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20.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 14: Respostas e Esclarecimentos das Dúvidas dos Leitores Amarração - Magia do Amor)

Neste post vou procurar responder às principais questões que me foram feitas sobre os posts aqui colocados. Infelizmente devido à escassez de tempo não tenho podido responder a todos os e-mails que me são enviados com questões sobre esclarecimentos sobre um ou outro ponto. Como tal, decidi agrupar as questões mais colocadas e aproveitar agora para as responder. Agradeço desde já a todos os leitores pelos imensos feedbacks e perguntas que tenho recebido, e que por motivos de tempo, não tenho podido responder pessoalmente.

ATENÇÃO: Este post também vai acarretar os seus riscos, visto algumas das coisas que aqui vou mencionar poderem ir contra algumas das crenças pessoais dos leitores. Aviso desde já que não quero faltar ao respeito a alguém, sendo que neste espaço procura-se respeitas todas as crenças.


Breve Prelúdio


O principal propósito deste Blogue é ser um espaço de divulgação e informação.
Infelizmente, tal como disse no início desta série de posts, existe uma grande desinformação. A própria internet que é uma ferramenta tão boa, acaba às vezes inadvertidamente por ser uma fonte não de informação mas de desinformação. Passo a explicar.

A História do nosso Conhecimento, é uma história percorrida por diferentes culturas ao longo dos tempos. As culturas nos seus múltiplos contactos, umas com as outras, trouxeram influências benéficas e prejudiciais. Regra geral, esta história do contacto multicultural trouxe mais benefícios do que prejuízos.

Se observarmos, em muitas áreas do Saber a troca de ideias provenientes de outras culturas trouxe avanços. Por exemplo, na área da Matemática desde a partilha dos algarismos, até à introdução do conceito de Zero (0), passando pelos primórdios da Álgebra, encontramos uma partilha de saberes oriundos de diferentes culturas que beneficiaram o nosso Saber Matemático.

Mais contemporaneamente, a área da Gastronomia beneficiou dos múltiplos costumes e combinações provenientes de diferentes culturas, hoje encontramos receitas e pratos com influências asiáticas ou africanas que ajudam a enriquecer a nossa própria gastronomia.

Contudo, nem sempre é assim, e por vezes é importante saber distinguir aquilo que enriquece pela mistura, daquilo que pode ser prejudicial e originar uma verdadeira salada.

Por exemplo, a presença excessiva com a respectiva imposição de uma determinada cultura com seus costumes sobre outra pode ser prejudicial quando esta última abraça de forma cega todas as suas práticas e inadvertidamente abafa as suas próprias origens culturais. Basta para isso ver como no início dos Descobrimentos os missionários católicos conseguiram subverter determinadas culturas ao seu modelos Europeu, separando algumas delas das suas próprias raizes e tradições. O processo começava na cristianização terminando numa aculturação.

Certas vezes quando o multiculturalismo é em demasia, pode-se dar uma tal assimilação ou combinação que pode descaracterizar diferentes culturas ao mesmo tempo. Por vezes, este processo pode ser positivo, outras vezes pode ser negativo.

Agora, já podemos chegar àquilo que pretendo transmitir no início deste post.
As ditas «Ciências Ocultas» em parte foram victimas deste processo de multiculturalismo de crenças, porque sofreram uma tal junção de combinações diferentes, que considero eu, as afastaram mais de um aprofundamento do conhecimento do que as aproximaram, focando principalmente a informação junto do grande público. Eu sei que esta minha declaração pode ser entendida de forma polémica, mas a enuncio apenas para exemplificar um fenómeno que o considero mais prejudicial do que benéfico nas «ciências ocultas».

Para exemplificar isto que estou a dizer e antes de aplicá-lo fiz este diagrama com o intuito de mostrar que de três distintas culturas: X, Y e Z; deram resultado num exemplo de multiculturalismo excessivo à cultura #.
Diagrama que exemplifica a origem da Cultura # como a soma indiscriminada de Crenças da Cultura X, Y e Z. Para perceber melhor este diagrama recomendo que clique na imagem para ampliar.



Com este diagrama pode-se perceber que o sistema de crenças da Cultura # pode ser descrito como
Cultura # = Crença A e F da Cultura X + Crença G e L da Cultura Y + Crença Q e R da Cultura Z

Agora no que é que isto diz respeito às «Ciências Ocultas» e mais precisamente às Amarrações? Bom isto é o Prelúdio que vos queria explicar, para que tenham em mente à maioria das questões que me foram feitas, pois elas em certo sentido brotam daqui. Isto resulta de forma ampla do facto das «Ciências Ocultas» serem um aglomerado de diferentes crenças, provenientes de diversas fontes, fundidas sem um critério que pretenda validar e demarcar as crenças legítimas das ilegítimas, ou seja, sem um critério que pretenda separar o trigo do joio, demarcando aquelas que efectivamente enriquem o património do Saber daquelas que não enriquecem, e que para além de redundantes são prejudiciais ao todo. E vamos agora perceber isso com respeito à maior parte das questões colocadas pelos leitores.

Algumas das perguntas dos leitores podem categorizar-se em três temas de fundo:
  1. Vidas Passadas e Reencarnação:
    1.  "Com uma relação a 0 neste mundo é possível uma amarração com alguém que tenhamos tido uma relação numa vida passada?"
    2. "De que forma uma amarração pode prejudicar a minha reencarnação?"
    3. "Existe a possibilidade de garantir uma amarração que perdure para uma futura reencarnação?"
  2. Energias e Espírito:
    1.  "Podia explicar o processo da fusão de energias do comendador e alvo no plano espiritual?"
    2. "E quando comendador e alvo não estão no mesmo plano espiritual é possivel unir as suas energias?"
    3. "É preciso que o comendador tenha tido relações sexuais com o alvo? Ouvi dizer que a energia sexual é eterna e que assim ajuda à união de energias eternas"
    4. "Preciso de renovar a minha amarração quando as energias cósmicas mudarem?"
  3. Médiuns, Poderes e Visões
    1. "Posso saber a resistência do alvo com recurso a um médium?"
    2. "Consegue-se saber o processo de amarração através de uma vidente?"
    3. "Pensei fazer uma amarração mas uma senhora disse-me que a pessoa que eu queria estava a ser protegida pelo falecido pai"
    4. "Um médium disse-me que é impossível a minha união porque tenho um encosto"

Decidi colocar aqui algumas das questões que inadvertidamente foram as mais colocadas, e que no fim de contas são aquelas que mais inquietam os leitores. A todos desde já agradeço as vossas questões.

Este tema é delicado, e agora poderão melhor o porquê de ter iniciado este post com aquele prelúdio.

Muitas destas questões têm raizes em crenças. Cada leitor e cada pessoa tem dentro de si o seu sistema de crenças. Muitas das «crenças» erróneas sobre as «ciências ocultas», resultam do facto de os leitores receberem desinformação. Esta desinformação brota principalmente do início da globalização, quando certos «autores do oculto» em vez de estudarem divulgaram de forma sensacionalista livros e coleções de ensaios com misturas de tudo e mais alguma coisa.

Não é díficil nenhum leitor se dirigir a uma livraria e encontrar nas estantes do «esoterismo» ou «ciências ocultas», montes de livros que tratam imensos temas de maneiras diferentes, muitas das vezes contraditórias entre si e que alegam ser a panaceia de todo o conhecimento «sobrenatural». Nós encontramos reencarnações, forças cósmicas, energias místicas, consciências quânticas, teorias da conspiração planetária, vidências, sonhos e calamidades, energias sexuais, etc....

Muitos destes temas e a maneira que são explorados resultam de um movimento apedidado de «New Age» ou «Nova Era» que resultam de uma mistura pela mistura de crenças sem critérios que procura pegar em temas de diferentes tradições, retirando-as do contexto que lhes conferia inteligibilidade, inserindo num novo contexto e procurando conferir-lhes inteligibilidade não pela sua ligação a uma narrativa cultural mas pela junção de outras crenças que perderam o contexto que lhes conferia inteligibilidade. Desse modo umas crenças suportam as outras, a imagem explicativa que me vem sempre à mente é o de uma Árvore sem raizes apenas feita da soma de ramos cortados a outras árvores. Para melhor exemplificar isso procurei uma imagem que mostrasse a ideia que vos quero transmitir:
Imagem Explicativa do movimento «New Age»


Infelizmente, o movimento «New Age» vingou e conseguiu infiltrar-se de forma bem sucedida nas «ciências ocultas» tanto que a maior parte dos livros que se encontram naquela estante de livros que vos expliquei é ele de uma maneira directa ou indirecta descendente da «New Age». Como tal, outra coisa que caracteriza a «New Age» para além do desenraimento são as constantes auto-contradições e incoêrencias das suas crenças.

Expliquei isto, porque nota-se nas questões feitas pelos leitores o enquadramento «New Age», não quero de alguma forma atacar os leitores, mas apenas evidenciar isto que pelas conversas que tenho tido não se apercebem da influência «New Age» das suas crenças.

Tendo isto por mente posso agora passar às questões.

Sinceramente, e sei que é a crença partilhada por muita gente, não creio e os grandes clássicos da Magia não crêem em Vidas Passadas e Reencarnações. Como tal às perguntas (1.1); (1.2); (1.3) a resposta é não.

Ao contrário do que vem escrito na maioria dos livros «New Age» a reencarnação não nasce apenas no Oriente com o Budismo e afins. Podemos ir para mais perto e observar que os Gregos já possuiam essas crenças, até o livro «O Fedro» do Platão que aqui já recomendei, quando chegam a meio do livro podem lá encontrar descrita a narração de como supostamente uma alma poderia ascender ao céu encontra outra a puxaria para a Terra para assim sucessivamente Reencarnar. A crença da Reencarnação não é algo puramente oriental. Curiosamente essas crenças nasceram do facto dos nossos antepassados não terem um pensamento temporal linear.
Passo a explicar, só recentemente é que na história da humanidade o tempo foi concebido enquanto linear ou seja similar a uma recta que parte imaginemos do 0 e caminha em linha recta em direcção a (+oo) sem tocar no ponto de origem. Para os nossos antepassados, eles observavam o mundo à sua volta como um enorme cíclo de repetições, para os gregos o facto de as estações do ano repetirem-se de forma cíclia, o facto das formas da lua também se repetir de forma cíclica, juntamente com o observarem o constante ciclo das colheitas, das pessoas e dos animais, em que uns morriam e outros nasciam, fê-los pensar que o tempo era como um enorme cíclo em que tudo estava condenado a repetir-se.
É desta repetição Grega que surge a ideia do Mito do Eterno Retorno, que no sex. XIX é retomado pelo fílosofo Nietzsche nos seus livros. Foi esta ideia que teve por detrás do surgimento da ideia de encarnação, que chega agora até aos nossos dias de forma completamente deturpada. Pessoalmente não creio na reencarnação, e respeito quem tenha tal crença. Por agora, não vou avançar muito mais neste tema, mais à frente irei dedicar um post somente a ele, mas por agora apenas vou afirmar que a resposta é Não. 


Com respeito às energias algo de similar acontece, as energias foram temas pegados de tradições antigas, juntas às emergentes ideias da física do princípio do sec. XX que formaram um cocktail de ideias sobre nós e energias, que mais recentemente viram a incorporação da mecânica quântica para cientificamente legitimar esta salada de ideias.
Como é obvío usam a mecânica quântica de forma abusiva daquilo que os modelos teóricos procuram representar, mesmo que actualmente na comunidade científica acha um conflito de interpretações sobre a mesma, não é preciso estudar-se muito para perceber que estas ideias das Dimensões Quânticas, e das Consciências Quanticas com as Energias Cósmicas e outros tantos proclamados pela «New Age» apenas é um tecido formado por linhas e padrões contraditórios.

Um dos problemas de responder a esta questão é como é que eu e o leitor compreendemos o conceito de «Energia». Para que um diálogo seja proveitoso, os interlucutores de um diálogo têm que concordar entre si no significado dos termos utilizados. Caso contrário como diz a expressão popular: «Misturamos Alhos com Bugalhos».
Vou tentar descrever o que entendo por energia começando de forma negativa, ou seja dizendo aquilo que não considero ser. Não considero «Energia» como um pseudo-existente Metafísico. Eu creio que o conceito de energia deva ser naturalizado, e descrito como a ciência o faz como Energia Cinética e Energia Potencial. Sendo estas dimensões exclusivas da matéria e das partículas que a constituem. Por isso mesmo e respondendo às questões que me foram feitas nada disso se verifica.

Secalhar para clarificar vou explicar a questão das relações de outra forma. Tal como havia dito nos posts em que tratei as relações, aqueles valores que exemplifiquei repito são apenas metáforas explicativas, e não metáforas factuais. Fiz este esquema para ser mais claro:



As relações entre as pessoas não são resultados de energias que têm de se fundir. Todas as nossas teias de relações encontram-se na nossa mente. É lá que temos as nossas memórias, assim como os sentimentos que experienciamos ao longo da vida. Tudo isso é vivido materialmente no nosso cérebro. Os vínculos entre duas pessoas acontece nos nossos cérebros e faz parte da nossa vida social e mental. O trabalho espiritual das Entidades em nós, é o resultado da estimulação mental/espiritual nas nossas mentes. Quando as Entidades fazem os alvos desejar, fazem-no através da estimulação mental. Quando somos persuadidos pela publicidade que expliquei no post anterior, a nossa mente é estimulada. Este estímulo resulta de processos internos, mas os processos internos acontecem porque fomos estimulados externamente.

Por isso é que não pode haver Amarrações com pessoas das quais não temos contacto nem relação, ou seja vínculo 0, porque as Entidades não têm matéria no Alvo para trabalhar. O facto do trabalho das entidades nos Alvos ser tão personalizado deve-se ao facto de que cada caso é um caso, cada pessoa encerra em si própria uma identidade única e uma narrativa pessoal. Dentro dessa narrativa, faz parte as pessoas da nossa vida, tenhamos ou não um vínculo forte com elas. É das memórias, da nossa personalidade e temperamento que as Entidades movem no sentido de persuadir o Alvo em direção a alguma coisa.

Os nossos vínculos não resultam de processos cósmicos energéticos, e muito menos de energias sexuais. Se observarem, caros leitores, pessoas com casamentos de 60 anos com muitos anos de relações sexuais praticadas entre elas, caso sejam victimas da doença de Alzheimer podem esquecer completamente quem foi o seu Amor e Companheiro de todo uma vida. Quando o cérebro e a função da memória fica irremediavelmente doente e afectada a própria identidade e narrativa da pessoa fica comprometida.

A história do vínculo entre duas pessoas nos seus altos e baixos, não resulta de energias e não é metafísica, é algo bem concreto e definido nos processos mentais de cada um. As entidades actuam em nós através da estimulação desses processos, e mesmo assim nos seus limites de interação nós nunca estamos completamente nus a elas.


Com respeito à última pergunta, a minha crença e a tradição da Magia revela que o Homem só consegue o que consegue com auxílio das Entidades. Eu sou igual aos leitores, não tenho poderes, não tenho visões. Ao contrário do que se pensa, a vidência só é possível mediante um universo determinista, a consequência de um universo determinista é que não existe liberdade ou subjectividade. Pois o universo determinista é aquele em que tudo está fechado porque tudo vai ser como é não podendo ser de outra maneira, não há espaço para a arbitrariedade ou para a indeterminação. Só é possível conhecer o futuro se ele estiver fechado e consequentemente receptivo a ser lido, pois já está «escrito» o que irá acontecer. Mas a experiência com as entidades revela nos seus limites a indeterminação do próprio universo.

Tal como disse à pouco, nem as entidades quando perscrutam o nosso interior são capazes de «ver tudo», nós não somos um cofre totalmente aberto a elas, e nós nunca conhecemos verdadeiramente o interior de uma pessoa. Aquilo que faz que uma pessoa seja única é ao mesmo tempo aquilo que tem de inacessível. Muitas vezes nós podemos calcular, estimar e prever o comportamento ou o modo de ser de uma pessoa, mas isso não é conhecimento é sempre um palpite que se pode ou não realizar.

Ao longo de muito tempo tenho conhecido imensos médiuns, e não estou a dizer que eles mentem propositadamente, acredito que muitas pessoas acreditam ter dons e agem de boa vontade. Mas tudo o que encontrei são pessoas convencidas de um dom que às vezes pode acertar outras vezes falhar consoante o grau de previsibilidade das suas crenças futuras. Mesmo acontecimentos pouco prováveis podem ser de antemão previstos sem haver verdadeira vidência. Por exemplo, as pessoas que acertaram nos jogos de azar como o Euromilhoes e outras lotarias cujas probabilidades são baixíssimas não sabiam de antemão que aquela iria ser a chave premiada, apenas tiveram palpites que felizmente para elas estiveram correctos.

Sei que este é um outro tema delicado que mais tarde aprofundarei. Mas a resposta é negativa a todas essas questões

Aviso desde já que não quero faltar ao respeito de alguém ou das suas crenças.

No seguinte post porque este já vai longo vou deixar Bibliografia que penso ser importante para se melhor compreender tudo aquilo que tenho vindo a escrever


14.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 8: As duas primeiras fases do processo de Amarração - Magia do Amor)

Tendo novamente em mente o conteúdo dos posts anterior vou desenvolver o conteúdo deste último post.

Como o último post ia longo introduzi uma abstracção a saber um valor quantificável para o vincúlo da relação entre duas pessoas. Agora irei desenvolver esse tema apenas como fim explicativo. Recordo e saliento que estes valores são abstracções com o mero fim de serem metáforas explicativas que ajudem à compreensão do trabalho das Entidades no que diz respeito à Magia, e não representações factuais sobre os relacionamentos intersubjectivos.

No último post referi estes valores como recíprocos, contudo agora podemos avançar na sua compreensão excluindo a reciprocidade. E, tendo em mente a última parte do último post, podemos agora compreender que as relações geralmente não reciprocas. Por exemplo, todos nós já experimentámos ter amigos que incentivavam mais a relação do que nós, ou então também experimentámos desejar fazer uma relação de amizade crescer mais do que o nosso amigo realmente queria. O mundo das relações está cheio de faltas de reciprocidade, mas ao mesmo tempo as relações evoluem porque uma das partes está disposta a investir na relação, e esse investimento tem sucesso e no final efectivamente a relação reforçou-se com um vínculo mais forte. Então vamos agora distinguir novamente três variáveis, e para melhor perceber isso fiz este Diagrama simples:
  1. Vínculo Desejado = Ao vínculo relacional que nós desejamos numa relação com determinada pessoa, tanto pode ser apenas de reforçar uma amizade tornando-a mais forte como pode ser a nível amoroso procurando crescer uma relação de amizade até amorosa, ou ainda pode ser a nível sexual.
  2. Vínculo Actual = Ao vínculo actual e presente que cada indíviduo atribui na sua vida à outra pessoa.
  3. Vínculo Efectivo e Real da Relação = Ao vínculo que efectivamente existe entre duas pessoas. Devo salientar que apesar daquilo que se refere em (1.) e (2.) este vínculo Efectivo é o resultado da soma dos Vínculos Actuais entre duas pessoas. Como tal, o vínculo actual entre duas pessoas na maior parte das vezes é desigual, isto é, as relações entre duas pessoas sejam familiares, amorosas ou de amizade não são puramente simétricas, como tal eu nas minhas classificações pessoais com objectivo explicativo cálculo o Vínculo Efectivo como a Média Simples entre os Vínculos Actuais.

Se observamor no nosso quotidiano, o vínculo desejado reflecte aquilo que desejamos na evolução de uma qualquer evolução. Então, o nosso desejo é o de tornar o vínculo desejado em real vínculo actual. Apesar de geralmente ser uma das partes que coloca o investimento em prática, numa série de acções que pode efectivamente fazer uma relação crescer, até porque como todos nós sabemos as nossas actuais relações de amizade não cairam do céu, fomos nós que as fizemos crescer e outras vezes fomos nós que respondemos ao apelo do outro para a amizade crescer.

Da mesma maneira, podemos agora compreender que muitas pessoas recorrem à Amarração com o fim de por meios Extra-Naturais darem o impulso necessário para uma relação crescer da forma que pretendem e com a finalidade última que pretendem.

Agora, os leitores ao ler isto devem estar a questionar-se do porquê de agora colocar esta explicação. Então, coloquei esta explicação em ordem a dar a conhecer como as Entidades vão trabalhar neste processo e a forma segundo a qual aquilo que efectivamente fazem, e no fundo, aquilo que é uma Amarração ou Magia do Amor, é nada mais do que levar o Alvo não só a desejar o mesmo para vínculo da relação com o Comendador, bem como a tornar actual da parte do Alvo aquilo que tanto o Comendador deseja bem como aquilo que a Entidade ajuda a Desejar. Como tal este processo que tenho vindo a explicar, nada mais é do que a raiz da acção das entidades em nós. Com isto presente em cada um dos leitores podemos agora avançar no processo.

Uma vez  com isto explicado podemos agora perceber quatro detalhes no processo de amarração que a podem inviabilizar:

  1. Quando as pessoas não se conhecem não pode haver amarração. Isto é, quando o alvo tem relação 0 em todos os parametros com o comendador a Entidade não tem matéria para operar. Por isso é que não é possível realizar amarrações entre pessoas que não têm conhecimento pessoal uma da outra. Consequentemente, não é possível estabelecer uma amarração entre um Comendador que nunca conheceu a Alicia Keys ou o Brad Pitt. Isto porque o vínculo é 0. Logo, não existem amarrações quando o Alvo tem 0 em todos os parametros com o comendador.
  2. O Mago deve tomar um conhecimento minímo da ligação que existe entre Comendador e Alvo. Como é óbvio é mais fácil operar uma amarração entre um Comendador e um Alvo quanto maior for o número de Relação Actual. Isto é, imaginemos dois casos um em que o Alvo tem uma relação actual de 40 e outro tem 5. É mais fácil e menos trabalhosa uma amarração em que a Entidade tem de gerar uma relação entre o Alvo e o Comendador de 90, em que no primeiro caso tem de subir 50 pontos e no segundo 85.
  3. Que existem limites nos valores baixos de relação. Atrevo-me até a dizer valores negativo, sendo que esses representam sentimentos de Ódio, Desprezo ou Vingança. Existem relações que chegam a situações delicadas e por vezes bastante graves. Geralmente Amarrações entre pessoas que têm na sua relação um passado de violência tanto seja verbal como física são praticamente inviáveis. Quero com isto dizer que é extremamente díficil senão impossível às vezes conseguir uma Amarração bem sucedida entre Comendador e Alvo, quando na história da relação entre Comendador e Alvo existe um Ódio e um Ressentimento do Alvo para com o Comendador. Um dos exemplos mais gritantes deste caso, acontece quando até não poucas vezes um Marido que se divorciou ou está separado da Mulher pede uma Amarração com o fim último de unir o casal quando ele no passado maltratou a sua Esposa. Neste tipo de casos eu recuso realizar o trabalho porque ele dificilmente irá resultar. Além do mais uma amarração que tenha sido bem sucedida pode fracassar a meio por causa de violência entre as duas pessoas mas mais à frente irei me deter na explicação deste evento.
  4. Relacionado com (3.), sobre limites nos valores baixos de relação, existe um outro caso que não se prende com violência mas com infidelidade. Como sabemos existem pessoas mais sensíveis, que sofrem mais com um evento de infidelidade entre um dos membros da relação. Ou seja, existem pessoas que conseguem ultrapassar uma história de infidelidade por parte de um dos membros melhor que outra. Geralmente pessoas que sofreram e no presente sofrem com um episódio de infidelidade tanto seja sexual como não, apresentam muito mais resistência a uma amarração. Por isso, é que é practicamente impossível unir duas pessoas através de uma Amarração quando na história desta o Comendador foi infiel ao Alvo, tendo o Alvo sofrido muito por causa desse episódio.

Uma vez com estes quatro pontos em mente vamos dar continuidade à nossa explicação.
Então, tendo em mente o post anterior no que diz respeito ao Pós-Conjuração vamos agora dividir o processo de Amarração em quatro fases:

1. FASE - Reconhecimento

Recapitulando, o que já havia dito, na Primeira Fase pós-trabalho de Conjuração, a Entidade vai procurar aferir as Resistências tanto do Comendador como do Alvo. É nesta primeira fase que dura entre uma semana a um mês variando proporcionalmente na resistência dada pelos intervenientes, que a Entidade vai procurar reconhecer quem são estas Pessoas, nela vai procurar os seguintes factores:

  1. Resistências Externas;
  2. Resistências Internas;
  3. Conhecer o Temperamento e Personalidade da Pessoa em questão;
  4. Conhecer a História (tanto coisas boas como traumas) da Pessoa em questão;
  5. Conhecer a História da Relação entre as duas Pessoas;
  6. Conhecer os pontos Fracos e Fortes entre as duas pessoas, onde melhor actuar com vista a alcançar os objectivos.

2. FASE -  Tentação e a Primeira Interacção.

Nesta fase, que se segue à primeira, a Entidade vai começar a tentar o Alvo. Contudo, ao contrário daquilo que vulgarmente se pensa, e daquilo que mencionei num post anterior como o Mito Sexual da Amarração, isto na maioria das vezes não se processa como o Alvo a ter desejos loucos e insaciáveis de sexo para a direita e para a esquerda com o Comendador (convém atender ao tipo de amarração). 
Observemos, e o leitor já teve certamente experiência de se ter apaixonado e sentido forte atracção por uma outra pessoa. Nesse ponto repara que a sua história de atracção pela outra variou consoante cada caso. Ou seja, apesar de existirem semelhanças na nossa história Amorosa/Afectiva, cada pessoa nos foi cativando de modos diferentes, muitas vezes pela idade diferente e pela experiência de vida, o amor foi crescendo nos nossos corações de forma diferente, tendo cada pessoa independentemente de com quem actualmente tem uma relação, memórias inesquéciveis do início de relações amorosas anteriores. Onde cada uma dessas memórias nos marcou de formas diferentes, desde «aquele passeio pela praia», ou aquela «viagem de sonho», ou aquele beijo, ou aquela conversa, ou aquele olhar, ou aquele carinho, etc... 
Existe sempre alguma coisa no outro que cativa a nossa atenção, faz despertar o nosso coração e nos move na sua direção. Agora, essa coisa no caso das amarrações é um ponto fraco do Alvo, especialmente quando no passado o Comendador e o Alvo viveram alguma relação intíma ou intensa, ou em que determinada altura se encontraram apaixonados (exceptuando aqueles casos especiais que em cima referi como de agressão, etc.). Nos casos em que Comendador e Alvo nunca foram mais do que amigos, as Entidades procuram mesmo numa relação amena salientar no Alvo ou reenquadrar no Alvo algo de forma a parecer mais especial do que aquilo que realmente foi, de forma a canalizar esses afectos no estabelecimento de um vínculo e desejo de um vínculo mais forte com o comendador.

Contudo, nesta 2ª Fase e ao contrário daquilo que se pensa, a Entidade não está só a actuar no Alvo mas também no Comendador. Tanto é que apesar de alertar os Comendadores muitas vezes eles mal se apercebem de uma enorme ansiedade que os começa a preencher, e isto vai os acompanhar até ao final do trabalho. Os comendadores vão experimentar imensos sonhos com o Alvo, e mais do que anteriormente havia acontecido até realizarem o trabalho de Amarração. Vão muitas vezes ser tentados em procurar o Alvo, é uma ânsia pelos primeiros resultados. Mas essa ânsia pode comprometer o resultado final. E aqui, muitas vezes triunfa o Comendador que sabe manter o seu Sangue Frio e seguir todos os passos de forma directa sem atalhos que como se diz: «Quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos».

Nesta fase o Alvo está a passar por um processo bastante similar ao do Comendador, mas existe uma diferença substancial entre os dois, é que enquanto o Comendador diguemos tem um Vínculo 60 e deseja um Vínculo de 95 com o Alvo; o Alvo não tem os mesmos valores pelo que tem um Vínculo de 20 e deseja um Vínculo de 20 com o Comendador. Por causa desta disparidade se observa diferenças entre os sintomas da 2ª Fase em ambos os intervenientes. Isto, porque no Alvo as entidades estão a dar início ao processo de tentação afectiva e relacional; enquanto no Comendador esse trabalho não dispensa muita atenção sendo como um carro que acelera mais facilmente numa descida do que numa subida. Para melhor explicar a tradução da evolução do vínculo na Relação por parte do Alvo durante a 2ªFase da Amarração fiz este gráfico:




Contudo, é importante salientar que o grande ponto de viragem no vínculo entre Alvo e Comendador prende-se no ponto em que o Alvo se deve esforçar por colocar em práctica, ou seja, em actualizar aquilo que a Entidade lhe está a propor como relação desejada. Isto é, o ponto delicado que marca a viragem e o sucesso da Amarração prende-se com a Habilidade da Entidade, e a Superação das Resistências do Alvo em que o Alvo se empenhe mesmo que inadvertidamente para colocar aquilo que começa a desejar para a Relação como Relação Actual. Isto porque aquilo que se verifica é uma tendência superior do Alvo no que diz respeito ao Desejo de Vínculo que não é acompanhada ao mesmo nível na Relação Actual.

Para melhor explicar esta fase do processo vou recorrer a uma metáfora explicativa que me parece ser a mais indicada. Contudo, antes de passar a essa metáfora convém explicar que esta 2ª Fase da Amarração obedece a 3 Momentos Distintos:
  1. Momento da Negação;
  2. Momento da Presunção de Superação;
  3. Momento da Resignação.
Tendo isto por base a metáfora a que vou recorrer é a de alguém que inicialmente, e independentemente do motivo, sente-se motivado para empreender uma dieta radical. 
Então, o primeiro momento da 2ª fase da amarração é o chamado momento da negação. Quando as entidades começam a conhecer a pessoa, elas entram devagarinho, e a primeira reacção do alvo vai ser o de negação à proposta das Entidades. A pessoa vai começar a rejeitar aquilo que está a sentir. Imagine-se que é algo como uma pessoa que começa determinadamente uma dieta. Ela vai dizer não a todo o tipo de alimentos que gosta e lhe fazem mal, nessa primeira fase em que a pessoa está motivada vão surgir imensas tentações com comida deliciosa que no entanto é prejudicial àquilo que pretende, a saber, emagrecer. Nessa fase a pessoa vai reagir intensamente, afastar-se até dos restaurantes onde ia, ou da zona do hipermercado onde estão as suas guloseimas favoritas. A pessoa vai dizer eu sou Forte eu sou Capaz e como tal vai está motivada em conseguir e dizer para si mesma que é mais forte do que tudo aquilo que lhe surja como tentação. 
Curisosamente, ao mesmo tempo as tentações não vão diminuir mas antes aumentar, até a um ponto em que a pessoa vai cair, basta enganar-se a si própria ou cair na esparrela das Entidades, em que vai dizer a si própria: «bom se eu comer isto de tempos a tempos, nem que seja uma só vez, até que não me irá fazer mal ou prejudicar os meus intentos», e assim cai, começa por comer aquilo que ao princípio negava por uma primeira vez e mal dê por ela vai comer ainda mais do que anteriormente, e irá estar tão ou mais «viciada» naquelas guloseimas como outrora esteve antes de decidir enveredar pela dieta. A pessoa vai libertar toda a sua tensão, que se foi acumulando na fase de negação, por se ver privada daquilo que tanto gosta ( e sente-se tentada a ir) que depois quando cai, cai de uma assentada (Isto já é 3ª Fase).
Agora, o truque está em deixar a pessoa privada nos primeiros tempos da sua guloseima, ou seja deixar a pessoa privada daquilo com que vai ser tentada a desejar, neste caso o próprio Comendador. Ou seja, neste momento o Comendador deve afastar-se do Alvo, e se não puder devido às suas circunstâncias, deve ignorâ-lo. Tanto no contacto social diário, como em meios de comunicação como o Facebook, E-mails, Sms entre outros. Contudo, o problema é que muitos Comendadores caiem também eles na esparrela (e mais à frente vou desenvolver este tema segundo a perspectiva do comendador). O Comendador deverá ser forte e resiliente, ao ponto de mesmo contra sua vontade inicial, evitar o contacto com o Alvo, pois tal como disse no post inicial para o sucesso de uma Amarração é importante que todos façam a sua parte.
Por isso é importante permitir que o Alvo consiga dizer a ele próprio que é forte e que consegue ignorar e dominar as tentações que ao início vai procurar negar, é bom que o Alvo acumule a tensão, que com isso a Entidade faz a sua parte de forma mais fácil. Sendo que é geralmente entre o primeiro e o segundo mês depois do trabalho de conjuração que o Comendador vai começar a sentir uma diferença significativa da parte do Alvo.
Geralmente esta diferença costuma surgir com uma proposta por parte do Alvo em estabelecer um contacto inofensivo com o Comendador, como por exemplo um pedido para tomar café (isto é meramente exemplificativo). 
Aquilo que recomendo aos Comendadores é que não dêem logo tudo (como infelizmente costuma acontecer mesmo com um aviso em contrário), deixem pensar que o Alvo apenas provou de forma controlada a tentação que tem vindo a negar (neste caso esteve com o Comendador, tomou um café e teve na sua companhia, nada mais), e que ele (Alvo) é mais forte e que está a dominar a situação e as tentações que lhe estão a surgir.
Por conseguinte, e como afirmei anteriormente, as Entidades não são Milagreiras, a materialização do trabalho depende do auxílio do Comendador que facilite o mesmo, por isso tal como o Mago o Comendador tem uma quota parte do modo como se deverá comportar, e agora vocês melhor percebem o porquê de eu atacar aquilo a que chamei do Mito do Sofá.

Este post já vai longo no próximo irei continuar a abordar as diferentes fases da Amarração.

11.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 7: O Início do processo de Amarração - Magia do Amor)

Tendo em mente os conteúdos dos últimos posts podemos agora avançar mais um pouco na explicação sobre o processo de Amarração ou Magia do Amor.

Uma vez todos os detalhes tratados, nomeadamente conhecendo o alvo e procurando estimar a sua resistência, sabendo o tipo de trabalho, escolhida a entidade e todos os detalhes tratados entre o comendador e o Mago, a conjuração acontece e dá-se início ao processo de Amarração. E é a este início que agora nos vamos debruçar.

Contudo, convém mencionar de forma simples a própria conjuração em si, sabendo que esta varia consoante várias variáveis que já fui explicando ao longo do post, mas para que se fique com uma ideia vou indicar a estrutura geral, sabendo-se que existem diferentes alterações consoante cada caso. Então, a estrutura geral pode ser dividida em onze etapas:
  1. Ritos Iniciais da Conjuração. Esta fase é o início de toda e qualquer conjuração, variando em alguns casos;
  2. Rito de Purificação. Nesta fase logo após o início do trabalho o Mago purifica-se, assim como os intervenientes directos neste trabalho, a saber, o Alvo e o Comendador;
  3. Primeira Oblação. Nesta fase é oferecida a primeira parte do pagamento à Entidade;
  4. Inicio da Conjuração em si Mesmo. É nesta fase que a Entidade vem de forma explícita ao Mago.
  5. Apresentação do Trabalho. É nesta fase que é explicado junto da Entidade aquilo que se pretende, ou seja, o fim que a que se destina o trabalho, os seus pormenores e para o qual a Entidade foi Invocada.
  6. Segunda Oblação. Nesta fase é oferecida a segunda parte do pagamento à Entidade;
  7. Apresentação dos Intervenientes. É nesta fase que são apresentados os intervenientes do trabalho que já foi explicado. É referido quem é o Alvo e o Comendador.
  8. Terceira Oblação. Nesta fase é oferecida a terceira e última parte do pagamento à Entidade;
  9. (opcional) Quarta Oblação. Nesta fase, que varia em certos casos, pode ser oferecida um quarto pagamento à Entidade, também conhecido como o Sacríficio Maldito (só aplicado em certas circunstâncias).
  10. Ritos Conclusivos. Nesta fase a Entidade aparta-se do Mago, sendo lançada sobre o trabalho.
  11. Ritos Finais. Nesta fase o Mago termina a Conjuração.
Contudo, o trabalho não fica realizado com o término dos Ritos Finais. Por isso será agora importante desmistificar um dos mitos mais consensuais sobre as Amarrações e pelo qual tanta gente é enganada. Eu pessoalmente chamo-lhe o Mito do Sofá.

Muitas das pessoas que pretendem uma Amarração pensam que obtê-la é como quem vai comprar uma televisão a um estabelecimento comercial. Uma vez paga a televisão somente é necessário instalá-la em casa, sentarem-se no sofá e assim deslumbrarem-se com todos os conteúdos que passam no visor. Ao contrário daquilo que vulgarmente se pensa, a Amarração ou Magia do Amor não se dá por terminada com os Ritos Finais. Um dos aspectos mais importantes deste Trabalho e de Toda a Magia, é que após a conclusão da Conjuração ainda existe trabalho a fazer para se levar a Magia a bom porto.

Agora se juntarmos a este mito os dois outros mitos que expliquei na parte 5 destes posts, a saber: o mito de que a Magia e consequentemente as Amarrações são como Fast Food e o mito de que a Magia é Milagreira. Podemos compreender porque é que existem tantos casos defraudados nas Amarrações. E isto deve-se a três factores que as pessoas desejam e projectam na Amarração e que ficam decepcionadas quando lhes digo que a coisa não é bem assim:
  1. Quanto mais rápido melhor, então se for em uma semana ainda melhor;
  2. Quanto menos trabalhoso melhor, então se a pessoa não tiver de fazer rigorosamente nada e esperar que tudo lhe caia de bandeja ainda melhor;
  3. Quanto mais milagroso melhor.
São estes os três factores responsáveis por haverem tantas Amarrações defraudadas.

Tendo isto em mente, podemos agora avançar para o funcionamento da Amarração depois da Conjuração.

Uma vez realizada a conjuração, a Entidade é lançada. Quando ela é lançada, ao contrário do que se pensa, não é só lançada na direção do Alvo, mas também na direção do Comendador. Por causa disso, é que alerto as pessoas, para o caso de sentirem um certo desconforto na primeira semana após a realização do trabalho. Em raros casos este desconforto pode durar até três semanas, ou até em casos muito excepcionais durar mais do que isso. Não se trata de nada grave, que comprometa a saúde ou a vida do Comendador. Geralmente manifesta-se com dificuldades em dormir, pesadelos, acordar a meio da noite até certas coisas «estranhas» acontecerem. Existe grande variedade de sintomas, mas apesar de serem um pouco incómodos de forma alguma comprometem a saúde, ou a integridade física, ou em geral a vida como um todo do Comendador. Há pessoas que os sentem em maior grau, mesmo que em curto espaço de tempo, outras pessoas sentem em menor grau mas por periodos mais longos. Cada caso é um caso, se se recordam do que escrevi sobre a resistência do Alvo, podem agora comprender o porquê de eu mencionar a própria resistência do Comendador.

Esta fase de mal estar é breve e é em regra geral sinal de que o trabalho já está a correr. Ao mesmo tempo os alvos vão passar o mesmo que o Comendador. Só que neles o desenrolar vai ser diferente.

Agora, estou apto a desmistificar um outro mito da Amarração a que lhe chamo o Mito Sexual da Amarração. Este mito prende-se com o facto de as pessoas serem erróneamente informadas de que na Amarração os Alvos são tentados com desejos sexuais para a direita e para a esquerda, e que não conseguem sequer fazer a sua vida normal até terem relações sexuais com o Comendador. Não quero com isto dizer que parte disto defacto não aconteça, apenas estou a querer salientar que não é bem assim, nem com a quantidade exagerada deste tipo de relatos.

Em ordem a desmistificar este mito e melhor compreender a Amarração será importante ter em conta que as Entidades não têm um conhecimento a priori sobre a totalidade das pessoas que são os intervenientes. Quero com isto dizer, uma coisa que pode parecer estranha, mas no início do Trabalho de Amarração, o primeiro passo das Entidades vai ser dado na direção de irem conhecer a fundo as pessoas intervenientes, isto é o Alvo como o Comendador; na sua história, na sua vida, na sua personalidade. É a partir deste momento que as Entidades vão conhecer os pontos fortes e os pontos fracos dos intervenientes e é daí que vão empreender a sua estratégia para a realização do trabalho.

Tendo nós chegado até aqui, já podemos começar a compreender o modus operandi das Entidades e da sua interacção em nós neste tipo de trabalhos. Devo novamente salientar que cada caso é um caso, mas creio que esta explicação ajudará a trazer nova luz.

Para explicar isto, vou usar duas metáforas explicativas que creio serem boas ferramentas para percebermos este processo. Mas antes temos de perceber que aquilo que as Entidades vão fazer vai ser a criação de um vínculo forte entre o Comendador e o Alvo, sendo esse vínculo o tipo de amarração que foi pedida. Para melhor perceber o vínculo, vamos partir do princípio que existem diferentes tipos de vínculos entre pessoas. Os vínculos não são algo passível de ser quantificável. Eu não consigo factualmente medir um número ou um grau para a minha relação com cada um dos meus amigos ou familiares. Por causa disso, vou propor aqui uma abstracção para melhor se entender.
Então vamos atribuir ao número 0 uma não-relação e ao número 100 uma relação ideal e perfeita entre dois seres humanos, algo como uma utopia. Convém sublinhar que uma relação entre duas pessoas pode estar condicionada pelo tipo e pela origem. Por exemplo, uma mãe pode amar imenso o seu filho, imaginemos um 95, contudo este vínculo há de ser diferente daquele que o seu filho pode ter com a sua mulher também imaginemos com o mesmo valor de 95. Ou seja, dentro desta quantificação exemplificativa a relação varia consoante o tipo, e secalhar para melhor perceber isso podemos utilizar a conceptualização Grega já explicada no post 2, do Philia, Eros e Ágape. Por conseguinte, com o exemplo acima, uma mãe pode amar o seu filho e ter um vínculo de 95 com Philia e Ágape, e o mesmo filho ter um vínculo de 95 com a sua mulher com Ágape e Eros.

Recapitulando, então vamos imaginar esta escala de 0 (não relação) a 100 (relação perfeita utópica), nas dimensões de Philia, Eros e Ágape.

Então vamos agora perceber que o papel das Entidades é estabelecer um vínculo do tipo que foi pedido no trabalho entre Comendador e Alvo. Por conseguinte, certos tipos de vínculo estão associados. Por exemplo, alguém que procure uma Amarração para ter uma relação de verdadeiro Amor com o Alvo, procurará subir o vínculo de Ágape entre ambos, mas ao mesmo tempo que sobe este valor também sobe o de Philia e de Eros. Então vamos ter em conta os seguintes factos sobre o fim a que se destina a relação e o tipo da mesma com respeito ao vínculo que dela vai resultar:
  1. Que geralmente uma Amarração em Ágape fornece proporcionalmente o maior aumento tanto em Philia como em Eros, sendo este último o que mais sobe depois de Ágape.
  2. Que geralmente uma Amarração em Eros fornece proporcionalmente menor aumento do que a anterior em Ágape e Philia, sendo esta última o que mais sobe depois de Eros.
  3. Que geralmente uma Amarração em Philia fornece proporcionalmente menos aumento do que as anteriores em Eros e Ágape, sendo esta última o que mais sobe depois de Philia.
 Fiz estes três gráficos de colunas a título exemplificativo daquilo que estou a tentar explicar.



Este post já vai longo, no próximo contínuo a mesma explicação que aqui já avancei, só que vamos nos deter no processo que as Entidades usam para estabelecer o vínculo e como elas actuam também no Comendador.

8.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 6: As Entidades na Amarração - Magia do Amor)

Uma vez com os conteúdos dos posts anteriores em Mente podemos prosseguir.
No último post nós vimos a diferença entre as pessoas e como estas podem oferecer resistência à Magia, assim como dois mitos que estão associados e que agora poderemos melhor compreender o seu desmantelamento.

As entidades tal como já tive oportunidade de dizer têm limites, contudo apesar da resistência que os Alvos possam oferecer elas conseguem muitas vezes ultrapassá-los.

Prosseguindo, assim que o comendador contacta o mago e ambos acertam o que têm de acertar, e independetemente do tipo de Amarração (que será tratado em posts subsequentes), esta SÓ SE REALIZA COM RECURSO A UMA CONJURAÇÃO CERIMONIAL, QUE É O RITUAL PRÓPRIO DA CONJURA E ENVIO DAS ENTIDADES E, SEM ELAS NÃO EXISTE MAGIA DO AMOR.

Coloquei aquela informação em Caps Lock, porque muitas pessoas são desinformadas a verem revistas ou sites ou livros onde se diz para fazer bonecas, ou rezar somente ladainhas, ou tomar bebidas, ou dar bebidas a beber ao alvo, ou dar pózinhos a colocar sobre o alvo, ou a dar coisas para o alvo pisar. NADA DISSO FUNCIONA, A AMARRAÇÃO SÓ FUNCIONA PORQUE SÃO AS ENTIDADES QUE GARANTEM A AMARRAÇÃO.

Tendo isto em cima esclarecido é preciso desmistificar mais um mito associado às Entidades. Vou o designar pelo Mito da Referência e da Denotação.

Então, eu pessoalmente devido ao facto de que a Tradição das Artes Negras assenta nos Grimoriuns utilizo como nome das Entidades os que vêm descritos no Lemegeton. Contudo, existem outros livros e outras fontes com nomes totalmente diferentes. O Mito consiste em as pessoas pensarem que se tratam de entidades diferentes.
Eu chamo-lhe de Mito da Referência porque isto tem a ver com o fenómeno da própria referência.
Ou seja, vou começar por usar o exemplo dos nomes das pessoas. O nome Stephan em Inglês pode ser traduzido para Português pelo nome Estefano, contudo a tradução literal e correcta de Stephan para Português é Estevão. No entanto, nós temos duas traduções possíveis para Stephan = Estefano e Estevão.
Ou outro exemplo, eu pensava que o jogador brasileiro de futebol Bebeto tinha esse nome como seu apelido, só mais tarde soube que essa era uma Alcunha, e que o seu nome real é José de Oliveira. Por exemplo, se alguém me dissesse que o jogador brasileiro José de Oliveira marcou um golo na final do mundial eu ficaria espantado e diria: «Não sei quem é esse jogador, em que clube ele joga?»; mas se me dissessem que o jogador Bebeto marcou um golo na final do mundial eu não ficaria espantado e saberia quem é. Na verdade estes dois nomes referem-se à mesma pessoa.
Prosseguindo, durante o tempo dos Descobrimentos os Europeus quando chegaram a terras novas e da necessidade de contacto para com as pessoas locais latinizaram os seus nomes. Um desses exemplos é o do Rei do Congo, de seu nome original Nzinga a Nkuwu mas rebaptizado de João I. Quando nos referimos a Nzinga a Nkuwu ou João I do Congo estamos a denotar ou seja a referirmo-nos exactamente à mesma pessoa mas com nomes diferentes.

Porque é que me detive nestes exemplos? Porque muitas pessoas encontram afirmações dispersas ou variações de nomes dos demónios e se confundem pensando ser entidades diferentes, mas na verdade são exactamente as mesmas entidades só que as pessoas não sabem.

Mas então donde vêem esses nomes diferentes? Esses nomes vêem do facto dos Magos ao longo dos tempos e das culturas traduzirem os nomes das entidades com quem contactavam, para versões similares às da sua cultura. Por isso encontramos a mesma referência para certos demónios com nomes de origem Persa, ou Grega, ou Latina. Decidi esclarecer isto, visto ser uma confusão frequente quando se usa o nome de demónios de fontes diferentes.

Fiz este diagrama para exemplificar o que é a Hierarquia Horizontal e Vertical no que diz respeito às Entidades.

 A escolha da entidade é fundamental. Contudo, é preciso aqui esclarecer três pontos:
  1. Diz respeito à hierarquia das próprias entidades. Cada entidade está posicionada segundo uma hierarquia, quando nós encontramos os nomes descritos nos livros sobre as entidades, geralmente apresentam a hieraquia em que está inserida. As hierarquias estão divididas em posições horizontais e verticais. Agora, quando um Mago diz vamos trabalhar com a entidade X ou Y, em verdade não se está a trabalhar directamente com essa entidade mas com um subalterno por assim dizer, a não ser que se decida trabalhar com a própria entidade líder da hierarquia. Imaginemos que alguém vai a um consultório de advogados que tem o nome pomposo Z. A pessoa não vai ser representada pelo advogado Z a não ser que o peça explicitamente sabendo que para isso vai ter de pagar mais pelos seus serviços do que se fosse representado por um advogado que trabalha para o consultório Z. Contudo, se o consultório Z está horizontalmente mais bem conoctado do que o consultório W, então pode acontecer que um dos advogados do consultório Z seja mais bem pago do que o próprio director do consultório W, para melhor entender isso fiz um pequeno diagrama para procurar explicar isso.
  2. Relacionado com o primeiro ponto, deve-se entender que mesmo que não seja a Entidade líder de uma hierarquia a realizar o trabalho, a não ser que assim o seja exigido, não é a entidade subalterna que aparece na conjuração, mas o topo da sua hierarquia. Imaginemos que se vai conjurar Astaroth para um trabalho complexo de Amarração, onde não é o próprio Astaroth quem vai realizar o trabalho, mas na conjuração o conjurado deve ser o líder da hierarquia e neste caso com quem o Mago intervem é com o próprio Astaroth mesmo que não seja ele a realizar o trabalho. Até porque o Mago quando estabelece um Pacto Tácito com as entidades, o faz com o Líder da Hierarquia e não com os subalternos. Por exemplo, imaginemos que uma empresa de comércio quer construir uma Mega Superfície Comercial, abre um concurso e escolhe uma Grande Empresa de Construção Cívil, essa empresa de comercío vai negociar com os responsáveis dessa Grande Empresa de Construção Cívil, mas não são esses com quem negoceiam quem vai construir a Mega Superfície Comercial, tanto que essas Grandes Empresas de Construção Cívil recorrem a várias empresas como subempreitadas para realizar o trabalho. Por isso, é que mesmo nos pactos parciais que os comendadores podem realizar eles estabelecem o pacto com o líder da hierarquia mesmo que não seja esse quem lhes vai realizar o trabalho e cumprir o acordo estabelecido.
  3. Deve-se procurar fazer o máximo com o mínimo. Com isto quero dizer que na escolha da Entidade, se o alvo parecer não oferecer grande resistência, e se o trabalho que o comendador pede não for complexo mas simples não há necessidade de perder tempo e recursos em por exemplo usar o próprio Astaroth em pessoa para a realização do trabalho. Por isso quando digo que se deve procurar fazer o máximo com o mínimo quero dizer que deve-se procurar alcançar sempre os melhores resultados mas com o mínimo possível para o fazer e que não comprometa o resultado final. Como se costuma dizer não se mata uma mosca com uma caçadeira.

Uma vez com estes pontos entendidos, podemos passar ao próximo passo a saber os recursos que serão dados à entidade. Cada entidade, com respeito à sua posição na hierarquia tem um preço à cabeça diferente (digo assim para simplificar)
Então as variáveis dos recursos oferecidos à entidade variam consoante cinco variáveis:

  1. A própria entidade. Com isto refiro-me à sua posição na hierarquia, cada entidade exige ou pede coisas diferentes. Imaginemos que um Mago pretende A. O mesmo A numa entidade de hierarquia superior consome mais recursos do que com uma entidade menor. Contudo, o Mago pode ter mais garantias com a entidade superior do que com a menor.
  2. O tipo de trabalho. Cada trabalho difere em função dos intervenientes, do fim a que se destina e da própria natureza de tipo de trabalho.
  3. A força que se pretende projectada pela entidade na realização do mesmo.
  4. A finalidade que se pretende alcançar, pois podem existir dois trabalhos que podem caber dentro de uma mesma categoria mas com finalidades diferentes.
  5. A resistência que se pode prever da parte do alvo. Às vezes é preciso reconjurar e gastar mais recursos pois a estimativa da resistência pode não se confirmar correcta. Um procedimento com sucesso e se o comendador aceitar é a realização de um pacto parcial.
Fiz este esquema para melhor explicar a Conjuração por Mediação.

Agora, quando os detalhes da Amarração são resolvidos procede-se aos detalhes que são próprios da Conjuração. A Conjuração de Amarração ou Conjuração da Magia do Amor pode ser desenvolvida de três formas diferentes:
  1. Conjuração Complexa: esta conjuração dispensa a mediação do Comendador, para poder dispensar a mediação do Comendador ela é mais forte e mais trabalhosa.
  2. Conjuração por Mediação: esta conjuração é a mais comum, pois poupa recursos tanto ao Mago como ao Comendador. A Mediação é necessária na medida em que se estabelece um vínculo entre o Comendador e a Entidade facilitando o processo de aproximação da mesma ao Comendador. Mais à frente irei explicar o que é este processo.
  3. Conjuração por Mediação com Pacto Parcial (que já em cima mencionei): esta conjuração é similar à anterior, a diferença encontra-se que além do pagamento que o Mago deve fazer à entidade, este é reforçado por um Pacto Parcial entre o Comendador e a Entidade. Isto faz com que o trabalho seja mais forte, e tem a nunca de que o Pacto Parcial só fica válido depois da Entidade realizar aquilo que o Comendador deseja, caso contrário o pacto é nulo. Este tipo também é realizado para se reforçar um trabalho já previamente feito.

Este post já vai longo no próximo irei esclarecer melhor a continuação dos posts já publicados nomeadamente no processo entre a interação da entidade, do comendador e do alvo no desenrolar da amarração.


Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 5: Resistência, Protecção e Perfil do Alvo à Amarração - Magia do Amor)

Uma vez com o conteúdo do último post em mente poderemos agora avançar na compreensão do processo de Amarração ou de Magia do Amor.

Neste seguimento de posts vou desmistificar aquilo a que  chamo os dois mitos centrais das Amarrações:







  1. É o mito de que a Magia e consequentemente as Amarrações são como Fast Food. Magia não é Fast Food. Ou seja, quando realizada não existem resultados imediatos e instantâneos, Magia e por conseguinte a Amarração demora tempo a operar até se alcançar o objectivo pretendido. Infelizmente as pessoas não têm paciencia e querem resultados em tempos absurdos como 2 Dias ou 15 Dias. Por isso é que tantas são enganadas por anúncios que prometem trazer o seu amor de volta em tão curto espaço de tempo. Como se costuma dizer: «A pressa é inimiga da perfeição».
  2. É o mito de que a Magia é Milagreira. A realização da Magia não é a realização de Milagres. A Magia tem limites e fronteiras. Este mito está intrinsecamente relacionado com o anterior. Nomeadamente, no que diz respeito às Amarrações ou Magia do Amor há certas coisas que são impossíveis de se alcançar. Por conseguinte, as Amarrações têm também elementos necessários para se obter sucesso, um deles é o Comendador e o Alvo conhecerem-se pessoalmente. Existem muitas pessoas que são enganadas porque lhes prometem em 5 dias obter uma amarração com «celebridades» da TV que nunca as viram na vida. Uma amarração não funciona sem ter havido contacto entre Alvo e Comendador, por conseguinte não é possível que uma pessoa que nunca tenha conhecido minimamente o George Clooney possa obter aquilo que pretende com uma Amarração.
Resultado destes dois mitos convém salientar outras duas coisas:
  1. A primeira é que as Amarrações não são como a maioria das pessoas pensam que são.
  2. A segunda é que as Amarrações não se processam como a maioria das pessoas pensam que se processam.
Prosseguindo, vamos agora recapitular de forma mais aprofundada o conteúdo do post anterior.

Vamos partir do princípio que um Comendador contacta o Mago, diz-lhe o que pretende, e dá-lhe as informações necessárias. A partir deste ponto o Mago deverá escolher a Entidade que melhor poderá alcançar o fim que o Comendador pretende.

Contudo, ao contrário daquilo que se pensa nós não somos totalmente transparentes ou permeáveis às Entidades e à sua acção. Esse é um outro mito, nós temos algumas defesas face às entidades, e elas não podem tudo como nós pensamos que elas podem.

Cada pessoa é única, irrepetível e singular. Como tal, cada pessoa apresenta um nível diferente de resistência ao trabalho das entidades, os principais factores defensivos e de resistência que um alvo pode colocar são:
  1. Internos, ou seja, da própria natureza da pessoa, que pode ser subdividido:
    1. Do seu próprio Ser;
    2. Do seu temperamento e feitio, aqui gostaria de salientar os seguintes traços:
      1. O seu grau de Determinação;
      2. O seu grau de Teimosia;
      3. O seu grau de Resiliência;
      4. O seu grau de Fortaleza Temperamental;
      5. O seu grau de Auto-Estima
      6. Do grau de sensibilidade que tem para o seu mundo interior, ou seja, da capacidade de se escutar a si mesmo, dando nome a todas as emoções e sentimentos que vai sentido;
      7. Relacionado com o último ponto, o grau de Inteligência Emocional. Pessoas com elevada inteligência emocional são mais resistentes;
      8. Relacionado com os dois pontos anteriores, a capacidade de Ascése e de Mortificação. Infelizmente estas palavras estão cada vez mais em desuso, não só pela negra conotação católica, mas porque a nossa sociedade é um pouco alheia ao seu conteúdo. Então, para simplificar vamos considerar a capacidade de Ascése e de Mortificação como a resiliência de alguém em ir contra os seus próprios apetites, e saber discernir entre os apetites legítimos dos ilegítimos.
  1.  Externos, ou seja, que afectam a pessoa protegendo-a e defendendo:
    1. A presença de uma relação forte de amor, onde seja verdadeiramente amada por uma outra pessoa;
    2. Protecções adicionais que possua;
    3. Prática Religiosa;
    4. Limpezas que lhe tenham sido validamente submetidas.
Todos estes pontos podem ser determinantes no sucesso ou não de uma amarração, destes pretendo sublinhar o ponto (1.2.8). Creio e ao longo da minha experiência que esse é o ponto determinante na resistência que um alvo pode oferecer.
Por outro lado, esse mesmo ponto está cada vez mais diluido na nossa sociedade. As caracteristicas actuais da nossa sociedade fazem com que as pessoas tenha uma capacidade menor de ascése e de mortificação. Debaixo dos slogans «Carpe Diem», ou «Segue o que Sentes», a nossa sociedade convida-nos a viver a vida ao máximo, seguindo os nossos impulsos e desejos, entrando num frenesim por os conseguir saciar.
Contudo, não quero afirmar que isto é mau, apenas no que diz respeito ao Trabalho e Influências das Entidades, como irão mais à frente perceber isto é perfeito. O que elas querem é que nós sigamos os desejos que elas nos apresentam, tal como a publicidade e o marketing elas criam em nós necessidades em diferentes tipos de acções da sua parte.

Consequentemente, o leitor já poderá perceber porque é tão fundamental o ponto (1.2.8) no que diz respeito à resistência do Alvo face ao Trabalho de Amarração ou Magia do Amor que lhe foi Lançado.
Este Diagrama que fiz, não está lá muito perfeito, mas tem o fim exemplificar quatro pessoas com perfis diferentes de resistência. Algumas pessoas são mais resistentes internamente do que externamente e outras são o contrário. Cada pessoa é única, como tal ninguém apresenta sempre os mesmos factores de resistência. Este perfil pode também ser aplicado aos comendadores.

Contudo, estas características não são apenas importantes para o Alvo do Trabalho enquanto protecção e resistência oferecida, como também são características fundamentais para o Comendador do Trabalho.

Alvo A = Azul (+- 30%); Alvo B = Vermelho (+- 15%); Alvo C = Verde (+-50%); Alvo D = Roxo (+-5%)

Fiz o diagrama em cima para mostrar quatro tipo de perfis diferentes de pessoas. Agora, com base numa estatística simples, apenas para exemplificar que tenho feito ao longo dos anos, venho a verificar que o perfil mais comum é o ALVO C e ALVO A. Contudo, os perfis que verdadeiramente surpreendem e dificéis de antever são o ALVO B e ALVO D. Uma das maiores causas do fracasso de uma amarração resulta das pessoas serem mais resistentes do que aquilo que inicialmente se fazia prever. Nos próximos posts também irei explorar e aprofundar esse tema.

No post seguinte vou continuar a explicar o que são as amarrações, os intervenientes e o processo em maior detalhe, explicando o porquê destas resistências serem fundamentais no processo de Amarração.