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22.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 16: Post conclusivo, alertas, recomendações Amarração - Magia do Amor)

Chegámos ao fim da série de posts sobre amarrações. Apesar disso muito ficou por escrever e por dizer. Nos livros que estou a escrever e que infelizmente estão mais atrasados do que aquilo que desejava, a parte que diz respeito às amarrações é somente técnica, pois os fundamentos da magia estão descritos anteriormente. Se observarem nesta série de posts no meio da parte técnica tive de colocar fundamentos teóricos, pois sem os fundamentos teóricos os aspectos técnicos podem ser impercéptiveis e aspectos importantes a ser compreendidos podem passar despercebidos.

Todo o conteúdo destes posts será colocado por ordem ascendente numa página que criei neste menu aqui de cima com o título: Amarrações. Foi uma excelente recomendação de um leitor para que seja mais fácil a consulta sequencial de toda a informação que aqui coloquei, desde já o meu agradecimento por esta sugestão.

Espero que esta série tenha ajudado os leitores a melhor perceberem a Magia dos Relacionamentos, nomeadamente a Magia das Amarrações. Ao longo desta série de posts fui desmistificando uma série de mitos relacionadas com as amarraçõs que povoam o senso-comum desinformado das pessoas.

As Amarrações e Magia do Amor funcionam na realidade. Contudo, tenho encontrado muitas pessoas que comigo vêm ter já totalmente descrentes nas possibilidades da Magia, nomeadamente no que diz respeito às Amarrações.Creio que esta descrença surge de dois factores:
  1. Dentro do ramo das ditas «ciências ocultas» e dentro destas o sub-ramo da Prática Mágica, existem muitos burlões, existem muitas pessoas que não sendo burlões não têm formação e conhecimento suficiente para praticarem rituais de forma correcta, e em verdade, só conheço em Portugal cerca de três dúzias de pessoas que realmente praticam Magia.
  2. O facto de uma Amarração bem sucedida não ser alvo de publicidade, mas antes exigir silêncio e descrição. Sendo a única publicidade existente aquela que resulta dos fracassos e não dos sucessos. Quando a Amarração alcançar o seu fim, as pessoas devem guardar silêncio até dos Alvos do trabalho feito, e depois por uma questão de estigma social ninguém anda por ai a dizer que mantém um casamento ou um namoro porque fez uma Amarração. O silêncio é ao mesmo tempo fundamental para a Amarração, mas prejudicial para a forma como as pessoas vêm as Amarrações. Por outro lado, considero que aqueles testemunhos que se podem observar em certos sites são fraudulentos. Quem se Amarra com sucesso deve guardar silêncio sobre o que fez, até do facto de procurar o serviço deve guardar silêncio, e quando obtiver aquilo que deseja deve permanecer em silêncio.
    As pessoas nem imaginam a quantidade de relações felizes que por ai vemos que são fruto de Amarrações e de Magia.

Relacionado com o ponto (1.), e com a descrença das pessoas face a este tipo de Magia, resulta das imensas ofertas de Amarrações e do facto delas serem fraudulentas. Como expliquei ao longo deste posts existem algumas formas das pessoas perceberem se estão a ser enganadas. Vou repetir aqui algo que já expliquei:

  1. É o mito de que a Magia e consequentemente as Amarrações são como Fast Food. Magia não é Fast Food. Ou seja, quando realizada não existem resultados imediatos e instantâneos, Magia e por conseguinte a Amarração demora tempo a operar até se alcançar o objectivo pretendido. Infelizmente as pessoas não têm paciencia e querem resultados em tempos absurdos como 2 Dias ou 15 Dias. Por isso é que tantas são enganadas por anúncios que prometem trazer o seu amor de volta em tão curto espaço de tempo. Como se costuma dizer: «A pressa é inimiga da perfeição».
  2. É o mito de que a Magia é Milagreira. A realização da Magia não é a realização de Milagres. A Magia tem limites e fronteiras. Este mito está intrinsecamente relacionado com o anterior. Nomeadamente, no que diz respeito às Amarrações ou Magia do Amor há certas coisas que são impossíveis de se alcançar. Por conseguinte, as Amarrações têm também elementos necessários para se obter sucesso, um deles é o Comendador e o Alvo conhecerem-se pessoalmente. Existem muitas pessoas que são enganadas porque lhes prometem em 5 dias obter uma amarração com «celebridades» da TV que nunca as viram na vida. Uma amarração não funciona sem ter havido contacto entre Alvo e Comendador, por conseguinte não é possível que uma pessoa que nunca tenha conhecido minimamente o George Clooney possa obter aquilo que pretende com uma Amarração.


Agora se juntarmos a estes dois mitos aquilo que as pessoas querem e pensam que é e não é então podemos melhor compreender porque é que existem tantos casos defraudados nas Amarrações. E isto deve-se a três factores que as pessoas desejam e projectam na Amarração e que ficam decepcionadas quando lhes digo que a coisa não é bem assim, as amarrações fraudulentas costumam apresentar estes factores:
  1. Quanto mais rápido melhor, então se for em uma semana ainda melhor;
  2. Quanto menos trabalhoso melhor, então se a pessoa não tiver de fazer rigorosamente nada e esperar que tudo lhe caia de bandeja ainda melhor;
  3. Quanto mais milagroso melhor.
São estes os três factores responsáveis por haverem tantas Amarrações defraudadas. Regra geral as pessoas querem Amarrações em tempo Record, sem lhes dar trabalho, e sem ouvirem falar em obstáculos ou dificuldades ao processo.
Tive uma vez uma senhora que recomendada por outra pessoa veio ter comigo. Ela desejava uma Amarração mas exigia que acontecesse em 1 Semana, com uma série de condições sobre o Alvo. Eu disse à senhora que isso era impossível. Ela ficou chateada pelo meu «não» e disse-me que havia outras pessoas que entre 2 a 7 dias traziam de volta o Amarrado. Eu disse duas coisas à senhora: a primeira é que iria certamente ser enganada, e a segunda que dentro em breve nos iriamos ver.
Acontece que essa senhora foi procurar os serviços de 4 pessoas diferentes que prometiam os resultados milagrosos, todos falsos, depois veio ter comigo e vive hoje com o marido. 

Por último devo salientar para quem desejar alguns livros que podem ser uma mais valia na compreensão das Entidades e como elas agem em nós.

Quando comecei a ser um formando do meu Mestre uma das coisas que ele me obrigou a ler foi os grandes livros clássicos do Misticismo. Estes livros escritos pelos grandes mestres da mística, e não confudamos mística com vidências ou energias, eram o resultado de uma série de grandes pessoas ao longo da história de diferentes confissões religiosas e outros nem religiosos eram, que tinham uma grande sensibilidade para as moções e as experiências espirituais. Estes mestres escrevem como é óbvio no contexto de que fazem parte. Mestre Eckhardt escreve no seu contexto Católico e Jalāl Balkhī escreve no seu contexto islâmico. Mas o meu mestre era unânime, estas pessoas notáveis ao longo da história foram aquelas que conseguiram compreender como nós somos estimulados pelas Entidades, e subsequentemente aprendermos como elas agem em nós. Isso percebe-se quando nós lemos estes grandes mestres. 

Recordo-me que no final da tarefa, na altura enfadonha de ler aqueles místicos quando pensava que o meu Mestre me iria por a ler todos os Grimoiriuns, eu percebi o porquê do meu Mestre me ter exigido aquilo. E hoje, agradeço cada vez mais as opções que o meu Mestre tomou para a minha formação e estou-lhe muito grato.

Para os Comendadores costumo em certos casos recomendar um livro, que apesar de ser um livro sério mascarado de ficção é um excelente resumo da acção das entidades em nós, e para quem já leu os clássicos vai perceber que a estrutura de fundo do livro é similar à história da Mística.
Esse livro tem de títulos em língua portuguesa os seguintes: «Vorazmente teu», «Cartas do Inferno», «Cartas de um Diabo ao seu Aprendiz». Contudo, o título original do livro que aqui deixo à vossa disposição é «The Screwtape Letters».
O autor é o C.S. Lewis, o mesmo dos livros e agora filmes das Crónicas de Narnia pelo qual ele é mais famoso. Contudo, apesar disso ele era um Cristão acérrimo, professor universitário, apologista cristão que neste livrinho que vos recomendo poe em contexto contemporâneo a história e a forma como as Entidades trabalham em nós. Devo desde já avisar que este livro é uma ficção, as «Entidades» não têm sobrinhos ou tios e não andam em escolas para aprender a chatear os «humanos», mas aquilo que desejo que tenham em conta é a forma subtil como as entidades nos movem através de tentações, desejos e moções da nossa mente. É claro que só recomendo este livro a quem queira começar por algum lado. Mas aviso desde já que este livro é ficção, mas é uma boa metáfora explicativa.
Para quem quiser ler este livro que recomendo basta carregar neste link: LEWIS, C. - The Screwtape Letters. Nova Iorque: Harper Collins, 1941.

Qualquer dúvida, pergunta ou esclarecimento não hesite em contactar.

8.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 6: As Entidades na Amarração - Magia do Amor)

Uma vez com os conteúdos dos posts anteriores em Mente podemos prosseguir.
No último post nós vimos a diferença entre as pessoas e como estas podem oferecer resistência à Magia, assim como dois mitos que estão associados e que agora poderemos melhor compreender o seu desmantelamento.

As entidades tal como já tive oportunidade de dizer têm limites, contudo apesar da resistência que os Alvos possam oferecer elas conseguem muitas vezes ultrapassá-los.

Prosseguindo, assim que o comendador contacta o mago e ambos acertam o que têm de acertar, e independetemente do tipo de Amarração (que será tratado em posts subsequentes), esta SÓ SE REALIZA COM RECURSO A UMA CONJURAÇÃO CERIMONIAL, QUE É O RITUAL PRÓPRIO DA CONJURA E ENVIO DAS ENTIDADES E, SEM ELAS NÃO EXISTE MAGIA DO AMOR.

Coloquei aquela informação em Caps Lock, porque muitas pessoas são desinformadas a verem revistas ou sites ou livros onde se diz para fazer bonecas, ou rezar somente ladainhas, ou tomar bebidas, ou dar bebidas a beber ao alvo, ou dar pózinhos a colocar sobre o alvo, ou a dar coisas para o alvo pisar. NADA DISSO FUNCIONA, A AMARRAÇÃO SÓ FUNCIONA PORQUE SÃO AS ENTIDADES QUE GARANTEM A AMARRAÇÃO.

Tendo isto em cima esclarecido é preciso desmistificar mais um mito associado às Entidades. Vou o designar pelo Mito da Referência e da Denotação.

Então, eu pessoalmente devido ao facto de que a Tradição das Artes Negras assenta nos Grimoriuns utilizo como nome das Entidades os que vêm descritos no Lemegeton. Contudo, existem outros livros e outras fontes com nomes totalmente diferentes. O Mito consiste em as pessoas pensarem que se tratam de entidades diferentes.
Eu chamo-lhe de Mito da Referência porque isto tem a ver com o fenómeno da própria referência.
Ou seja, vou começar por usar o exemplo dos nomes das pessoas. O nome Stephan em Inglês pode ser traduzido para Português pelo nome Estefano, contudo a tradução literal e correcta de Stephan para Português é Estevão. No entanto, nós temos duas traduções possíveis para Stephan = Estefano e Estevão.
Ou outro exemplo, eu pensava que o jogador brasileiro de futebol Bebeto tinha esse nome como seu apelido, só mais tarde soube que essa era uma Alcunha, e que o seu nome real é José de Oliveira. Por exemplo, se alguém me dissesse que o jogador brasileiro José de Oliveira marcou um golo na final do mundial eu ficaria espantado e diria: «Não sei quem é esse jogador, em que clube ele joga?»; mas se me dissessem que o jogador Bebeto marcou um golo na final do mundial eu não ficaria espantado e saberia quem é. Na verdade estes dois nomes referem-se à mesma pessoa.
Prosseguindo, durante o tempo dos Descobrimentos os Europeus quando chegaram a terras novas e da necessidade de contacto para com as pessoas locais latinizaram os seus nomes. Um desses exemplos é o do Rei do Congo, de seu nome original Nzinga a Nkuwu mas rebaptizado de João I. Quando nos referimos a Nzinga a Nkuwu ou João I do Congo estamos a denotar ou seja a referirmo-nos exactamente à mesma pessoa mas com nomes diferentes.

Porque é que me detive nestes exemplos? Porque muitas pessoas encontram afirmações dispersas ou variações de nomes dos demónios e se confundem pensando ser entidades diferentes, mas na verdade são exactamente as mesmas entidades só que as pessoas não sabem.

Mas então donde vêem esses nomes diferentes? Esses nomes vêem do facto dos Magos ao longo dos tempos e das culturas traduzirem os nomes das entidades com quem contactavam, para versões similares às da sua cultura. Por isso encontramos a mesma referência para certos demónios com nomes de origem Persa, ou Grega, ou Latina. Decidi esclarecer isto, visto ser uma confusão frequente quando se usa o nome de demónios de fontes diferentes.

Fiz este diagrama para exemplificar o que é a Hierarquia Horizontal e Vertical no que diz respeito às Entidades.

 A escolha da entidade é fundamental. Contudo, é preciso aqui esclarecer três pontos:
  1. Diz respeito à hierarquia das próprias entidades. Cada entidade está posicionada segundo uma hierarquia, quando nós encontramos os nomes descritos nos livros sobre as entidades, geralmente apresentam a hieraquia em que está inserida. As hierarquias estão divididas em posições horizontais e verticais. Agora, quando um Mago diz vamos trabalhar com a entidade X ou Y, em verdade não se está a trabalhar directamente com essa entidade mas com um subalterno por assim dizer, a não ser que se decida trabalhar com a própria entidade líder da hierarquia. Imaginemos que alguém vai a um consultório de advogados que tem o nome pomposo Z. A pessoa não vai ser representada pelo advogado Z a não ser que o peça explicitamente sabendo que para isso vai ter de pagar mais pelos seus serviços do que se fosse representado por um advogado que trabalha para o consultório Z. Contudo, se o consultório Z está horizontalmente mais bem conoctado do que o consultório W, então pode acontecer que um dos advogados do consultório Z seja mais bem pago do que o próprio director do consultório W, para melhor entender isso fiz um pequeno diagrama para procurar explicar isso.
  2. Relacionado com o primeiro ponto, deve-se entender que mesmo que não seja a Entidade líder de uma hierarquia a realizar o trabalho, a não ser que assim o seja exigido, não é a entidade subalterna que aparece na conjuração, mas o topo da sua hierarquia. Imaginemos que se vai conjurar Astaroth para um trabalho complexo de Amarração, onde não é o próprio Astaroth quem vai realizar o trabalho, mas na conjuração o conjurado deve ser o líder da hierarquia e neste caso com quem o Mago intervem é com o próprio Astaroth mesmo que não seja ele a realizar o trabalho. Até porque o Mago quando estabelece um Pacto Tácito com as entidades, o faz com o Líder da Hierarquia e não com os subalternos. Por exemplo, imaginemos que uma empresa de comércio quer construir uma Mega Superfície Comercial, abre um concurso e escolhe uma Grande Empresa de Construção Cívil, essa empresa de comercío vai negociar com os responsáveis dessa Grande Empresa de Construção Cívil, mas não são esses com quem negoceiam quem vai construir a Mega Superfície Comercial, tanto que essas Grandes Empresas de Construção Cívil recorrem a várias empresas como subempreitadas para realizar o trabalho. Por isso, é que mesmo nos pactos parciais que os comendadores podem realizar eles estabelecem o pacto com o líder da hierarquia mesmo que não seja esse quem lhes vai realizar o trabalho e cumprir o acordo estabelecido.
  3. Deve-se procurar fazer o máximo com o mínimo. Com isto quero dizer que na escolha da Entidade, se o alvo parecer não oferecer grande resistência, e se o trabalho que o comendador pede não for complexo mas simples não há necessidade de perder tempo e recursos em por exemplo usar o próprio Astaroth em pessoa para a realização do trabalho. Por isso quando digo que se deve procurar fazer o máximo com o mínimo quero dizer que deve-se procurar alcançar sempre os melhores resultados mas com o mínimo possível para o fazer e que não comprometa o resultado final. Como se costuma dizer não se mata uma mosca com uma caçadeira.

Uma vez com estes pontos entendidos, podemos passar ao próximo passo a saber os recursos que serão dados à entidade. Cada entidade, com respeito à sua posição na hierarquia tem um preço à cabeça diferente (digo assim para simplificar)
Então as variáveis dos recursos oferecidos à entidade variam consoante cinco variáveis:

  1. A própria entidade. Com isto refiro-me à sua posição na hierarquia, cada entidade exige ou pede coisas diferentes. Imaginemos que um Mago pretende A. O mesmo A numa entidade de hierarquia superior consome mais recursos do que com uma entidade menor. Contudo, o Mago pode ter mais garantias com a entidade superior do que com a menor.
  2. O tipo de trabalho. Cada trabalho difere em função dos intervenientes, do fim a que se destina e da própria natureza de tipo de trabalho.
  3. A força que se pretende projectada pela entidade na realização do mesmo.
  4. A finalidade que se pretende alcançar, pois podem existir dois trabalhos que podem caber dentro de uma mesma categoria mas com finalidades diferentes.
  5. A resistência que se pode prever da parte do alvo. Às vezes é preciso reconjurar e gastar mais recursos pois a estimativa da resistência pode não se confirmar correcta. Um procedimento com sucesso e se o comendador aceitar é a realização de um pacto parcial.
Fiz este esquema para melhor explicar a Conjuração por Mediação.

Agora, quando os detalhes da Amarração são resolvidos procede-se aos detalhes que são próprios da Conjuração. A Conjuração de Amarração ou Conjuração da Magia do Amor pode ser desenvolvida de três formas diferentes:
  1. Conjuração Complexa: esta conjuração dispensa a mediação do Comendador, para poder dispensar a mediação do Comendador ela é mais forte e mais trabalhosa.
  2. Conjuração por Mediação: esta conjuração é a mais comum, pois poupa recursos tanto ao Mago como ao Comendador. A Mediação é necessária na medida em que se estabelece um vínculo entre o Comendador e a Entidade facilitando o processo de aproximação da mesma ao Comendador. Mais à frente irei explicar o que é este processo.
  3. Conjuração por Mediação com Pacto Parcial (que já em cima mencionei): esta conjuração é similar à anterior, a diferença encontra-se que além do pagamento que o Mago deve fazer à entidade, este é reforçado por um Pacto Parcial entre o Comendador e a Entidade. Isto faz com que o trabalho seja mais forte, e tem a nunca de que o Pacto Parcial só fica válido depois da Entidade realizar aquilo que o Comendador deseja, caso contrário o pacto é nulo. Este tipo também é realizado para se reforçar um trabalho já previamente feito.

Este post já vai longo no próximo irei esclarecer melhor a continuação dos posts já publicados nomeadamente no processo entre a interação da entidade, do comendador e do alvo no desenrolar da amarração.


Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 5: Resistência, Protecção e Perfil do Alvo à Amarração - Magia do Amor)

Uma vez com o conteúdo do último post em mente poderemos agora avançar na compreensão do processo de Amarração ou de Magia do Amor.

Neste seguimento de posts vou desmistificar aquilo a que  chamo os dois mitos centrais das Amarrações:







  1. É o mito de que a Magia e consequentemente as Amarrações são como Fast Food. Magia não é Fast Food. Ou seja, quando realizada não existem resultados imediatos e instantâneos, Magia e por conseguinte a Amarração demora tempo a operar até se alcançar o objectivo pretendido. Infelizmente as pessoas não têm paciencia e querem resultados em tempos absurdos como 2 Dias ou 15 Dias. Por isso é que tantas são enganadas por anúncios que prometem trazer o seu amor de volta em tão curto espaço de tempo. Como se costuma dizer: «A pressa é inimiga da perfeição».
  2. É o mito de que a Magia é Milagreira. A realização da Magia não é a realização de Milagres. A Magia tem limites e fronteiras. Este mito está intrinsecamente relacionado com o anterior. Nomeadamente, no que diz respeito às Amarrações ou Magia do Amor há certas coisas que são impossíveis de se alcançar. Por conseguinte, as Amarrações têm também elementos necessários para se obter sucesso, um deles é o Comendador e o Alvo conhecerem-se pessoalmente. Existem muitas pessoas que são enganadas porque lhes prometem em 5 dias obter uma amarração com «celebridades» da TV que nunca as viram na vida. Uma amarração não funciona sem ter havido contacto entre Alvo e Comendador, por conseguinte não é possível que uma pessoa que nunca tenha conhecido minimamente o George Clooney possa obter aquilo que pretende com uma Amarração.
Resultado destes dois mitos convém salientar outras duas coisas:
  1. A primeira é que as Amarrações não são como a maioria das pessoas pensam que são.
  2. A segunda é que as Amarrações não se processam como a maioria das pessoas pensam que se processam.
Prosseguindo, vamos agora recapitular de forma mais aprofundada o conteúdo do post anterior.

Vamos partir do princípio que um Comendador contacta o Mago, diz-lhe o que pretende, e dá-lhe as informações necessárias. A partir deste ponto o Mago deverá escolher a Entidade que melhor poderá alcançar o fim que o Comendador pretende.

Contudo, ao contrário daquilo que se pensa nós não somos totalmente transparentes ou permeáveis às Entidades e à sua acção. Esse é um outro mito, nós temos algumas defesas face às entidades, e elas não podem tudo como nós pensamos que elas podem.

Cada pessoa é única, irrepetível e singular. Como tal, cada pessoa apresenta um nível diferente de resistência ao trabalho das entidades, os principais factores defensivos e de resistência que um alvo pode colocar são:
  1. Internos, ou seja, da própria natureza da pessoa, que pode ser subdividido:
    1. Do seu próprio Ser;
    2. Do seu temperamento e feitio, aqui gostaria de salientar os seguintes traços:
      1. O seu grau de Determinação;
      2. O seu grau de Teimosia;
      3. O seu grau de Resiliência;
      4. O seu grau de Fortaleza Temperamental;
      5. O seu grau de Auto-Estima
      6. Do grau de sensibilidade que tem para o seu mundo interior, ou seja, da capacidade de se escutar a si mesmo, dando nome a todas as emoções e sentimentos que vai sentido;
      7. Relacionado com o último ponto, o grau de Inteligência Emocional. Pessoas com elevada inteligência emocional são mais resistentes;
      8. Relacionado com os dois pontos anteriores, a capacidade de Ascése e de Mortificação. Infelizmente estas palavras estão cada vez mais em desuso, não só pela negra conotação católica, mas porque a nossa sociedade é um pouco alheia ao seu conteúdo. Então, para simplificar vamos considerar a capacidade de Ascése e de Mortificação como a resiliência de alguém em ir contra os seus próprios apetites, e saber discernir entre os apetites legítimos dos ilegítimos.
  1.  Externos, ou seja, que afectam a pessoa protegendo-a e defendendo:
    1. A presença de uma relação forte de amor, onde seja verdadeiramente amada por uma outra pessoa;
    2. Protecções adicionais que possua;
    3. Prática Religiosa;
    4. Limpezas que lhe tenham sido validamente submetidas.
Todos estes pontos podem ser determinantes no sucesso ou não de uma amarração, destes pretendo sublinhar o ponto (1.2.8). Creio e ao longo da minha experiência que esse é o ponto determinante na resistência que um alvo pode oferecer.
Por outro lado, esse mesmo ponto está cada vez mais diluido na nossa sociedade. As caracteristicas actuais da nossa sociedade fazem com que as pessoas tenha uma capacidade menor de ascése e de mortificação. Debaixo dos slogans «Carpe Diem», ou «Segue o que Sentes», a nossa sociedade convida-nos a viver a vida ao máximo, seguindo os nossos impulsos e desejos, entrando num frenesim por os conseguir saciar.
Contudo, não quero afirmar que isto é mau, apenas no que diz respeito ao Trabalho e Influências das Entidades, como irão mais à frente perceber isto é perfeito. O que elas querem é que nós sigamos os desejos que elas nos apresentam, tal como a publicidade e o marketing elas criam em nós necessidades em diferentes tipos de acções da sua parte.

Consequentemente, o leitor já poderá perceber porque é tão fundamental o ponto (1.2.8) no que diz respeito à resistência do Alvo face ao Trabalho de Amarração ou Magia do Amor que lhe foi Lançado.
Este Diagrama que fiz, não está lá muito perfeito, mas tem o fim exemplificar quatro pessoas com perfis diferentes de resistência. Algumas pessoas são mais resistentes internamente do que externamente e outras são o contrário. Cada pessoa é única, como tal ninguém apresenta sempre os mesmos factores de resistência. Este perfil pode também ser aplicado aos comendadores.

Contudo, estas características não são apenas importantes para o Alvo do Trabalho enquanto protecção e resistência oferecida, como também são características fundamentais para o Comendador do Trabalho.

Alvo A = Azul (+- 30%); Alvo B = Vermelho (+- 15%); Alvo C = Verde (+-50%); Alvo D = Roxo (+-5%)

Fiz o diagrama em cima para mostrar quatro tipo de perfis diferentes de pessoas. Agora, com base numa estatística simples, apenas para exemplificar que tenho feito ao longo dos anos, venho a verificar que o perfil mais comum é o ALVO C e ALVO A. Contudo, os perfis que verdadeiramente surpreendem e dificéis de antever são o ALVO B e ALVO D. Uma das maiores causas do fracasso de uma amarração resulta das pessoas serem mais resistentes do que aquilo que inicialmente se fazia prever. Nos próximos posts também irei explorar e aprofundar esse tema.

No post seguinte vou continuar a explicar o que são as amarrações, os intervenientes e o processo em maior detalhe, explicando o porquê destas resistências serem fundamentais no processo de Amarração.

25.10.12

Filosofia da Magia - Recensão do Livro «The Language of Demons and Angels: Cornelius Agrippa's Occult Philosophy» e Download

Talvez um dos maiores Magos de toda a História, e uma figura notável do Renascimento Alemão foi Heinrich Cornelius Agrippa Von Nettesheim. Actualmente é mais conhecido por Cornelius Agrippa. Infelizmente no mundo do Esoterismo e das Ciências Ocultas, faz-se um estranho dualismo entre as importantes obras de Agrippa para a Magia Cerimonial e a sua Filosofia e Pensamento. O porquê de para alguns Magos ser difícil aplicar os conhecimentos da Magia de Agrippa resulta do facto de estarem a ler apenas os seus Grimoiriuns como se de um livro de receitas se tratasse (erro muito frequente neste e noutros autores), negligenciando a importância de toda a sua obra Filosófica, Alquimica, Astrológica e Teológica. De todas elas, a mais importante é sem dúvida a sua obra Filósofica.

Por tudo isso, recomendo este excelente livro para os mais ávidos em conhecimento: «The Language of Demons and Angels: Cornelius Agrippa's Occult Philosophy». Este livro foi escrito pelo Professor Christopher Lehrich da Universidade de Boston, e procura responder ao porquê de Agrippa ter exercido uma influência tremenda no seu tempo ainda como tem no nosso. As conclusões do Professor Lehrich assentam na própria filosofia e bases fundamentais de Agrippa, a saber a sua formação Neoplatónica, que o comprometia numa distinção fundamental entre fé e razão; entre o estudo do divino (teologia fundamental) e o estudo das coisas criadas (teologia natural).

Agrippa considerava que as incertezas da revelação Cristã, não nos referimos aos Dogmas ou aos Artigos de Fé, deveriam ser objectos do debate teológico, pelo que pensava ser adequado acomodar textos mais esotéricos assim como estratégias interpretativas para melhor se abarcar o problema da existência. O Professor Lehrich também mostra nesta importante obra, que o divino ocupa um lugar central na principal Obra Mágica de Agrippa, isto é o «De Occulta Philosophia» (1533) através da noção de «cadeia de vivificação» que liga o natural, com o celestial e com o mundo divino.

Esta noção é desenvolvida pelo autor em mais detalhe no capítulo 2 sobre o mundo natural; no capítulo 3 sobre o mundo celestial; no capítulo 4 sobre a realidade divina. Estes três capítulos centrais estão enquadrados por um capítulo introdutório, em que se anuncia possíveis ramificações teoréticas para a história da religião, da filosofia e da Magia. A obra termina com um capítulo conclusivo que sumariza a coerência do projecto intelectual de Agrippa, assim como as suas implicações para a história das ideias no período pós-moderno como nos dias de hoje.


13.10.12

Demónios - Amon - Shemhamphorash

7. Amon é o Sétimo Espírito. Ele é um Marquês de grande Poder, mas muito severo. Ele aparece ao Mago como um lobo com cauda de serpente, vomitando labaredas de fogo da sua boca; mas sob comando do Mago ele coloca-se com uma forma humana com dentes de cão numa cabeça similar à de um corvo; ou então também pode transmutar a sua forma para humana somente com uma cabeça similar à de um corvo. Ele faz saber todas as coisas passadas. Ele procura almas indefesas e reconcilia controvérsias e discórdias lançadas pelo mau espírito. Ele governa quarenta Legiões de Espíritos Impuros. A imagem aqui disposta é o seu selo, que deve ser usado diante dele como um pendente sobre o pescoço. Caso contrário ele não cederá aos intentos do Mago.

Cf., Lemegeton, Goetia, Shemhamphorash (Tradução minha do original).

Demónios -Valefor - Shemhamphorash

6. Valefor é o Sexto Espírito. Ele é um poderoso Duque, e aparece ao Mago sob a forma de um leão com cabeça de asno. Ele é infernalmente considerado um bom familiar, mas se o mago o tentar (oferecer um bom preço) ele rouba os próprios familiares (a saber, é bom para ser usado contra-magia negra). Ele governa dez Legiões de Espíritos Impuros. A imagem aqui disposta é o seu selo, que deve ser usado diante dele como um pendente sobre o pescoço. Caso contrário ele não cederá aos intentos do Mago.
 
Cf., Lemegeton, Goetia, Shemhamphorash (Tradução minha do original).


12.10.12

Demónios - Marbas - Shemhamphorash

5. Marbas é o Quinto Espírito e, um Grande Presidente Infernal. Ele aparece ao Mago sob a forma de um grande leão, mas depois sob o comando do Mago, ele coloca uma forma humana. Este espírito infernal responde com verdade às questões que lhe são colocadas sobre coisas que se mantenham escondidas ou secretas. Ele causa doenças sobre as suas vítimas, mas principalmente proporciona grande sabedoria e conhecimento nas artes negras. Quando possui ele muda a forma dos possuídos. Tendo governo sobre trinta e seis Legiões de Espíritos Impuros. A imagem aqui disposta é o seu selo, que deve ser usado diante dele como um pendente sobre o pescoço. Caso contrário ele não cederá aos intentos do Mago.

Cf., Lemegeton, Goetia, Shemhamphorash (Tradução minha do original).

Demónios - Samigina (ou Gamigin) - Shemhamphorash

4. Samigina (ou Gamigin) é o Quarto Espírito Principal. Sendo um Grande Marquês, ele aparece inicialmente ao Mago sob a forma de um pónei ou de um asno, alterando depois a sua forma para a de um homem. Ele fá-lo sob o comando do Mago. Ele pronuncia-se sibilando como o relinchar de um cavalo. Ele tem governo sob trinta Legiões de Espíritos Impuros Inferiores. Ele ensina todas as ciências liberais, e dá conta de todas as almas mortas em pecado. A imagem aqui disposta é o seu selo, que deve ser usado diante dele como um pendente sobre o pescoço. Caso contrário ele não cederá aos intentos do Mago.
 
Cf., Lemegeton, Goetia, Shemhamphorash (Tradução minha do original).

Demónios - Vassago - Shemhamphorash

3. Vassago é o Terceiro Espírito. Sendo um poderoso Príncipe e, da mesma natureza de Agares. Este Demónio é de boa natureza, e o seu ofício é descobrir todas as coisas perdidas ou desaparecidas. Ele tem governo sobre vinte e seis Legiões de espíritos impuros. A imagem aqui disposta é o seu selo, que deve ser usado diante dele como um pendente sobre o pescoço. Caso contrário ele não cederá aos intentos do Mago.

Cf., Lemegeton, Goetia, Shemhamphorash (Tradução minha do original).

1.10.12

Demónios - Agares (Agreas) - Shemhamphorash

 2. Agares (ou Agreas) é o Segundo Espírito Maligno e um Duque (na hierarquia infernal). Ele está sob o poder do Este, e desvela-se de forma ligeira sob o aspecto de um velho homem justo, montado sobre um crocodilo, trazendo no seu pulso um milhafre. Ele faz o alvo do Mago correr o caminho infernal, anunciando-lhe que aqueles que evitam esse caminho, irão acabar por percorrê-lo. Ele ensina todas as línguas e tons. Também tem o poder de destruir todas as dignidades e potestades, tanto espirituais como temporais. Ele foi da Ordem das Virtudes. Tendo sob o seu governo trinta e uma legiões de espíritos. A imagem aqui disposta é o seu selo, que deve ser usado diante dele como um pendente sobre o pescoço. Caso contrário ele não cederá aos intentos do Mago.

Cf., Lemegeton, Goetia, Shemhamphorash (Tradução minha do original).

28.9.12

Demónios - Buer - Shemhamphorash

10. Buer é um Grande Presidente Demoníaco e o décimo Espírito. Ele aparece sob a forma de um Sagitário e, essa é a sua forma quando o sol está presente. Ele ensina Filosofia, tanto Moral como Natural, assim como a Lógica da Arte Negra, bem como as Virtudes de todas as ervas e plantas. Ele sara todas as têmperas (tanto pode ser traduzido como dando vigor, bem como significando a têmpera a que se submete o metal para ele ganhar consistência) ao homem. Ele governa cinquenta Legiões de Espíritos Infernais, e este é o seu selo para o aplacar, que deve ser usado diante dele como um pendente sobre o pescoço. Caso contrário ele não cederá aos intentos do Mago.

Cf., Lemegeton, Goetia, Shemhamphorash (Tradução minha do original).

Demónios - Baal (ou Bael) - Shemhamphorash

 1. Bael (ou Baal) é o Primeiro Espírito Principal. Sendo Rei e governando o Este. Ele faz o Mago ficar invisível. Bael governa cerca de sessenta e seis Legiões de espíritos infernais. Ele aparece de diferentes formas: umas vezes como um gato, outras como um sapo, ainda como um homem, ou ainda mais raramente todas essas formas duma só vez. Ele fala com voz rouca. A imagem aqui disposta é o seu selo, que deve ser usado diante dele como um pendente sobre o pescoço. Caso contrário ele não cederá aos intentos do Mago.

Cf., Lemegeton, Goetia, Shemhamphorash (Tradução minha do original).