fnac de um Padre vestido de Franciscano.)
E subdividem-se ao longo do nível de força que é empregue, ou grau final de vínculo, geralmente distinguindo-se três:
  1. Telestérion (que significa literalmente iniciação e também sala de iniciação) que é a projeção mais fraca de força, visa apenas alcançar pouco «valor» dentro do vínculo final a ser criado.
  2. Enthousiasmós (que significa literalmente ser «inspirado por Deus» ou «inspirado por Entidades» ou também significa literalmente «possuído») que é um termo grego que nos chega hoje como a palavra entusiasmo. No contexto actual das Amarrações ou Magia do Amor é por assim dizer a finalidade da Amarração mais normal nos dias de hoje. Só por nota, os gregos distinguiam ainda quatro origens, ou quatro caracteristícas:
    1. Pneumata («sopros»)
    2. Dynameis («potências»)
    3. Anathymiaseis («fumigações»)
    4. Atmoi («vapores»)
  3. Domínio que teve origem na Idade Média e visa ser um caso especial, não tanto em vínculo mas pela força final empregue. Curiosamente, este tipo de Amarração tem as suas armadilhas, uma delas é que pode ser traiçoeira e difícil de alcançar. Já pela sua natureza requer uma projecção de força maior, mas essa projeção superior não significa necessariamente alcançar melhores resultados em menor tempo ou  às vezes o valor inicial pretendido. Além do mais, os Alvos sujeitos a este trabalho costumam ficar mais possessivos e ciumentos.
Em ordem a simplificar e actualizar vamos entender daqui para à frente estes três tipos como:
  1. Iniciação (ou Leve)
  2. Normal (ou Média)
  3. Domínio (ou Forte)
Para sintetizar fiz este simples diagrama para exemplificar as ramificações dos tipos de Amarrações:



Também em ordem a simplificar vamos entender os três grandes tipos de amarração como:
  1. Para Amizade (Philia)
  2. Para Erotismo ou Sexo (Eros)
  3. Para Relação Amorosa Estável (Ágape)

Contudo, como já tive oportunidade de explicar num post anterior, estes diferentes tipos não são estanques entre si. Quando uma Amarração tem como fim último desenvolver o vínculo em Eros acaba também por aumentar o vínculo em Philia e em Ágape. Ou seja, uns puxam os outros, mas aquele que vê o seu expoente máximo é aquele que se tem como objectivo ou meta a alcançar. Para melhor compreender isto, basta perceber que estes diferentes vínculos estão relacionados uns com os outros, pois uma relação não é constítuida por uma só vertente, pode haver uma que subressaia de entre as outras, mas as outras estão lá, como já escrevi:
  1. Que geralmente uma Amarração em Ágape fornece proporcionalmente o maior aumento tanto em Philia como em Eros, sendo este último o que mais sobe depois de Ágape.
  2. Que geralmente uma Amarração em Eros fornece proporcionalmente menor aumento do que a anterior em Ágape e Philia, sendo esta última o que mais sobe depois de Eros.
  3. Que geralmente uma Amarração em Philia fornece proporcionalmente menos aumento do que as anteriores em Eros e Ágape, sendo esta última o que mais sobe depois de Philia.
Agora, com respeito a alguns casos práticos recomendo o seguinte, todavia cada Comendador deve fazer o seu próprio discernimento:
  1. Manter (ou Salvar) uma relação com um Cônjuge:
    • Ágape
  2. Evitar um Divórcio:
    • Ágape
  3. Reconquistar uma relação onde houve um divórcio:
    • Ágape
  4. Reconquistar um namoro perdido:
    • Ágape
  5. Conquistar uma pessoa próxima:
    • Ágape
  6. Conquistar uma paixão:
    • Ágape
  7. Reconquistar uma Amizade:
    • Philia
  8. Fortalecer uma Amizade:
    • Philia
  9. Realizar um fetiche sexual:
    • Eros
  10. Manter uma relação puramente sexual:
    • Eros
 Por último, existe ainda um outro tipo de Magia dos Relacionamentos, que curiosamente antigamente entrava dentro deste género de Magia.

As Amarrações ou Magia do Amor, fazem parte de um grupo maior de Magia que é a Magia do Relacionamento. O que distingue estas é que o objectivo é Unir, criar vínculos, criar laços. A outra, que mencionei nos casos especiais, é uma Magia do Relacionamento mas em que o objectivo é exactamente o oposto deste, ou seja, desfazer laços, destruir laços.

Da mesma maneira que se pode criar vínculos também se os pode destruir. E o processo, em verdade, não é muito distinto de todo este, a diferença reside no facto dos objectivos serem proporcionalmente inversos.

Talvez no futuro venha aqui a escrever sobre esse tema, mas por agora não.

Como ainda não tive oportunidade de colocar disponível a Bibliografia que pretendia deixo isso para o próximo post.

16.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 10: A 3ª e última Fase do Processo de Amarração - Magia do Amor)

Tendo em mente o conteúdos dos últimos posts, e agora com o conhecimento da 2ª Fase já consolidado, podemos agora abordar a 3ª Fase.

A 3ª Fase eu a chamo de Consolidação, não é tão delicada e importante como a 2ª mas também tem que se lhe diga.

Uma vez estabelecido o contacto entre o Alvo e o Comendador, resta que o vínculo cresça. Este crescimento do vínculo traduz-se pelo movimento do Alvo daquilo que deseja para a relação à luz do trabalho das entidades, para aquilo que vai actualizar na relação com o Comendador.

Como já referi a parte difícil da amarração, é o Alvo mover-se interiormente no seu próprio Eu e fazer com que se torne realidade os desejos que tem vindo a sentir. Os obstáculos e resistências fazem com que a pessoa não dê este importante passo na sua relação com o Comendador.

Por uma questão explicativa vou dividir a 3ª Fase em quatro momentos:
  1. Momento de Alicersar;
  2. Momento da Tomada de Consciência;
  3. Momento da Consolidação;
  4. Momento da Amarração do Vínculo;

1º Momento: Momento de Alicersar

Uma vez com a 2ª Fase realizada no seu último momento e após o contacto entre o Alvo e o Comendador, é bom que as coisas prossigam com calma. Nesta fase nem todos os Alvos reagem de igual forma, mesmo esta explicação é uma generalista, pois como já referi por imensas vezes cada caso é um caso.
O início do 1ª Momento da 3ª Fase é às vezes marcada por algum desânimo por parte dos Comendadores.  Isto porque após o contacto inicial do Alvo, e de forma legítima, os Comendadores ficam logo cheios de expectativas, ansiedade, e querem que aquele primeiro sinal de abertura tenha cada vez maior continuidade. Contudo, as coisas não fluem como os Comendadores desejam.
Após o primeiro contacto os Alvos geralmente dividem-se em 2, e isto também depende de como o Comendador geriu o primeiro contacto pós-amarração:
  1. Alvos fáceis: estes geralmente não passam por uma fase de luto (que mais à frente irei explicar), mas passam por esta fase sem qualquer tipo de desânimo e de perturbação, e deixam-se levar pela corrente do Trabalhos das entidades. São uma minoria, depende também do tipo de trabalho, da força, e principalmente de como o Comendador foi gerindo a situação, estes são aqueles que basicamente se pode dizer que se encontram Enamorados.
  2. Alvos relutantes: estes são geralmente em maioria e são aqueles que passam por uma fase de luto, quando o Comendador dá de mais no primeiro encontro é quase certo que o Alvo passe por uma fase dura de luto e seja mais relutante do que o normal. Muitas vezes os Comendadores vão-se abaixo nesta fase, mas é preciso determinação para não se deixarem contaminar pelo estado de espirito do Alvo.

A fase de luto que os Alvos vêem a experimentar durante o início da 3ª Fase é marcado por um certo arrependimento. Não só começam a libertar a tensão da luta que experimentaram nas fases anteriores, bem como essa libertação da tensão pode gerar arrependimento e luto. Esta é a primeira altura em que os Alvos podem ter consciência de que afinal não ganharam a guerra mas que pela primeira vez perderam a batalha porque foram fracos.

Geralmente as imagens e sensação de domínio que ilusoriamente lhes foram sido dadas caiem nesta fase, onde em regra geral os Alvos vão se recordar do passado recente e vão se até arrepender do primeiro contacto.

Isto em regra geral é difícil de explicar aos Comendadores, muitas vezes acontecem casos em que os Comendadores marcaram com os Alvos um segundo encontro e subitamente vêm o Alvo a mudar por completo a sua atitude.

Vou dar um exemplo que espero poder ajudar a melhor compreender esta etapa. Às vezes as pessoas ou por causa da sua situação familiar ou profissional, ou após um grande esforço da sua parte, cometem algum tipo de excesso para compensar e libertar a tensão, e certas vezes quando passam certos limites arrependem-se e envergonham-se. Recordo-me de quando estudei lá fora, ter tido uma colega que ela era muito determinada na realização dos seus objectivos, uma aluna aplicada e rigorosa, que via-se sofrer por causa das duras metas que colocava sobre si mesma, além da exigência que punha na sua própria pessoa. Ao mesmo tempo não lhe eram conhecidos excessos ou extravagâncias, ela traçava metas e levava-as até ao fim, de certa forma todos nós na altura não temperados como ela invejávamos a sua capacidade de perserverança. Contudo, como se ainda fosse ontem, recordo-me bem da semana em que entregámos as nossas teses. Como éramos poucos, nesse fim-de-semana todo o curso foi sair para celebrar a entrega das teses, e ela quase que se transfigurou-se aos nossos olhos, bebeu em excesso, fumou o que não devia, e acabou por fazer um daqueles tristes espectáculos que infelizmente hoje costumam ser tão frequentes entre os nossos jovens. A verdade, é que possivelmente nos dias seguintes, a vergonha da sua descompressão de tanta pressão vez com que ela tivesse desaparecido, chegámos a pensar o pior, mas felizmente tudo estava bem, exceptuando ela que desenvolveu uma espécie de depressão causada por uma vergonha profunda.

É claro que este exemplo é exagerado com aquilo que experimentam os Alvos, mas creio ser esclarecedor que depois do primeiro contacto a maioria dos Alvos, parece dar um passo atrás e mudar a sua atitude que poderia ter parecido tão radiante ou aberta diante do Comendador.

É importante que durante esta fase de luto, o Comendador volte a evitar o contacto com o Alvo, e mesmo que o Alvo lhe tenha feito alguma desfeita, o Comendador não procure esclarecimentos junto do Alvo. O erro de alguns Comendadores é pressionarem os Alvos. O melhor a fazer é o Alvo viver o seu luto e as entidades fazerem o seu trabalho.

É nesta etapa que as Entidades vão alicerçar o trabalho, e vão criar dentro do alvo as condições para edificarem alicerces sólidos para o que virá a seguir.

Basicamente o que acontece é que nesta altura de luto e de remorsos, as entidades vão contribuir para este Estado de Espírito no Alvo, criando ai a ilusão de que o turbilhão de sentimentos que foram vividos, bem como estes mais recentes resultam do facto de que o Alvo ama mesmo o Comendador, e que no fundo de si sempre nutriu um sentimento especial pelo Comendador, só que nunca se tinha apercebido de tal facto. É claro que isto varia consoante o tipo de trabalho, mas estou a generalizar para melhor se perceber as diferentes etapas.
O crucial a perceber neste 1º Momento da 3ª Fase é que o Alvo deste luto, vai tomar todas estas experiências interiores como sinal de que se encontra apaixonado ou de que no fundo sempre sentiu uma ligação especial para com o Comendador.



2º Momento: Tomada de Consciência

Este é talvez a par da 2ª Fase a etapa mais delicada de toda a Amarração.

Quando o Alvo termina o luto e inadvertidamente vê-se com alicerces fortes não só naquilo que Deseja mas naquilo que está disposto a fazer por si na direcção de actualizar a relação com o Comendador, que o edifício pode colapsar.

Geralmente esta fase inicia-se não só com o término do luto, mas principalmente com um 2º bom contacto entre Alvo e Comendador. Aqui refiro segundo bom contacto, mas isto não é mecânico ou factual, pode antes ter havido vários bons contactos entre Comendador e Alvo, até porque estas fases variam de caso para caso. Mas, regra geral, aquilo a que denomino 2º Bom contacto como a atitude do Alvo para o Comendador similar em parte a uma disposição diferente que o Comendador sentiu na presença do Alvo no 1º contacto.

Aqui o próprio Alvo vai viver dois momentos especiais:

  1. Momento de averiguação: ou seja, se efectivamente aquilo que sentiu no último momento, sugerido pelas Entidades, de que efectivamente sempre nutriu algo especial pelo Comendador, se verifica. Isto é, o Alvo vai querer contactar o Comendador e tirar uma espécie de prova dos nove, verificando se aquilo que sentiu nestes últimos tempos é mesmo assim.
  2. Tomada de consciência: após a averiguação, o comendador vai-se questionar do porquê de estar a viver tudo isto agora. E geralmente traz à memória toda a história da relação, especialmente esta intensidade que muito recentemente se abateu sobre ele. Aqui ele vai seguir um de dois caminhos:
    1. Confia e acredita que tudo isto é legítimo, e uma espécie de revelação sem causa procedente daquilo que sempre esteve adormecido no seu coração;
    2. Desconfia e vai querer aprofundar a legitimidade de tudo isso.

No momento de averiguação é importante que o Comendador pareça natural, e completamente descontraido, o Comendador não pode vir com altas declarações de amor, ou parecer demasiado ansioso. Deve permanecer como sempre foi. Geralmente esta etapa costuma correr bem.

Agora, o grande problema advém do momento de Tomada de Consciência, já vi amarrações fracassarem neste ponto, e algumas pessoas a contactaram-me para saber se tinham sido ou se estavam a ser victimas de algum tipo de Magia sobre elas.

Esta etapa é muito sensível e delicada, é aqui que o Alvo pode perceber que tudo isto é uma ilusão criada pelo Mau Espírito. Geralmente pessoas que crêem nas Entidades, aliado à sua resistência interna conseguem desmascarar toda a trama que sobre elas tem vindo a ser tecida. Se isso acontece pode ser o fim, mas não necessáriamente. Aqui é importante trabalhar com uma boa entidade em ordem a garantir uma certa mestria sobre o Alvo. Ao mesmo tempo um Comendador diligente e empenhado também consegue contribuir para o salvamento da situação.

Agora os leitores podem compreender tudo aquilo que havia explicado sobre a resistência dos Alvos. Esta é o período em que tudo pode ruir, quando tudo estava a ir bem.
Esta fase crítica pode até durar muito tempo como um mês ou dois, a coisa pode parecer que parou aqui, esta é uma fase muito delicada para o Alvo. Por causa disso, é que os leitores podem agora perceber aquilo que vos disse sobre a Resistência do Alvo no que diz respeito à Ascése e Mortificação, aqui os Alvos resistentes, não seguem o que sentem, e conseguem dizer Não aos seus apetites e desejos, porque podem ser atentos o suficiente para perceber que nem todos os nossos desejos e apetites vêm do Bom Espírito.
Mas também como referi nesse mesmo post a maior parte das pessoas, com o evoluir da nossa sociedade pós-contemporânea, estão cada vez menos resistentes, mas de vez em quando lá se vão descobrindo alguns casos.

3ª Momento: Momento da Consolidação

Geralmente os Alvos, acreditam e seguem em frente, quando este pico da montanha é ultrapassada, então os alicerces transformam-se em Solidifacações.

É nesta altura que entramos no 3º Momento o de Consolidação. Agora com os alicerces em ordem, com o Alvo inadvertidamente a ser amarrado na teia, e com a superação das suas desconfianças e temores é altura de começar a consolidar a relação, é nesta altura que mais fácilmente do que outrora o Alvo vai procura actualizar com empenho o desejo de uma relação mais forte, com um vínculo superior. 

Aqui o Comendador já pode começar a esticar-se junto do Alvo, aqui já pode dar tudo. É nesta altura a etapa perfeita para o Comendador abrir o seu coração junto do Alvo. Aqui o importante é permitir com que o Alvo tenha espaço para se empenhar na Actualização da Relação e possa viver um Sonho de Felicidade.

4º Momento: Momento da Amarração do Vínculo

Com a relação alicerçada, solidificada e consolidade, é a altura para o último golpe das Entidades, e o período final da Amarração, é quando os desejos de relação futura chegam ao máximo, e quando a relação e consequentemente o vínculo entre os dois é Actualizado no seu Máximo. E por assim dizer o vínculo está conseguido, e o Alvo encontra-se definitivamente Amarrado ao Comendador.

Para se chegar a este ponto, como os caros leitores tiveram oportunidade de ler, é preciso ultrapassar diferentes fases, lutas, altos e baixos.

O tempo necessário para aqui chegar depende de todas as variáveis que tenho vindo a explicar e a aprofundar, mas pode variar no mínimo dos mínimos 1 Mês e Meio; em média entre 3 a 5 Meses; o caso mais demorado que tive foi um 1 Ano e Meio.

Neste caso mais demorado, tive um Comendador espectacular, que apesar do Alvo ser resistente e a entidade ter sido fraca, soube escrupulosamente seguir as indicações e viu-se ele e eu recompensados quando ao final de tanto tempo conseguiu o pretendido. Quando menos se pensava que a coisa podia não estar a ir, ele sentia o encosto da Entidade nele, e formou uma boa equipa por assim dizer com a Entidade. Foi talvez de todos os casos o que me deixou mais feliz, mais até do que aqueles que são rápidos e onde tudo fica resolvido em pouco tempo.

Este post já vai longo, no próximo vou colocar bibliografia que penso ser útil, assim como responder a questões e aprofundar ainda alguns temas.

15.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 9: A 2ª Fase do Processo de Amarração - Magia do Amor)

Devido a imensas perguntas que me foram feitas sob os três momentos das 2ª Fase da Amarração, irei agora deter-me na última parte do último post.

Por isso, tendo em vista o conteúdo do último post, vamos considerar ainda a 2ª Fase.
Então fiz este diagrama com base num diagrama que apresentei no último post:

Para ver melhor este diagrama basta clicar nele para fazer zoom.
Então podemos observar que na 2ª Fase a entidade vai propor diferentes desejos ao Alvo no que diz respeito à sua relação com o Comendador.
Depois no último post eu expliquei que esta 2ª Fase estava sujeita a três momentos diferentes. Por isso, e para ser mais claro do que aquilo que havia explicado no último post fiz este Diagrama para explicar aquele processo:

Clique no Diagrama para ampliar o tamanho da Imagem.
Espero que tendo este diagrama por base seja mais fácil perceber a última parte do conteúdo do último post.

1º Momento: Momento da Negação

Então, no momento de Negação a Entidade vai lançar imensas propostas ao Alvo com o intuito de fazer crescer o desejo do vínculo de maior relação com o Comendador. A primeira reação do Alvo vai ser o de entrar num processo de negação, onde procurará resistir contrariando essas imagens. Do mesmo modo (e tendo por base a metáfora explicativa que empreguei no último post), que alguém que inicia um processo de emagrecimento e corta nas suas guloseimas favoritas, vai com algum sucesso e de forma simples afastar as tentações que lhe surgirão na mente de querer comer aquelas guloseimas.
O importante aqui, é que o Alvo tenha a ilusão de que tem a situação sob controlo. Por isso, é que o Comendador deverá evitar qualquer contacto com o Alvo, e até se a situação o exigir, ter uma atitude de desprezo para com o Alvo. É importante que no meio do Bombardeamento subtil de sugestões do Alvo por parte da Entidade, o Alvo tenha a ilusão de que controla os seus impulsos, até de que é mais forte ou mais valioso do que o Comendador, e que as suas batalhas inconscientemente travadas por variadas sugestões que lhe vêem à mente, não passam apenas de uma fase, mas de que está a ganhar batalhas e a guerra consigo próprio será facilmente ganha.
Se esta ilusão não for criada no Alvo, então será muito mais difícil ganhar a Guerra. Já tive casos em que Comendadores pareciam cachorros atrás do Alvo mesmo contra as minhas indicações, e isso não favorecia em nada o trabalho.

O passo seguinte das entidades é conseguir dobrar o Alvo. Existem duas formas pelas quais o Alvo pode ser Dobrado:
  1. O Alvo dobrado pela Força: este dobrar pela Força acontece quando as circunstâncias da Amarração são simples, em que o processo não encontra muitos obstáculos, nem na resistência do Alvo, nem na condição inicial da mesma. Estes casos são raros, mas quando acontecem são das amarrações mais simples e rápidas que existem. Mesmo assim o tempo mínimo para que se chegue à finalidade pretendida nunca há de ser menor do que um mês e meio.
  2. O Alvo dobrado pela Subtileza: geralmente é assim que o Alvo começa a ser dobrado. Depois de passar pelo momento da força, as entidades vão tentar dobrar e fazer vergar o Alvo com base na sedução aliada à ilusão de que o Alvo tem de estar a controlar a situação.
    Nesta altura as imagens e desejos que as entidades infundiam no Alvo, passam a surgir não como uma adversidade que tem de ser controlada e negada, como algo de mau ou de incómodo que deve ser rejeitado, mas como algo vão e temporário que até podem dar algum gozo ou prazer ao Alvo, mais ainda se ele pensar que tem total controlo. Então o Alvo vai passar a pensar que não só controla a situação que até então era incómodo, mas que tem tal controlo que pode tirar partido e ter algum prazer com isso.
    Logo a seguir a este último momento, as imagens passam a ganhar nova forma segundo uma aparência de Bem.
2º Momento: Momento da Presunção da Superação

Retomando o final do ponto (2.), as imagens vão passar a surgir no alvo como Aparência de Bem, e é nesse instante que nos encontramos no  2º Momento da 2ª Fase.

Como já tenho vindo a referir o grande obstáculo e dificuldade no processo de Amarração é a 2ª Fase, e especialmente o 2º Momento desta.
O motivo para tal acontece que como em muita coisa da vida que podemos experimentar na primeira pessoa, sonhar e desejar não é díficil. Como diz o ditado: «Sonhar não é proibido» ou «Sonhar não custa». 
Muitas das amarrações mal sucedidas, encontram aqui o seu grande obstáculo para o sucesso. Pois a mestria e o alcance das metas estabelecidas passa pelo Alvo não só desejar mas acreditar e se empenhar em realizar na sua vida aquilo que agora deseja.
Mas, para alcançar isso não só o Alvo vai ter de ser Dobrado, como vai ter de encarar os desejos numa nova perspectiva. Perspectiva essa que lhe vai parecer como um Bem para si e para a sua vida.
Contudo, não se pense que o Alvo não irá oferecer novas resistências. Mas agora as resistências evoluem para uma nova etapa. Nesta etapa ele vai pensar que esses desejos mesmo com aparência de Bem são coisas impossíveis e do passado pelo que deve desistir deles mesmo que estes se apresentem segundo uma aparência de bem.
E aqui nesta etapa é fundamental que os Alvos tenham a Presunção de que tudo aquilo que têm vindo a desejar e a sentir foi totalmente superado.
O Conceito chave é que o Alvo pense que a Guerra está Terminada e que foram Eles quem Triunfou.

3º Momento: Momento da Resignação

Após o término do 2º Momento, o Alvo vai pensar que a Guerra acabou e como tal não tem mais aquele incómodo sobre si. É nesta altura que as entidades vão começar a entristecer o Alvo. Por um lado, elas vão parecer ausentes (e como isto não quero dizer que os Alvos as sintam totalmente como uma presença, este estar ausente significa abrandamento dos desejos presentes nos últimos tempos), mas ao mesmo tempo as entidades apenas vão gerar: tristeza, solidão, mal-estar, ausência de algo. E esta ausência de algo no início o Alvo não irá perceber do que se trata (Por isso é tão importante que o Comendador não tenha contacto com o Alvo), devo salientar que estes sintomas também estão presentes quando o Alvo mantém uma relação com uma terceira pessoa.

Nesta etapa o Alvo vai ser suavemente conduzido pela Entidade em encontrar a explicação da sua tristeza e melancolia no facto de lhe faltar algo, sendo que esse algo que lhe falta foi exactamente aquilo que procurou resistir, a saber, todas aquelas imagens que encarou como negação e como um adversário a ser abatido, que depois mesmo que lhe surgissem como aparência de bem, no fundo era algo inviável que ele já havia superado.

É precisamente neste ponto que o Alvo procura pela primeira vez de forma activa a companhia ou a presença do Comendador. E isto pode surgir apenas como SMS ou E-mail, até a uma proposta concreta de um encontro, ou até como um mero Olá.

Contudo, muitas vezes este primeiro contacto dá-se de forma indirecta, ou seja, o Alvo procura só saber algo sobre o Comendador, pois é importante dentro do possível que o Alvo considere o Comendador como alguém distante ( Por isso é tão importante que o Comendador evite o Alvo), esse algo pode surgir de forma indirecta, a saber, através de visitar a página de facebook (realidade de hoje), ou perguntar a uma pessoa em comum saber como está o Comendador, ou o que faz, ou como se encontra, ou até mandar recados indirectos ao mesmo.

Mas quando se chega a este ponto e existe a proposta de uma contacto mais pessoal entre Alvo e Comendador, e é aqui que o Comendador deve dizer sim, ir ao encontro do Alvo. Contudo, o Comendador não deve dar tudo ao Alvo (se é que me estou a perceber), não só o Comendador deverá derreter o seu coração no Alvo, nem parecer fraco, mas confiante e não fazer como alguns Comendadores que dão logo tudo. Isto porque é nesta etapa que os Alvos vão descarregar toda a tensão que sem darem conta foram acumulando desde que se deu início ao processo de Amarração.

Geralmente para mim é quando se dá este encontro que se inicia a 3ª Fase da Amarração.
Que no próximo post irei detalhar.

5.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 1: Introdução)

Neste grupo de posts procurarei informar e responder à maioria das questões que me têm sido feitas sobre a Amarração ou Amarrações, um tipo de Magia de Amor que é conhecida deste a antiguidade como o Feitiço do Amor. Por uma questão de simplificação ao longo destes posts vou designar toda esta realidade por Amarração, por ser a designação mais frequente na Língua Portuguesa.
Ao início procurarei usar o método de Pergunta-Resposta como se de uma FAQ se tratasse. Contudo, uma vez alguns pressupostos tratados irei trabalhar por temas e não por questões.
Por uma questão de simplificação quando me refirirei a casos de amarração ou outros temas (assim como a imagens ou esquemas explicativos) irei tratá-las como entre pessoas de sexos diferentes. A amarração existe entre pessoas do mesmo sexo, e para que fique claro, rejeito veemente qualquer tipo de preconceitos homofóbicos.

1. Será que Amarração, Amarrações, Magia do Amor, Feitiço do Amor, Magia Erótica, Feitiço Erótico, União Amorosa, Laço Amoroso, etc... é tudo a mesma coisa?

Para simplificar, todos estas designações referem-se à mesma realidade Mágica. A diferença algumas vezes encontra-se no tipo de Magia do Amor. Contudo todas elas estão por assim dizer dentro da mesma categoria. Por uma questão de simplificação ao longo destes posts vou designar toda esta realidade por Amarração, por ser a designação mais frequente na Língua Portuguesa.

2. O que é uma Amarração? Por outras palavras o que é a Magia de Amor?

A Amarração ou Magia do Amor é um tipo de Magia que é practicada em ordem a unir duas pessoas, sendo elas de sexos diferentes ou não. Existem diferentes tipos de uniões que mais adiante explicaremos. Contudo, o importante aqui a reter é que por recurso à Magia uma pessoa pretende cativar outra pessoa para um relacionamento amoroso de reciprocidade, noutros casos trata-se de um relacionamento puramento sexual, mas o fundamental é a tentativa de um vincúlo passional que vai unir a pessoa amarrada àquela que deseja a amarração.

Sendo que isto é possível através da mediação de um Mago(a) e das «Entidades» que tornam isto possível.

3.  Quem são os intervenientes no processo de Amarração?

O primeiro interveniente é o Comendador do Trabalho. O Comendador do Trabalho é aquela pessoa que deseja a amarração. Isto é, que deseja auxílio não natural para conquistar ou iniciar um relacionamento amoroso com outra pessoa.

O segundo interveniente é o Alvo do Trabalho. O Alvo do Trabalho é a pessoa que vai estar sobre o efeito da amarração. Isto é, aquela que é desejada pelo Comendador do Trabalho, aquela que ele deseja amarrar a si.

O terceiro interveniente é o Mago(a). O Mago é a pessoa que vai ser o mediador para que a amarração venha a surgir. Isto é, aquela pessoa que irá ser contactada pelo Comendador do Trabalho em vista a alcançar o objectivo que pretende neste casso a Amarração. O Trabalho do Mago para além de orientar e guiar o Comendador é o de ser ele a intervir junto das Entidades para que o Trabalho Mágico aconteça.

O quarto interveniente é a Entidade. A Entidade é a «pessoa» que vai fazer com que o trabalho seja possível. Vai ser ela que por vários meios irá procurar vincular o Alvo ao Comendador, em ordem a que a Magia seja realizada.

Esquema Explicativo dos Intervenientes e do Processo de Amarração. + Malleus Maleficium


P.S: Aqui para me libertar da contaminação teológica, irei utilizar o termo «Entidade». Contudo, a expressão mais vulgar é demónio, espírito, anjo, etc...

24.10.12

Magia Negra para se Ganhar Dinheiro e Ficar Rico - Recensão e Apresentação do livro «Financial Sorcery: Magical Strategies to Create Real and Lasting Wealth»

Já várias pessoas me questionaram se a Magia Negra não podia ajudar alguém a enriquecer. Em verdade, tal pode ser feito, contudo é um tipo de ritual que não aprecio. Para mim as Artes Negras têm valor pelas Artes que são, e por aquilo que nos ajudam a descobrir sobre a nossa realidade. Uma fonte de conhecimentos que nos está acessível, mas que é difícil de se alcançar. E esta fonte, assim como a praxis desta Arte é que carregam um tesouro muito mais valioso do que o dinheiro.

Os Magos não procuram as Artes para enriquecer, e isto pode ser contraditório quando fazemos trabalhos com as Artes para outras pessoas a troco de dinheiro. Contudo, ninguém enriquece com este tipo de trabalhos, eles permitem o nosso sustento assim como são um pretexto para nos encontrarmos com estas entidades. Quem vai ao seu encontro, apenas pelo encontro e sem um motivo sólido, geralmente acaba por perecer, por mais forte que seja, as Artes Negras também corrompem o Mago.

Assim como eu, todos os verdadeiros Magos que conheci são pessoas que levam vidas simples, não têm grandes luxos. Não procuram riqueza, não conduzem carros de alta cilindrada, não se vestem com roupas de marca, não comem em restaurantes de luxo e não fazem viagens paradisíacas. Em verdade, quase todo o dinheiro que não vai para a subsistência, uma subsistência simples, é gasto em materiais para as Artes, são nelas que depositamos os nossos «fundos», pois é para elas que entregamos a nossa vida.

Para responder às inúmeras questões que me têm sido feitas deixo aqui disponível para Download o livro de Miller, um Mago que conheço pessoalmente, e que publicou este livro neste Verão: «Financial Sorcery: Magical Strategies to Create Real and Lasting Wealth».

Existem inúmeros livros sobre Magia e Dinheiro, assim como feitiços que prometem mudar a vida financeira de uma pessoa apenas com um ritual. Contudo, não é isso que trata este livro. Aquilo que Miller procura responder é à questão de que a maioria das pessoas leigas interessadas em Magia costumam fazer, a saber: «Se a Magia é real, e se se podem lançar feitiços, porque é que então tu não és rico?». Eu já comecei por responder a esta questão logo no início deste post. Contudo, segundo Miller as pessoas interessadas no Oculto, e que não são verdadeiramente Magos, podem recorrer a uma estratégia Mágica para construirem o seu património. Mais do que um Grimoirium ou um livro de feitiços, este é um livro que conjuga Magia mas principalmente com Estratégia.

Para além disso, o que se destaca neste livro são conselhos práticos a nível fiscal, planeamento económico, técnicas de investimento, e procura de emprego. Essencialmente é um livro que combina um esboço de estilo de vida com Magia. Além disso, este livro possui ainda informação sobre como livrar-se de dívidas, testar ideias de negócios, gerir dinheiro, entrevistas para empregos e potencializar promoções.

Por último, deixo este livro para quem pretender. Contudo, para mim pessoalmente não é uma área que me agrade muito. Nunca procurei as Artes para enriquecer, mas para aprender. Quem realmente se incorpora nos Cultos Negros, irá compreender que existem coisas mais valiosas que o Dinheiro ou a Ostentação de Riqueza. Mas cada um é como cada qual, e a mim não me compete julgar ninguém. E por isso, nem posso negar o potencial da Magia para isto, nem posso negar que já ajudei pessoas neste campo. O Mago apenas serve os desejos daqueles que o procuram.

15.10.12

Protecção da Casa e dos que nela Habitam de todas as Forças do Mal - Receita e modo de Preparação da Unção de Protecção de Fogo.

Quando começamos a lidar com a Magia, abrimos uma porta onde passamos a conhecer coisas excitantes, mas essas coisas transportam consigo certos riscos. Afinal de contas quando estamos verdadeiramente inseridos na Magia tanto as pessoas ao nosso redor como os espíritos começam a aperceber-se de modo diferente da nossa presença, assim como aquilo que poderemos ou não significar para eles. É como alguém que sempre viveu no anonimato e por algum motivo começa a aparecer nos ecrãs de televisão, começa a ser conhecido pela generalidade das pessoas, mas outras que ocupam a mesma posição podem encarar a nova celebridade como um rival a ser eliminado, ou como alguém que representa um determinado perigo.

Por causa disso, é sempre importante, não só para Magos ou Bruxos bem como para Leigos ter algum tipo de escudo ou protecção, especialmente quando de alguma maneira nos envolvemos com este tipo de entidades e de forças ocultas.

Por tudo isto, decidi colocar aqui um post sobre um tipo de protecção que também utilizo e que é boa para qualquer pessoa que dela pense necessitar, ou que prefira jogar pelo seguro.

Esta Protecção que vos apresento significa à letra: «Unção de Protecção de Fogo». Pois ela combina as essências do Fogo, de Marte e do Sol para criar uma barreira material e espiritual de protecção que tanto defende do Mal, bem como de estranhos visitantes. Apesar da Unção ser feita à base de óleo e este ser tradicionalmente categorizado mais com Sol do que com Marte, devido à minha experiência e ás diferentes conjugações que tenho vindo tentar melhor, eu decidi incorporar de forma mais explícita a Força de Marte.

Ingredientes:

  1. 1 Colher de Chá de Sal Rosa (ou outro Sal que possua óxido de ferro);
  2. 1 Colher de Chá de Canela;
  3. 1 Colher de Resina de Sangue de Dragão (é uma resina vermelha com a qual se produz incenso proveniente da Ásia e também das Ilhas Canárias);
  4. 1 Colher de Chá de Olíbano;
  5. 1 Colher de Chá de Mirra:
  6. 1 Colher de Café de Canela do Vietname (ou Canela de Saigão);
  7. 1 Colher de Café de Colorau;
  8. 1 Colher de Café de Gengibre em pó;
  9. 1 Colher de Café de Madeira de Sândalo Vermelho triturado;
  10. 2 Copos de Óleo de Rícino;
  11. 1 Copo de Azeite;
  12. 2 Recipientes a gosto de vidro;
  13. 2 Rolhas de Cortiça;
  14. Cera de uma Vela para selar;
  15. Tecido de Algodão Branco.

Preparação:

  1. Juntar todos os ingredientes secos num almofariz e com o pilão, continuar a esmagar misturando melhor as diferentes essências.
  2. Depois  adicionar esta mistura do almofariz nos recipientes de vidro;
  3. Adicionar aos recipientes o Azeite e mexer bem;
  4. Adicionar o Óleo de Rícino e mexer bem;
  5. Colocar sobre os recipientes de vidro as rolhas de cortiça e selar com cera derretida juntamente com o tecido para garantir que estão bem selados em ordem a estarem bem fechados durante o processo de consagração.
A criação desta unção deve ser realizada ao Domingo numa hora solar diurna, e a mim durou cerca de quarenta minutos a preparar e a mexer. É suposto que a unção fique com uma cor avermelhada.

Consagração:

Entre a hora de Marte e a hora do Sol dessa mesma tarde eu fiz a unção, depois conjurei as entidades de Marte e do Sol, a saber Kammael e Miguel, no meu altar de modo a que eles soubessem o meu intento para esta unção, que eu lhes apresentei e pedi que «carregassem a unção». Depois deixei a unção no meu altar durante o resto do processo de consagração.

Depois conjurei Kammael, a entidade de Marte, numa terça-feira durante a hora de Marte, e pedi-lhe juntamente às entidades Bartzabel e Graphiel para abençoar, carregar e potenciar a unção de forma a que esta actuasse como uma poderosa lança contra as entidades e energias maléficas que me tentassem trair. Tudo isto seguindo o ritual de Trithemius. Isto porque ele tem dos melhores rituais de Magia de Protecção.

Depois coloquei os recipientes de vidro com a unção consagrada, um na minha mesa de cabeceira e o outro à porta de entrada.

Nesse Domingo, a saber oito dias depois do dia em que preparei a unção, abri todas as janelas de casa, e deixei a manhã toda a casa com correntes de ar a arejar. 
Depois nesse mesmo dia esperei pela hora do Sol.
E fui por toda a casa purificar o espaço. Peguei em velas que anteriormente tinha elaborado e consagrado, acendi-as, juntamente peguei na minha terrina de barro da fumegação de protecção e com carvão vegetal incandescente queimei uma mistura de Arruda e Alecrim, e passei por ela em toda a casa. Ao chegar às janelas e portas exteriores da casa, deixava cinco gotas do óleo na ponta esquerda e direita assim como ao centro do parapeito da janela bem como da entrada de cada porta da casa. De forma a garantir que todos os acessos da minha casa estavam bem barrados e protegidos. Até as entradas dos fios exteriores, como aquela que liga o meu telefone e o meu router, assim como dos meus exaustores foram todas elas protegidas.

Este ritual deve ser elaborado semanalmente caso pressinta estar a ser vítima de algum ataque ou presença do maligno. Caso contrário basta uma vez de três em três meses.