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20.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 14: Respostas e Esclarecimentos das Dúvidas dos Leitores Amarração - Magia do Amor)

Neste post vou procurar responder às principais questões que me foram feitas sobre os posts aqui colocados. Infelizmente devido à escassez de tempo não tenho podido responder a todos os e-mails que me são enviados com questões sobre esclarecimentos sobre um ou outro ponto. Como tal, decidi agrupar as questões mais colocadas e aproveitar agora para as responder. Agradeço desde já a todos os leitores pelos imensos feedbacks e perguntas que tenho recebido, e que por motivos de tempo, não tenho podido responder pessoalmente.

ATENÇÃO: Este post também vai acarretar os seus riscos, visto algumas das coisas que aqui vou mencionar poderem ir contra algumas das crenças pessoais dos leitores. Aviso desde já que não quero faltar ao respeito a alguém, sendo que neste espaço procura-se respeitas todas as crenças.


Breve Prelúdio


O principal propósito deste Blogue é ser um espaço de divulgação e informação.
Infelizmente, tal como disse no início desta série de posts, existe uma grande desinformação. A própria internet que é uma ferramenta tão boa, acaba às vezes inadvertidamente por ser uma fonte não de informação mas de desinformação. Passo a explicar.

A História do nosso Conhecimento, é uma história percorrida por diferentes culturas ao longo dos tempos. As culturas nos seus múltiplos contactos, umas com as outras, trouxeram influências benéficas e prejudiciais. Regra geral, esta história do contacto multicultural trouxe mais benefícios do que prejuízos.

Se observarmos, em muitas áreas do Saber a troca de ideias provenientes de outras culturas trouxe avanços. Por exemplo, na área da Matemática desde a partilha dos algarismos, até à introdução do conceito de Zero (0), passando pelos primórdios da Álgebra, encontramos uma partilha de saberes oriundos de diferentes culturas que beneficiaram o nosso Saber Matemático.

Mais contemporaneamente, a área da Gastronomia beneficiou dos múltiplos costumes e combinações provenientes de diferentes culturas, hoje encontramos receitas e pratos com influências asiáticas ou africanas que ajudam a enriquecer a nossa própria gastronomia.

Contudo, nem sempre é assim, e por vezes é importante saber distinguir aquilo que enriquece pela mistura, daquilo que pode ser prejudicial e originar uma verdadeira salada.

Por exemplo, a presença excessiva com a respectiva imposição de uma determinada cultura com seus costumes sobre outra pode ser prejudicial quando esta última abraça de forma cega todas as suas práticas e inadvertidamente abafa as suas próprias origens culturais. Basta para isso ver como no início dos Descobrimentos os missionários católicos conseguiram subverter determinadas culturas ao seu modelos Europeu, separando algumas delas das suas próprias raizes e tradições. O processo começava na cristianização terminando numa aculturação.

Certas vezes quando o multiculturalismo é em demasia, pode-se dar uma tal assimilação ou combinação que pode descaracterizar diferentes culturas ao mesmo tempo. Por vezes, este processo pode ser positivo, outras vezes pode ser negativo.

Agora, já podemos chegar àquilo que pretendo transmitir no início deste post.
As ditas «Ciências Ocultas» em parte foram victimas deste processo de multiculturalismo de crenças, porque sofreram uma tal junção de combinações diferentes, que considero eu, as afastaram mais de um aprofundamento do conhecimento do que as aproximaram, focando principalmente a informação junto do grande público. Eu sei que esta minha declaração pode ser entendida de forma polémica, mas a enuncio apenas para exemplificar um fenómeno que o considero mais prejudicial do que benéfico nas «ciências ocultas».

Para exemplificar isto que estou a dizer e antes de aplicá-lo fiz este diagrama com o intuito de mostrar que de três distintas culturas: X, Y e Z; deram resultado num exemplo de multiculturalismo excessivo à cultura #.
Diagrama que exemplifica a origem da Cultura # como a soma indiscriminada de Crenças da Cultura X, Y e Z. Para perceber melhor este diagrama recomendo que clique na imagem para ampliar.



Com este diagrama pode-se perceber que o sistema de crenças da Cultura # pode ser descrito como
Cultura # = Crença A e F da Cultura X + Crença G e L da Cultura Y + Crença Q e R da Cultura Z

Agora no que é que isto diz respeito às «Ciências Ocultas» e mais precisamente às Amarrações? Bom isto é o Prelúdio que vos queria explicar, para que tenham em mente à maioria das questões que me foram feitas, pois elas em certo sentido brotam daqui. Isto resulta de forma ampla do facto das «Ciências Ocultas» serem um aglomerado de diferentes crenças, provenientes de diversas fontes, fundidas sem um critério que pretenda validar e demarcar as crenças legítimas das ilegítimas, ou seja, sem um critério que pretenda separar o trigo do joio, demarcando aquelas que efectivamente enriquem o património do Saber daquelas que não enriquecem, e que para além de redundantes são prejudiciais ao todo. E vamos agora perceber isso com respeito à maior parte das questões colocadas pelos leitores.

Algumas das perguntas dos leitores podem categorizar-se em três temas de fundo:
  1. Vidas Passadas e Reencarnação:
    1.  "Com uma relação a 0 neste mundo é possível uma amarração com alguém que tenhamos tido uma relação numa vida passada?"
    2. "De que forma uma amarração pode prejudicar a minha reencarnação?"
    3. "Existe a possibilidade de garantir uma amarração que perdure para uma futura reencarnação?"
  2. Energias e Espírito:
    1.  "Podia explicar o processo da fusão de energias do comendador e alvo no plano espiritual?"
    2. "E quando comendador e alvo não estão no mesmo plano espiritual é possivel unir as suas energias?"
    3. "É preciso que o comendador tenha tido relações sexuais com o alvo? Ouvi dizer que a energia sexual é eterna e que assim ajuda à união de energias eternas"
    4. "Preciso de renovar a minha amarração quando as energias cósmicas mudarem?"
  3. Médiuns, Poderes e Visões
    1. "Posso saber a resistência do alvo com recurso a um médium?"
    2. "Consegue-se saber o processo de amarração através de uma vidente?"
    3. "Pensei fazer uma amarração mas uma senhora disse-me que a pessoa que eu queria estava a ser protegida pelo falecido pai"
    4. "Um médium disse-me que é impossível a minha união porque tenho um encosto"

Decidi colocar aqui algumas das questões que inadvertidamente foram as mais colocadas, e que no fim de contas são aquelas que mais inquietam os leitores. A todos desde já agradeço as vossas questões.

Este tema é delicado, e agora poderão melhor o porquê de ter iniciado este post com aquele prelúdio.

Muitas destas questões têm raizes em crenças. Cada leitor e cada pessoa tem dentro de si o seu sistema de crenças. Muitas das «crenças» erróneas sobre as «ciências ocultas», resultam do facto de os leitores receberem desinformação. Esta desinformação brota principalmente do início da globalização, quando certos «autores do oculto» em vez de estudarem divulgaram de forma sensacionalista livros e coleções de ensaios com misturas de tudo e mais alguma coisa.

Não é díficil nenhum leitor se dirigir a uma livraria e encontrar nas estantes do «esoterismo» ou «ciências ocultas», montes de livros que tratam imensos temas de maneiras diferentes, muitas das vezes contraditórias entre si e que alegam ser a panaceia de todo o conhecimento «sobrenatural». Nós encontramos reencarnações, forças cósmicas, energias místicas, consciências quânticas, teorias da conspiração planetária, vidências, sonhos e calamidades, energias sexuais, etc....

Muitos destes temas e a maneira que são explorados resultam de um movimento apedidado de «New Age» ou «Nova Era» que resultam de uma mistura pela mistura de crenças sem critérios que procura pegar em temas de diferentes tradições, retirando-as do contexto que lhes conferia inteligibilidade, inserindo num novo contexto e procurando conferir-lhes inteligibilidade não pela sua ligação a uma narrativa cultural mas pela junção de outras crenças que perderam o contexto que lhes conferia inteligibilidade. Desse modo umas crenças suportam as outras, a imagem explicativa que me vem sempre à mente é o de uma Árvore sem raizes apenas feita da soma de ramos cortados a outras árvores. Para melhor exemplificar isso procurei uma imagem que mostrasse a ideia que vos quero transmitir:
Imagem Explicativa do movimento «New Age»


Infelizmente, o movimento «New Age» vingou e conseguiu infiltrar-se de forma bem sucedida nas «ciências ocultas» tanto que a maior parte dos livros que se encontram naquela estante de livros que vos expliquei é ele de uma maneira directa ou indirecta descendente da «New Age». Como tal, outra coisa que caracteriza a «New Age» para além do desenraimento são as constantes auto-contradições e incoêrencias das suas crenças.

Expliquei isto, porque nota-se nas questões feitas pelos leitores o enquadramento «New Age», não quero de alguma forma atacar os leitores, mas apenas evidenciar isto que pelas conversas que tenho tido não se apercebem da influência «New Age» das suas crenças.

Tendo isto por mente posso agora passar às questões.

Sinceramente, e sei que é a crença partilhada por muita gente, não creio e os grandes clássicos da Magia não crêem em Vidas Passadas e Reencarnações. Como tal às perguntas (1.1); (1.2); (1.3) a resposta é não.

Ao contrário do que vem escrito na maioria dos livros «New Age» a reencarnação não nasce apenas no Oriente com o Budismo e afins. Podemos ir para mais perto e observar que os Gregos já possuiam essas crenças, até o livro «O Fedro» do Platão que aqui já recomendei, quando chegam a meio do livro podem lá encontrar descrita a narração de como supostamente uma alma poderia ascender ao céu encontra outra a puxaria para a Terra para assim sucessivamente Reencarnar. A crença da Reencarnação não é algo puramente oriental. Curiosamente essas crenças nasceram do facto dos nossos antepassados não terem um pensamento temporal linear.
Passo a explicar, só recentemente é que na história da humanidade o tempo foi concebido enquanto linear ou seja similar a uma recta que parte imaginemos do 0 e caminha em linha recta em direcção a (+oo) sem tocar no ponto de origem. Para os nossos antepassados, eles observavam o mundo à sua volta como um enorme cíclo de repetições, para os gregos o facto de as estações do ano repetirem-se de forma cíclia, o facto das formas da lua também se repetir de forma cíclica, juntamente com o observarem o constante ciclo das colheitas, das pessoas e dos animais, em que uns morriam e outros nasciam, fê-los pensar que o tempo era como um enorme cíclo em que tudo estava condenado a repetir-se.
É desta repetição Grega que surge a ideia do Mito do Eterno Retorno, que no sex. XIX é retomado pelo fílosofo Nietzsche nos seus livros. Foi esta ideia que teve por detrás do surgimento da ideia de encarnação, que chega agora até aos nossos dias de forma completamente deturpada. Pessoalmente não creio na reencarnação, e respeito quem tenha tal crença. Por agora, não vou avançar muito mais neste tema, mais à frente irei dedicar um post somente a ele, mas por agora apenas vou afirmar que a resposta é Não. 


Com respeito às energias algo de similar acontece, as energias foram temas pegados de tradições antigas, juntas às emergentes ideias da física do princípio do sec. XX que formaram um cocktail de ideias sobre nós e energias, que mais recentemente viram a incorporação da mecânica quântica para cientificamente legitimar esta salada de ideias.
Como é obvío usam a mecânica quântica de forma abusiva daquilo que os modelos teóricos procuram representar, mesmo que actualmente na comunidade científica acha um conflito de interpretações sobre a mesma, não é preciso estudar-se muito para perceber que estas ideias das Dimensões Quânticas, e das Consciências Quanticas com as Energias Cósmicas e outros tantos proclamados pela «New Age» apenas é um tecido formado por linhas e padrões contraditórios.

Um dos problemas de responder a esta questão é como é que eu e o leitor compreendemos o conceito de «Energia». Para que um diálogo seja proveitoso, os interlucutores de um diálogo têm que concordar entre si no significado dos termos utilizados. Caso contrário como diz a expressão popular: «Misturamos Alhos com Bugalhos».
Vou tentar descrever o que entendo por energia começando de forma negativa, ou seja dizendo aquilo que não considero ser. Não considero «Energia» como um pseudo-existente Metafísico. Eu creio que o conceito de energia deva ser naturalizado, e descrito como a ciência o faz como Energia Cinética e Energia Potencial. Sendo estas dimensões exclusivas da matéria e das partículas que a constituem. Por isso mesmo e respondendo às questões que me foram feitas nada disso se verifica.

Secalhar para clarificar vou explicar a questão das relações de outra forma. Tal como havia dito nos posts em que tratei as relações, aqueles valores que exemplifiquei repito são apenas metáforas explicativas, e não metáforas factuais. Fiz este esquema para ser mais claro:



As relações entre as pessoas não são resultados de energias que têm de se fundir. Todas as nossas teias de relações encontram-se na nossa mente. É lá que temos as nossas memórias, assim como os sentimentos que experienciamos ao longo da vida. Tudo isso é vivido materialmente no nosso cérebro. Os vínculos entre duas pessoas acontece nos nossos cérebros e faz parte da nossa vida social e mental. O trabalho espiritual das Entidades em nós, é o resultado da estimulação mental/espiritual nas nossas mentes. Quando as Entidades fazem os alvos desejar, fazem-no através da estimulação mental. Quando somos persuadidos pela publicidade que expliquei no post anterior, a nossa mente é estimulada. Este estímulo resulta de processos internos, mas os processos internos acontecem porque fomos estimulados externamente.

Por isso é que não pode haver Amarrações com pessoas das quais não temos contacto nem relação, ou seja vínculo 0, porque as Entidades não têm matéria no Alvo para trabalhar. O facto do trabalho das entidades nos Alvos ser tão personalizado deve-se ao facto de que cada caso é um caso, cada pessoa encerra em si própria uma identidade única e uma narrativa pessoal. Dentro dessa narrativa, faz parte as pessoas da nossa vida, tenhamos ou não um vínculo forte com elas. É das memórias, da nossa personalidade e temperamento que as Entidades movem no sentido de persuadir o Alvo em direção a alguma coisa.

Os nossos vínculos não resultam de processos cósmicos energéticos, e muito menos de energias sexuais. Se observarem, caros leitores, pessoas com casamentos de 60 anos com muitos anos de relações sexuais praticadas entre elas, caso sejam victimas da doença de Alzheimer podem esquecer completamente quem foi o seu Amor e Companheiro de todo uma vida. Quando o cérebro e a função da memória fica irremediavelmente doente e afectada a própria identidade e narrativa da pessoa fica comprometida.

A história do vínculo entre duas pessoas nos seus altos e baixos, não resulta de energias e não é metafísica, é algo bem concreto e definido nos processos mentais de cada um. As entidades actuam em nós através da estimulação desses processos, e mesmo assim nos seus limites de interação nós nunca estamos completamente nus a elas.


Com respeito à última pergunta, a minha crença e a tradição da Magia revela que o Homem só consegue o que consegue com auxílio das Entidades. Eu sou igual aos leitores, não tenho poderes, não tenho visões. Ao contrário do que se pensa, a vidência só é possível mediante um universo determinista, a consequência de um universo determinista é que não existe liberdade ou subjectividade. Pois o universo determinista é aquele em que tudo está fechado porque tudo vai ser como é não podendo ser de outra maneira, não há espaço para a arbitrariedade ou para a indeterminação. Só é possível conhecer o futuro se ele estiver fechado e consequentemente receptivo a ser lido, pois já está «escrito» o que irá acontecer. Mas a experiência com as entidades revela nos seus limites a indeterminação do próprio universo.

Tal como disse à pouco, nem as entidades quando perscrutam o nosso interior são capazes de «ver tudo», nós não somos um cofre totalmente aberto a elas, e nós nunca conhecemos verdadeiramente o interior de uma pessoa. Aquilo que faz que uma pessoa seja única é ao mesmo tempo aquilo que tem de inacessível. Muitas vezes nós podemos calcular, estimar e prever o comportamento ou o modo de ser de uma pessoa, mas isso não é conhecimento é sempre um palpite que se pode ou não realizar.

Ao longo de muito tempo tenho conhecido imensos médiuns, e não estou a dizer que eles mentem propositadamente, acredito que muitas pessoas acreditam ter dons e agem de boa vontade. Mas tudo o que encontrei são pessoas convencidas de um dom que às vezes pode acertar outras vezes falhar consoante o grau de previsibilidade das suas crenças futuras. Mesmo acontecimentos pouco prováveis podem ser de antemão previstos sem haver verdadeira vidência. Por exemplo, as pessoas que acertaram nos jogos de azar como o Euromilhoes e outras lotarias cujas probabilidades são baixíssimas não sabiam de antemão que aquela iria ser a chave premiada, apenas tiveram palpites que felizmente para elas estiveram correctos.

Sei que este é um outro tema delicado que mais tarde aprofundarei. Mas a resposta é negativa a todas essas questões

Aviso desde já que não quero faltar ao respeito de alguém ou das suas crenças.

No seguinte post porque este já vai longo vou deixar Bibliografia que penso ser importante para se melhor compreender tudo aquilo que tenho vindo a escrever


18.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 12: Os Casos Raros e Especiais da Amarração - Magia do Amor)

Tendo em mente o conteúdo dos últimos posts poderemos agora avançar para casos mais complicados. Toda a informação que tenho vindo a explicar estará presente de forma mais desenvolvida nos livros que estou a escrever. Mas penso ser importante agora falar dos casos mais complicados e complexos.

Até agora temos visto como se processam as Amarrações de forma linear, em ordem a melhor compreender o que é uma Amarração ou Magia do Amor, e como ela funciona. Agora será importante introduzir mais algumas variáveis.

Da minha experiência são mais as variáveis que não sabemos do que aquelas que sabemos. Regra geral, as variáveis que não conhecemos não causam grande transtorno e podem ser facilmente ultrapassadas mas infelizmente nem sempre é assim. Por causa disto este post vai abordar os casos especiais, isto é, os mais complicados e complexos que vou dividir em 8 categorias que vão ser sucessivamente abordados:
  1. Quando o Alvo é altamente influênciado por uma pessoa amiga ou familiar e que pode comprometer a Amarração;
  2. Quando o Alvo já se encontra numa relação amorosa que tanto pode ser um namoro ou um matrimónio com uma terceirra pessoa;
  3. Quando ou o Alvo ou o Comendador ou mesmo Ambos foram víctimas de algum tipo de trabalho, tanto à relação como à própria pessoa;
  4. Quando o Alvo ou o Comendador se encontram enquadrados dentro do plano das Entidades;
  5. Relacionado com o último ponto, quando o Alvo ou o Comendador são Vocacionados;
  6. Quando o Alvo sofre de algum problema ou desordem mental e psicológica;
  7. Quando ou o Alvo ou Comendador se encontram numa situação muito rara;
  8. Quando é «Sem Causa Procedente»

(1.) e (2.)

Então, em primeiro lugar vamos considerar que o Alvo encontra-se sempre como qualquer pessoa neste mundo numa teia de diferentes relações, onde entre elas encontra-se a sua relação com o Comendador. Fiz este diagrama simplista para exemplificar:

Diagrama da teia de relações em que se encontra o Alvo. As setas de diferentes tamanhos são abstrações dos diferentes tipos de vínculos que o Alvo mantém com as pessoas que o rodeiam.

 Agora, será importante considerar que os casos mais complexos dizem respeito a quando esta teia de relações, a saber, o contexto único em que o Alvo se encontra pode ser um obstáculo ou uma dificuldade ao processo de Amarração. Vamos agora considerar os seguintes casos:

Diagrama da influência por parte de alguém com forte vínculo ao Alvo para prejudicar uma relação, ou ser obstáculo à mesma. Clique no Diagrama para fazer zoom.
Diagrama de quando o Alvo já tem uma relação amorosa forte ou quando está atraido e deseja uma relação amorosa forte com uma terceira pessoa.
  1. Quando o Alvo é influenciado ou tem um vínculo forte com alguém que pode ser um obstáculo à Amarração. Estes casos são mais frequentes de acontecer quando alguém perto do Alvo podendo ser um familiar próximo (exemplo o Pai ou a Mãe ou até algum irmão, etc.) procuram influenciar negativamente o Alvo na direção do Comendador.
    Também pode acontecer que essa influência negativa pode advir de algum amigo(a) que exerça pressão de alguma forma que tanto pode ser no sentido de afastar o Alvo do Comendador como pode ser de o querer aproximar de outra pessoa.
    Um caso frequente costumam ser aqueles «amigos» que procuram influenciar o Alvo na direção da pessoa A ou B.
  2. Quando o Alvo já tem uma relação amorosa forte que tanto pode ser com um namorado(a) ou se o Alvo já se encontra casado, ou então se o Alvo se encontra atraído por uma outra pessoa.

Estas situações podem dificultar o processo de Amarração, mas como já expliquei cada caso é um caso. Em qualquer uma destas situações a Entidade procurará começar por minar e diminuir a esfera de inflûencia sobre o alvo que têm estas pessoas.

Diagrama da dificuldade colocada à Amarração pela Esfera de Influência a que o Alvo possa estar sujeito. Quanto maior a área do círculo maior a dificuldade. Clique para Ampliar.


Por causa disso, e seguindo o lema que já expliquei num outro post: «Fazer o Máximo com o Mínimo». Ou seja, em muitos casos não é preciso sequer fazer um trabalho anterior a este e na amarração simples a entidade consegue superar essa situação, é claro que isto não dispensa as anteriores variáveis como a própria projecção de força no trabalho ou uma entidade mais superior.

Contudo, nem sempre é assim, nos casos que possam parecer mais difíceis, temos duas opções:
  1. Ou reforça-se o trabalho projectando mais força nele, ou então apostando numa Entidade Superior;
  2. Ou para se ter uma garantia superior do sucesso do mesmo procede-se à realização de um trabalho anterior ao de Amarração com o intuito de cortar aquele cordião umbilical que liga o Alvo das influências que podem comprometer o trabalho.
Este trabalho com vista a (2.) pode ser feito de diferentes modos e de diferentes tipos, tanto pode ser algo simples como um mero desmancho ou envenenamento da relação que o Alvo mantém com pessoa X. Ou então pode ser algo mais complexo e superior que passa não só pelo afastamento mas pela criação de um hiato entre essas pessoas. Geralmente este último procedimento é recomendado quando a esfera de influência entre a pessoa X e o Alvo é muito grande.
Então um trabalho de Amarração entre Comendador e Alvo que esteja sujeito a estas variáveis pode encontrar a necessidade da realização de 2 trabalhos para melhor se alcançar o fim a que se pretende.


(3.) Quando ou o Alvo ou o Comendador ou mesmo Ambos foram víctimas de algum tipo de trabalho, tanto à relação como à própria pessoa;


Contudo, dentro dos casos especiais existem ainda uns mais complicados e delicados para se lidar.

Entre esses acontecem casos em que ou o Alvo ou o Comendador foram previamente victimas de algum tipo de Trabalho. Dentro desta categoria já vi muita coisa e vou agora mencionar os principais:
  1. Quando o Comendador e o Alvo tinham uma relação forte e esta foi desfeita com recurso a um trabalho;
  2. Quando o Comendador e o Alvo tinham uma relação forte e esta foi desfeita com recurso a um trabalho, e uma terceira pessoa Amarrou-se ao Alvo (similar àquilo descrito em cima mas desta vez o Comendador e Alvo encontram-se em lados opostos);
  3. Quando o Comendador ou o Alvo não têm uma relação forte mas algum deles foi víctima de algum trabalho. É importante ter em conta não só o tipo mas também a força desse trabalho, podendo encontrar-se algum destes:
    1. Imprecação;
    2. Maldição;
    3. Contaminação;
    4. Pregação;
    5. Cessação;
    6. Forma menor de Possessão;
    7. Desmancho;
    8. Amarração;
    9. Diminuição;
    10. Altercação;

Mesmo nestes casos às vezes basta apenas a Amarração para a coisa funcionar e o Comendador alcançar o que pretende seguindo o lema: «Fazer o Máximo com o Mínimo», outras vezes é necessária outra abordagem.
A abordagem mais comum nestes casos, e volto a recordar que «cada caso é um caso», passa por começar por retirar os obstáculos, nestes casos seria necessário limpar aquilo que previamente foi feito. Este tema dará uma série de posts em que mais à frente explicarei como isso se processa, mas por agora irei resumir que devem seguir-se três passos:
  1. Identificar o problema, esta identificação passa por saber em concreto o que é que foi feito;
  2. Relacionado com o ponto anterior, e caso se verifique haver algo, saber o nome da Entidade responsável por aquilo que foi feito (devo salientar que apesar de ser possível saber a proveniência do ataque, nem sempre isso é possível)
  3. Sabendo o que foi feito e a Entidade empregue para tal, remover a Entidade. Ao contrário do que o senso-comum pensa isto não é uma luta entre Entidades. Ou seja, entre as entidades não existem lutas como se de um videojogo se tratasse, aquilo que pode acontecer é uma espécie de licitação que pode ser resolvida de dois modos:
    1. Saber o que a Entidade Hostil pretende para parar de fazer o que está a fazer ou para desmanchar o que foi feito, trata-se então de oferecer mais do que aquilo que foi previamente oferecido;
    2. Ou, procurar uma Entidade topo de hierarquia superior em ordem a dar comando de suspensão do trabalho que havia sido feito
Com respeito a isto, convém atender o que anteriormente foi dito sobre o escalonamento hierárquico das Entidades.
Uma vez com aquele procedimento realizado pode-se então concentrar-se no trabalho próprio da Amarração ou Magia do Amor.


(4.) e (5.) Quando o Alvo ou o Comendador se encontram enquadrados dentro do plano das Entidades, e quando um deles é um Vocacionado


Outro caso ainda especial e mais raro é quando Alvo ou Comendador se encontram de alguma maneira ou forma dentro dos planos das «Entidades». Bom este é um tópico polémico e de díficil explicação. De forma muito rara e sem saber muito bem o porquê e o como, nós vivemos dentro desta enorme «trama», alguns preferem «tragédia» da própria existência. Este tema enquadra-se mais dentro da interação e relação das Entidades connosco, do que própriamente dentro das «Amarrações». Este brota de um mistério quase tão antigo como a própria humanidade, se observarmos a própria Magia teve origem quando o homem começou a compreender de forma revelada esta nova dimensão da sua existência e da sucessão de interacções.

Foi muito em parte devido a esta interação que as «Entidades» viram-se enquadradas na nossa cultura, e na nossa tentativa explicativa de as compreender e melhor entender, nos paradigmas religiosos de então.

Qualquer um de nós na «Cultura Ocidental» (vou dizer assim para simplificar), estou influenciado pela narrativa «Ocidental», influenciada por si na «nossa tradição religiosa», que nos informa de que as «Entidades», de sua designação cultural e popular como «Demónios», que têm nome de origem Grega, mas cujo nome perdeu o contexto de inteligibilidade que lhe conferia sentido, vêem ao mundo pelo facto de se terem revoltado contra Deus (sendo que este «Deus» é concebido segundo a nossa tradição religiosa ocidental), pelo que cairam no «Mundo» e, que por sua vez, vieram habitá-lo connosco e desde então eles «governam o mundo», pelo que toda a sua acção no mundo visa «afastar os homens da verdadeira adoração a Deus» e, consequentemente, os planos que para nós têm incluem este fim último.

Ou seja, na nossa cultura ocidental esta é a versão normal ou tradicional na qual enquadramos as Entidades na coabitação da existência connosco. Contudo, se formos ler esta mesma história no contexto Grego original, ou no contexto Egípcio original, ou no contexto Extremo Asiático, ou no contexto Indo-Americano, ou mesmo no contexto do Médio Oriente, encontramos similitudes ao mesmo tempo grandes diferenças.

A nossa explicação «Ocidental» para este facto deriva em última análise de uma explicação «Religiosa» que apesar das mutações tem toda a sua explicação no povo Hebraico e no início da Tradição Religiosa Hebraica.

Se me perguntarem, pessoalmente essa narrativa de explicação das «Entidades», na verdade não têm como fim último «explicá-las», mas somente o de ASSUSTAR as pessoas em ordem a serem mais facilmente MANIPULADAS pela Religião Ocidental.

Apesar de reconhecer que este tema precisa até da minha parte maior esclarecimento por agora vou sintetizar nos seguintes pontos: que as entidades têm para alguns de nós certos planos isso parece assim ser, que esses planos são insondáveis para nós também me parece assim ser.
Mas, que apesar disso, NÓS NÃO ESTAMOS CONDENADOS AOS SEUS PLANOS, isto porque: AS ENTIDADES TÊM LIMITES e A EXISTÊNCIA NÃO ESTÁ PREVIAMENTE DETERMINADA, ou seja, NÓS POSSUÍMOS O LIVRE-ARBÍTRIO. Sendo que deste último ponto, o livre-arbítrio é um dos principais pontos pelo qual qualquer Magia, inclusive a da Amarração pode falhar. Em última instância as ENTIDADES NADA PODEM EM NÓS SE DISSERMOS VEEMENTE NÃO ÀS SUAS INSÍDIAS.

Para finalizar, com isto queria dizer que as pessoas para as quais as Entidades têm planos, nenhuma Magia que tentamos lançar sobre elas que vá em direção oposta ao planos das Entidades irá resultar.

Consequentemente, e resultado disso, algumas pessoas são Vocacionadas ou para as seguir, ou para serem Magos, ou para fazerem algo que elas pretendam. Aos Vocacionados não são concedidos trabalhos que resultem se de alguma forma esse trabalho comprometer ou for em direcção oposta do plano das Entidades.

Por último, recordo que esses mesmos planos não estão determinados que resultem, eles podem não funcionar se apesar das suas insídias decidirmos em livre-consciência dizer que não.


(6.) Quando o Alvo sofre de algum problema ou desordem mental e psicológica;


Em verdade este tema devia de ter sido inserido no post sobre o alvo, mas eu preferi enquadrá-lo nos casos especiais.

Regra geral, nunca se deve lançar uma Amarração sobre um Alvo que tenha problemas mentais e psicológicos, pois a coisa pode simplesmente não funcionar. A Entidade para trabalhar bem sobre um Alvo precisa que este esteja mentalmente e psicológicamente saudável. Ao contrário do que se pensa as pessoas com problemas psicológicos e mentais não são mais influenciáveis às Entidades. Mas, bem antes pelo contrário, podem se tornar altamente imprevisíveis.

Além disso, e em regra geral, deve-se excluir sempre a realização de uma Amarração se o Alvo não é Mentalmente ou Psicologicamente São. 


(7.) Quando ou o Alvo ou Comendador se encontram numa situação muito rara;


Dentro desta categoria, vou colocar os casos muito mas muito raros que podem acontecer e que de certa maneira podem estar relacionados com os pontos anteriores.

Um destes casos, pode acontecer quando um obstáculo à relação do tipo (3.), é lançado pessoalmente por um outro Mago(a).

Conheço um caso em que uma Pessoa A estando unida a uma Pessoa B, viu o seu amado ser separado dela por Magia Negra e com a mesma Magia a Pessoa C amarrou-se à Pessoa B, sendo o raro deste caso que a Pessoa C é um Mago(a) tendo um pacto Tácito.

A tentativa de resolução de um caso raro deste tipo é que a Pessoa A através de um pacto Parcial consiga libertar a Pessoa B daquilo que foi sujeita, visto que o pacto Parcial da Pessoa A está explicitamente dirigido a conseguir esse fim, enquanto que o pacto Tácito da Pessoa C não está dirigido a esse fim(nem pode estar), e apenas a Pessoa C dele usou para realizar o que era necessário ao Desmancho e à consequente Amarração, e para isso não deu equivalente à pessoa A. Mas a pessoa A também tem a desvantagem de não ter um pacto Tácito coisa que pode também dar mais influência à Pessoa C.

Por isso este é um tipo de caso 50-50%.

(8.) Quando é «Sem Causa Procedente»

Este é aquele tipo de casos que pode ser de origem de alguns dos pontos anteriores mas do qual não se conhece a procedência da causa do porquê da Amarração não funcionar.

O meu mestre designava-os por «Sem Causa Procedente», uma designação Renascentista para casos nos quais parecia não haver «Causa Procedente» que levasse um caso a não resultar, ou a resultar de modo oposto ao pretendido. Estes casos são no entanto muito mas muito raros.

Este tipo de casos aplica-se a toda e a qualquer Magia.


Este post já vai longo, no próximo irei continuar a abordar a relação entre as Entidades e Nós.


15.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 9: A 2ª Fase do Processo de Amarração - Magia do Amor)

Devido a imensas perguntas que me foram feitas sob os três momentos das 2ª Fase da Amarração, irei agora deter-me na última parte do último post.

Por isso, tendo em vista o conteúdo do último post, vamos considerar ainda a 2ª Fase.
Então fiz este diagrama com base num diagrama que apresentei no último post:

Para ver melhor este diagrama basta clicar nele para fazer zoom.
Então podemos observar que na 2ª Fase a entidade vai propor diferentes desejos ao Alvo no que diz respeito à sua relação com o Comendador.
Depois no último post eu expliquei que esta 2ª Fase estava sujeita a três momentos diferentes. Por isso, e para ser mais claro do que aquilo que havia explicado no último post fiz este Diagrama para explicar aquele processo:

Clique no Diagrama para ampliar o tamanho da Imagem.
Espero que tendo este diagrama por base seja mais fácil perceber a última parte do conteúdo do último post.

1º Momento: Momento da Negação

Então, no momento de Negação a Entidade vai lançar imensas propostas ao Alvo com o intuito de fazer crescer o desejo do vínculo de maior relação com o Comendador. A primeira reação do Alvo vai ser o de entrar num processo de negação, onde procurará resistir contrariando essas imagens. Do mesmo modo (e tendo por base a metáfora explicativa que empreguei no último post), que alguém que inicia um processo de emagrecimento e corta nas suas guloseimas favoritas, vai com algum sucesso e de forma simples afastar as tentações que lhe surgirão na mente de querer comer aquelas guloseimas.
O importante aqui, é que o Alvo tenha a ilusão de que tem a situação sob controlo. Por isso, é que o Comendador deverá evitar qualquer contacto com o Alvo, e até se a situação o exigir, ter uma atitude de desprezo para com o Alvo. É importante que no meio do Bombardeamento subtil de sugestões do Alvo por parte da Entidade, o Alvo tenha a ilusão de que controla os seus impulsos, até de que é mais forte ou mais valioso do que o Comendador, e que as suas batalhas inconscientemente travadas por variadas sugestões que lhe vêem à mente, não passam apenas de uma fase, mas de que está a ganhar batalhas e a guerra consigo próprio será facilmente ganha.
Se esta ilusão não for criada no Alvo, então será muito mais difícil ganhar a Guerra. Já tive casos em que Comendadores pareciam cachorros atrás do Alvo mesmo contra as minhas indicações, e isso não favorecia em nada o trabalho.

O passo seguinte das entidades é conseguir dobrar o Alvo. Existem duas formas pelas quais o Alvo pode ser Dobrado:
  1. O Alvo dobrado pela Força: este dobrar pela Força acontece quando as circunstâncias da Amarração são simples, em que o processo não encontra muitos obstáculos, nem na resistência do Alvo, nem na condição inicial da mesma. Estes casos são raros, mas quando acontecem são das amarrações mais simples e rápidas que existem. Mesmo assim o tempo mínimo para que se chegue à finalidade pretendida nunca há de ser menor do que um mês e meio.
  2. O Alvo dobrado pela Subtileza: geralmente é assim que o Alvo começa a ser dobrado. Depois de passar pelo momento da força, as entidades vão tentar dobrar e fazer vergar o Alvo com base na sedução aliada à ilusão de que o Alvo tem de estar a controlar a situação.
    Nesta altura as imagens e desejos que as entidades infundiam no Alvo, passam a surgir não como uma adversidade que tem de ser controlada e negada, como algo de mau ou de incómodo que deve ser rejeitado, mas como algo vão e temporário que até podem dar algum gozo ou prazer ao Alvo, mais ainda se ele pensar que tem total controlo. Então o Alvo vai passar a pensar que não só controla a situação que até então era incómodo, mas que tem tal controlo que pode tirar partido e ter algum prazer com isso.
    Logo a seguir a este último momento, as imagens passam a ganhar nova forma segundo uma aparência de Bem.
2º Momento: Momento da Presunção da Superação

Retomando o final do ponto (2.), as imagens vão passar a surgir no alvo como Aparência de Bem, e é nesse instante que nos encontramos no  2º Momento da 2ª Fase.

Como já tenho vindo a referir o grande obstáculo e dificuldade no processo de Amarração é a 2ª Fase, e especialmente o 2º Momento desta.
O motivo para tal acontece que como em muita coisa da vida que podemos experimentar na primeira pessoa, sonhar e desejar não é díficil. Como diz o ditado: «Sonhar não é proibido» ou «Sonhar não custa». 
Muitas das amarrações mal sucedidas, encontram aqui o seu grande obstáculo para o sucesso. Pois a mestria e o alcance das metas estabelecidas passa pelo Alvo não só desejar mas acreditar e se empenhar em realizar na sua vida aquilo que agora deseja.
Mas, para alcançar isso não só o Alvo vai ter de ser Dobrado, como vai ter de encarar os desejos numa nova perspectiva. Perspectiva essa que lhe vai parecer como um Bem para si e para a sua vida.
Contudo, não se pense que o Alvo não irá oferecer novas resistências. Mas agora as resistências evoluem para uma nova etapa. Nesta etapa ele vai pensar que esses desejos mesmo com aparência de Bem são coisas impossíveis e do passado pelo que deve desistir deles mesmo que estes se apresentem segundo uma aparência de bem.
E aqui nesta etapa é fundamental que os Alvos tenham a Presunção de que tudo aquilo que têm vindo a desejar e a sentir foi totalmente superado.
O Conceito chave é que o Alvo pense que a Guerra está Terminada e que foram Eles quem Triunfou.

3º Momento: Momento da Resignação

Após o término do 2º Momento, o Alvo vai pensar que a Guerra acabou e como tal não tem mais aquele incómodo sobre si. É nesta altura que as entidades vão começar a entristecer o Alvo. Por um lado, elas vão parecer ausentes (e como isto não quero dizer que os Alvos as sintam totalmente como uma presença, este estar ausente significa abrandamento dos desejos presentes nos últimos tempos), mas ao mesmo tempo as entidades apenas vão gerar: tristeza, solidão, mal-estar, ausência de algo. E esta ausência de algo no início o Alvo não irá perceber do que se trata (Por isso é tão importante que o Comendador não tenha contacto com o Alvo), devo salientar que estes sintomas também estão presentes quando o Alvo mantém uma relação com uma terceira pessoa.

Nesta etapa o Alvo vai ser suavemente conduzido pela Entidade em encontrar a explicação da sua tristeza e melancolia no facto de lhe faltar algo, sendo que esse algo que lhe falta foi exactamente aquilo que procurou resistir, a saber, todas aquelas imagens que encarou como negação e como um adversário a ser abatido, que depois mesmo que lhe surgissem como aparência de bem, no fundo era algo inviável que ele já havia superado.

É precisamente neste ponto que o Alvo procura pela primeira vez de forma activa a companhia ou a presença do Comendador. E isto pode surgir apenas como SMS ou E-mail, até a uma proposta concreta de um encontro, ou até como um mero Olá.

Contudo, muitas vezes este primeiro contacto dá-se de forma indirecta, ou seja, o Alvo procura só saber algo sobre o Comendador, pois é importante dentro do possível que o Alvo considere o Comendador como alguém distante ( Por isso é tão importante que o Comendador evite o Alvo), esse algo pode surgir de forma indirecta, a saber, através de visitar a página de facebook (realidade de hoje), ou perguntar a uma pessoa em comum saber como está o Comendador, ou o que faz, ou como se encontra, ou até mandar recados indirectos ao mesmo.

Mas quando se chega a este ponto e existe a proposta de uma contacto mais pessoal entre Alvo e Comendador, e é aqui que o Comendador deve dizer sim, ir ao encontro do Alvo. Contudo, o Comendador não deve dar tudo ao Alvo (se é que me estou a perceber), não só o Comendador deverá derreter o seu coração no Alvo, nem parecer fraco, mas confiante e não fazer como alguns Comendadores que dão logo tudo. Isto porque é nesta etapa que os Alvos vão descarregar toda a tensão que sem darem conta foram acumulando desde que se deu início ao processo de Amarração.

Geralmente para mim é quando se dá este encontro que se inicia a 3ª Fase da Amarração.
Que no próximo post irei detalhar.

8.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 5: Resistência, Protecção e Perfil do Alvo à Amarração - Magia do Amor)

Uma vez com o conteúdo do último post em mente poderemos agora avançar na compreensão do processo de Amarração ou de Magia do Amor.

Neste seguimento de posts vou desmistificar aquilo a que  chamo os dois mitos centrais das Amarrações:







  1. É o mito de que a Magia e consequentemente as Amarrações são como Fast Food. Magia não é Fast Food. Ou seja, quando realizada não existem resultados imediatos e instantâneos, Magia e por conseguinte a Amarração demora tempo a operar até se alcançar o objectivo pretendido. Infelizmente as pessoas não têm paciencia e querem resultados em tempos absurdos como 2 Dias ou 15 Dias. Por isso é que tantas são enganadas por anúncios que prometem trazer o seu amor de volta em tão curto espaço de tempo. Como se costuma dizer: «A pressa é inimiga da perfeição».
  2. É o mito de que a Magia é Milagreira. A realização da Magia não é a realização de Milagres. A Magia tem limites e fronteiras. Este mito está intrinsecamente relacionado com o anterior. Nomeadamente, no que diz respeito às Amarrações ou Magia do Amor há certas coisas que são impossíveis de se alcançar. Por conseguinte, as Amarrações têm também elementos necessários para se obter sucesso, um deles é o Comendador e o Alvo conhecerem-se pessoalmente. Existem muitas pessoas que são enganadas porque lhes prometem em 5 dias obter uma amarração com «celebridades» da TV que nunca as viram na vida. Uma amarração não funciona sem ter havido contacto entre Alvo e Comendador, por conseguinte não é possível que uma pessoa que nunca tenha conhecido minimamente o George Clooney possa obter aquilo que pretende com uma Amarração.
Resultado destes dois mitos convém salientar outras duas coisas:
  1. A primeira é que as Amarrações não são como a maioria das pessoas pensam que são.
  2. A segunda é que as Amarrações não se processam como a maioria das pessoas pensam que se processam.
Prosseguindo, vamos agora recapitular de forma mais aprofundada o conteúdo do post anterior.

Vamos partir do princípio que um Comendador contacta o Mago, diz-lhe o que pretende, e dá-lhe as informações necessárias. A partir deste ponto o Mago deverá escolher a Entidade que melhor poderá alcançar o fim que o Comendador pretende.

Contudo, ao contrário daquilo que se pensa nós não somos totalmente transparentes ou permeáveis às Entidades e à sua acção. Esse é um outro mito, nós temos algumas defesas face às entidades, e elas não podem tudo como nós pensamos que elas podem.

Cada pessoa é única, irrepetível e singular. Como tal, cada pessoa apresenta um nível diferente de resistência ao trabalho das entidades, os principais factores defensivos e de resistência que um alvo pode colocar são:
  1. Internos, ou seja, da própria natureza da pessoa, que pode ser subdividido:
    1. Do seu próprio Ser;
    2. Do seu temperamento e feitio, aqui gostaria de salientar os seguintes traços:
      1. O seu grau de Determinação;
      2. O seu grau de Teimosia;
      3. O seu grau de Resiliência;
      4. O seu grau de Fortaleza Temperamental;
      5. O seu grau de Auto-Estima
      6. Do grau de sensibilidade que tem para o seu mundo interior, ou seja, da capacidade de se escutar a si mesmo, dando nome a todas as emoções e sentimentos que vai sentido;
      7. Relacionado com o último ponto, o grau de Inteligência Emocional. Pessoas com elevada inteligência emocional são mais resistentes;
      8. Relacionado com os dois pontos anteriores, a capacidade de Ascése e de Mortificação. Infelizmente estas palavras estão cada vez mais em desuso, não só pela negra conotação católica, mas porque a nossa sociedade é um pouco alheia ao seu conteúdo. Então, para simplificar vamos considerar a capacidade de Ascése e de Mortificação como a resiliência de alguém em ir contra os seus próprios apetites, e saber discernir entre os apetites legítimos dos ilegítimos.
  1.  Externos, ou seja, que afectam a pessoa protegendo-a e defendendo:
    1. A presença de uma relação forte de amor, onde seja verdadeiramente amada por uma outra pessoa;
    2. Protecções adicionais que possua;
    3. Prática Religiosa;
    4. Limpezas que lhe tenham sido validamente submetidas.
Todos estes pontos podem ser determinantes no sucesso ou não de uma amarração, destes pretendo sublinhar o ponto (1.2.8). Creio e ao longo da minha experiência que esse é o ponto determinante na resistência que um alvo pode oferecer.
Por outro lado, esse mesmo ponto está cada vez mais diluido na nossa sociedade. As caracteristicas actuais da nossa sociedade fazem com que as pessoas tenha uma capacidade menor de ascése e de mortificação. Debaixo dos slogans «Carpe Diem», ou «Segue o que Sentes», a nossa sociedade convida-nos a viver a vida ao máximo, seguindo os nossos impulsos e desejos, entrando num frenesim por os conseguir saciar.
Contudo, não quero afirmar que isto é mau, apenas no que diz respeito ao Trabalho e Influências das Entidades, como irão mais à frente perceber isto é perfeito. O que elas querem é que nós sigamos os desejos que elas nos apresentam, tal como a publicidade e o marketing elas criam em nós necessidades em diferentes tipos de acções da sua parte.

Consequentemente, o leitor já poderá perceber porque é tão fundamental o ponto (1.2.8) no que diz respeito à resistência do Alvo face ao Trabalho de Amarração ou Magia do Amor que lhe foi Lançado.
Este Diagrama que fiz, não está lá muito perfeito, mas tem o fim exemplificar quatro pessoas com perfis diferentes de resistência. Algumas pessoas são mais resistentes internamente do que externamente e outras são o contrário. Cada pessoa é única, como tal ninguém apresenta sempre os mesmos factores de resistência. Este perfil pode também ser aplicado aos comendadores.

Contudo, estas características não são apenas importantes para o Alvo do Trabalho enquanto protecção e resistência oferecida, como também são características fundamentais para o Comendador do Trabalho.

Alvo A = Azul (+- 30%); Alvo B = Vermelho (+- 15%); Alvo C = Verde (+-50%); Alvo D = Roxo (+-5%)

Fiz o diagrama em cima para mostrar quatro tipo de perfis diferentes de pessoas. Agora, com base numa estatística simples, apenas para exemplificar que tenho feito ao longo dos anos, venho a verificar que o perfil mais comum é o ALVO C e ALVO A. Contudo, os perfis que verdadeiramente surpreendem e dificéis de antever são o ALVO B e ALVO D. Uma das maiores causas do fracasso de uma amarração resulta das pessoas serem mais resistentes do que aquilo que inicialmente se fazia prever. Nos próximos posts também irei explorar e aprofundar esse tema.

No post seguinte vou continuar a explicar o que são as amarrações, os intervenientes e o processo em maior detalhe, explicando o porquê destas resistências serem fundamentais no processo de Amarração.

6.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 4: O Processo de Amarração - Magia do Amor)

Uma vez com aqueles posts em mente, já poderemos avançar para uma explicação mais prática sobre a Amarração ou a Magia do Amor. Neste post pensei avançar para os tipos de amarrações, mas creio ser mais importante tratar antes o tema do funcionamento da própria Amarração.

Como avancei num post anterior para a realização da amarração é necessário: o Comendador do trabalho, o Alvo do trabalho, o Mago responsável pela mediação e a Entidade que é quem opera a Amarração. No entanto para o sucesso da mesma é importante que cada uma das partes faça o que lhes compete. Mas antes de avançarmos nessa direção vou recuperar um tema que já expliquei num post anterior.

Para melhor se perceber aquilo que agora irei explicar, recomendo a leitura deste post que já aqui havia publicado: A Dinâmica do Contacto Mágico - ou a Compreensão do Impacto Invisível.

Então para melhor se perceber de forma simples, vou recorrer a um diagrama simples que fiz para compreender que a pessoa humana na sua existência tem três dimensões: a física, a mental e a espiritual. Por existência física entende-se as bases materiais da nossa própria existência, a saber as móleculas que fazem necessariamente parte do nosso corpo. Por existência mental entende-se toda a nossa dimensão cognitiva, e as bases cerebrais necessárias para o seu funcionamento. Pois sem o cérebro seria impossível não só a actividade mental como a cognição ou o bom funcionamento do corpo. Por existência espiritual, entende-se uma dimensão intrinsecamente ligada à nossa existência mental, sendo ela a possibilitante da nossa existência plena, ao mesmo tempo que nos permite receber e contactar com outras dimensões da existência, ou melhor fazer-nos existência. 
Então, a existência humana, ou também se pode dizer a realidade do nosso Eu pode de forma simples ser descrita por este esquema (Se houver dúvidas neste ponto ou necessidade de mais esclarecimentos não hesitem em perguntar que procurarei responder a essa questão ou clarificá-la noutro tópico).

Como existentes que somos nós estamos em constante contacto e relação com o mundo que nos rodeia. Por isso mesmo, desde que nascemos até que morremos somos estimulados por tudo aquilo que se encontra ao nosso redor. Esses estimulos são em parte os responsáveis por quem nós somos, ou seja eles ajudam a formar identidade e pessoa. 

Este diagrama é de um post anterior que já  aqui havia publicado

Contudo, esses estimulos podem ser divididos em três categorias: físicos, psicológicos e espirituais. Daqui resulta que o Eu interior, e ao Eu vamos considerar a existência única e insubstituivel de cada ser humano ao longo do espaço do tempo, é também ele formado por estes três tipos de estimulos. Por exemplo, alguém que já experimentou sofrer inadvertidamente um grave acidente automóvel sabe que este pode deixar marcas para a vida, e não somente em cicatrizes no corpo como em marcas não visiveis na mente. Quem viveu os horrores de uma guerra, mesmo que tenha dela saido fisicamente ileso, não poderá dizer que saiu dela o mesmo que antes havia entrado nela.

Uma vez com isto em mente, já podemos compreender que a pessoa humana também recebe estímulos na sua condição de existente espiritual. E é nesta dimensão que a Amarração ou a Magia do Amor opera. Ou seja, o processo de Amarração consiste na estimulação do alvo por parte da Entidade em ordem a alcançar os objectivos do comendador através da mediação do Mago. Para sintetizar fiz este diagrama que procura exemplificar o processo.


No próximo post já irei aprofundar com mais detalhe o funcionamento prático deste processo.