18.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 12: Os Casos Raros e Especiais da Amarração - Magia do Amor)

Tendo em mente o conteúdo dos últimos posts poderemos agora avançar para casos mais complicados. Toda a informação que tenho vindo a explicar estará presente de forma mais desenvolvida nos livros que estou a escrever. Mas penso ser importante agora falar dos casos mais complicados e complexos.

Até agora temos visto como se processam as Amarrações de forma linear, em ordem a melhor compreender o que é uma Amarração ou Magia do Amor, e como ela funciona. Agora será importante introduzir mais algumas variáveis.

Da minha experiência são mais as variáveis que não sabemos do que aquelas que sabemos. Regra geral, as variáveis que não conhecemos não causam grande transtorno e podem ser facilmente ultrapassadas mas infelizmente nem sempre é assim. Por causa disto este post vai abordar os casos especiais, isto é, os mais complicados e complexos que vou dividir em 8 categorias que vão ser sucessivamente abordados:
  1. Quando o Alvo é altamente influênciado por uma pessoa amiga ou familiar e que pode comprometer a Amarração;
  2. Quando o Alvo já se encontra numa relação amorosa que tanto pode ser um namoro ou um matrimónio com uma terceirra pessoa;
  3. Quando ou o Alvo ou o Comendador ou mesmo Ambos foram víctimas de algum tipo de trabalho, tanto à relação como à própria pessoa;
  4. Quando o Alvo ou o Comendador se encontram enquadrados dentro do plano das Entidades;
  5. Relacionado com o último ponto, quando o Alvo ou o Comendador são Vocacionados;
  6. Quando o Alvo sofre de algum problema ou desordem mental e psicológica;
  7. Quando ou o Alvo ou Comendador se encontram numa situação muito rara;
  8. Quando é «Sem Causa Procedente»

(1.) e (2.)

Então, em primeiro lugar vamos considerar que o Alvo encontra-se sempre como qualquer pessoa neste mundo numa teia de diferentes relações, onde entre elas encontra-se a sua relação com o Comendador. Fiz este diagrama simplista para exemplificar:

Diagrama da teia de relações em que se encontra o Alvo. As setas de diferentes tamanhos são abstrações dos diferentes tipos de vínculos que o Alvo mantém com as pessoas que o rodeiam.

 Agora, será importante considerar que os casos mais complexos dizem respeito a quando esta teia de relações, a saber, o contexto único em que o Alvo se encontra pode ser um obstáculo ou uma dificuldade ao processo de Amarração. Vamos agora considerar os seguintes casos:

Diagrama da influência por parte de alguém com forte vínculo ao Alvo para prejudicar uma relação, ou ser obstáculo à mesma. Clique no Diagrama para fazer zoom.
Diagrama de quando o Alvo já tem uma relação amorosa forte ou quando está atraido e deseja uma relação amorosa forte com uma terceira pessoa.
  1. Quando o Alvo é influenciado ou tem um vínculo forte com alguém que pode ser um obstáculo à Amarração. Estes casos são mais frequentes de acontecer quando alguém perto do Alvo podendo ser um familiar próximo (exemplo o Pai ou a Mãe ou até algum irmão, etc.) procuram influenciar negativamente o Alvo na direção do Comendador.
    Também pode acontecer que essa influência negativa pode advir de algum amigo(a) que exerça pressão de alguma forma que tanto pode ser no sentido de afastar o Alvo do Comendador como pode ser de o querer aproximar de outra pessoa.
    Um caso frequente costumam ser aqueles «amigos» que procuram influenciar o Alvo na direção da pessoa A ou B.
  2. Quando o Alvo já tem uma relação amorosa forte que tanto pode ser com um namorado(a) ou se o Alvo já se encontra casado, ou então se o Alvo se encontra atraído por uma outra pessoa.

Estas situações podem dificultar o processo de Amarração, mas como já expliquei cada caso é um caso. Em qualquer uma destas situações a Entidade procurará começar por minar e diminuir a esfera de inflûencia sobre o alvo que têm estas pessoas.

Diagrama da dificuldade colocada à Amarração pela Esfera de Influência a que o Alvo possa estar sujeito. Quanto maior a área do círculo maior a dificuldade. Clique para Ampliar.


Por causa disso, e seguindo o lema que já expliquei num outro post: «Fazer o Máximo com o Mínimo». Ou seja, em muitos casos não é preciso sequer fazer um trabalho anterior a este e na amarração simples a entidade consegue superar essa situação, é claro que isto não dispensa as anteriores variáveis como a própria projecção de força no trabalho ou uma entidade mais superior.

Contudo, nem sempre é assim, nos casos que possam parecer mais difíceis, temos duas opções:
  1. Ou reforça-se o trabalho projectando mais força nele, ou então apostando numa Entidade Superior;
  2. Ou para se ter uma garantia superior do sucesso do mesmo procede-se à realização de um trabalho anterior ao de Amarração com o intuito de cortar aquele cordião umbilical que liga o Alvo das influências que podem comprometer o trabalho.
Este trabalho com vista a (2.) pode ser feito de diferentes modos e de diferentes tipos, tanto pode ser algo simples como um mero desmancho ou envenenamento da relação que o Alvo mantém com pessoa X. Ou então pode ser algo mais complexo e superior que passa não só pelo afastamento mas pela criação de um hiato entre essas pessoas. Geralmente este último procedimento é recomendado quando a esfera de influência entre a pessoa X e o Alvo é muito grande.
Então um trabalho de Amarração entre Comendador e Alvo que esteja sujeito a estas variáveis pode encontrar a necessidade da realização de 2 trabalhos para melhor se alcançar o fim a que se pretende.


(3.) Quando ou o Alvo ou o Comendador ou mesmo Ambos foram víctimas de algum tipo de trabalho, tanto à relação como à própria pessoa;


Contudo, dentro dos casos especiais existem ainda uns mais complicados e delicados para se lidar.

Entre esses acontecem casos em que ou o Alvo ou o Comendador foram previamente victimas de algum tipo de Trabalho. Dentro desta categoria já vi muita coisa e vou agora mencionar os principais:
  1. Quando o Comendador e o Alvo tinham uma relação forte e esta foi desfeita com recurso a um trabalho;
  2. Quando o Comendador e o Alvo tinham uma relação forte e esta foi desfeita com recurso a um trabalho, e uma terceira pessoa Amarrou-se ao Alvo (similar àquilo descrito em cima mas desta vez o Comendador e Alvo encontram-se em lados opostos);
  3. Quando o Comendador ou o Alvo não têm uma relação forte mas algum deles foi víctima de algum trabalho. É importante ter em conta não só o tipo mas também a força desse trabalho, podendo encontrar-se algum destes:
    1. Imprecação;
    2. Maldição;
    3. Contaminação;
    4. Pregação;
    5. Cessação;
    6. Forma menor de Possessão;
    7. Desmancho;
    8. Amarração;
    9. Diminuição;
    10. Altercação;

Mesmo nestes casos às vezes basta apenas a Amarração para a coisa funcionar e o Comendador alcançar o que pretende seguindo o lema: «Fazer o Máximo com o Mínimo», outras vezes é necessária outra abordagem.
A abordagem mais comum nestes casos, e volto a recordar que «cada caso é um caso», passa por começar por retirar os obstáculos, nestes casos seria necessário limpar aquilo que previamente foi feito. Este tema dará uma série de posts em que mais à frente explicarei como isso se processa, mas por agora irei resumir que devem seguir-se três passos:
  1. Identificar o problema, esta identificação passa por saber em concreto o que é que foi feito;
  2. Relacionado com o ponto anterior, e caso se verifique haver algo, saber o nome da Entidade responsável por aquilo que foi feito (devo salientar que apesar de ser possível saber a proveniência do ataque, nem sempre isso é possível)
  3. Sabendo o que foi feito e a Entidade empregue para tal, remover a Entidade. Ao contrário do que o senso-comum pensa isto não é uma luta entre Entidades. Ou seja, entre as entidades não existem lutas como se de um videojogo se tratasse, aquilo que pode acontecer é uma espécie de licitação que pode ser resolvida de dois modos:
    1. Saber o que a Entidade Hostil pretende para parar de fazer o que está a fazer ou para desmanchar o que foi feito, trata-se então de oferecer mais do que aquilo que foi previamente oferecido;
    2. Ou, procurar uma Entidade topo de hierarquia superior em ordem a dar comando de suspensão do trabalho que havia sido feito
Com respeito a isto, convém atender o que anteriormente foi dito sobre o escalonamento hierárquico das Entidades.
Uma vez com aquele procedimento realizado pode-se então concentrar-se no trabalho próprio da Amarração ou Magia do Amor.


(4.) e (5.) Quando o Alvo ou o Comendador se encontram enquadrados dentro do plano das Entidades, e quando um deles é um Vocacionado


Outro caso ainda especial e mais raro é quando Alvo ou Comendador se encontram de alguma maneira ou forma dentro dos planos das «Entidades». Bom este é um tópico polémico e de díficil explicação. De forma muito rara e sem saber muito bem o porquê e o como, nós vivemos dentro desta enorme «trama», alguns preferem «tragédia» da própria existência. Este tema enquadra-se mais dentro da interação e relação das Entidades connosco, do que própriamente dentro das «Amarrações». Este brota de um mistério quase tão antigo como a própria humanidade, se observarmos a própria Magia teve origem quando o homem começou a compreender de forma revelada esta nova dimensão da sua existência e da sucessão de interacções.

Foi muito em parte devido a esta interação que as «Entidades» viram-se enquadradas na nossa cultura, e na nossa tentativa explicativa de as compreender e melhor entender, nos paradigmas religiosos de então.

Qualquer um de nós na «Cultura Ocidental» (vou dizer assim para simplificar), estou influenciado pela narrativa «Ocidental», influenciada por si na «nossa tradição religiosa», que nos informa de que as «Entidades», de sua designação cultural e popular como «Demónios», que têm nome de origem Grega, mas cujo nome perdeu o contexto de inteligibilidade que lhe conferia sentido, vêem ao mundo pelo facto de se terem revoltado contra Deus (sendo que este «Deus» é concebido segundo a nossa tradição religiosa ocidental), pelo que cairam no «Mundo» e, que por sua vez, vieram habitá-lo connosco e desde então eles «governam o mundo», pelo que toda a sua acção no mundo visa «afastar os homens da verdadeira adoração a Deus» e, consequentemente, os planos que para nós têm incluem este fim último.

Ou seja, na nossa cultura ocidental esta é a versão normal ou tradicional na qual enquadramos as Entidades na coabitação da existência connosco. Contudo, se formos ler esta mesma história no contexto Grego original, ou no contexto Egípcio original, ou no contexto Extremo Asiático, ou no contexto Indo-Americano, ou mesmo no contexto do Médio Oriente, encontramos similitudes ao mesmo tempo grandes diferenças.

A nossa explicação «Ocidental» para este facto deriva em última análise de uma explicação «Religiosa» que apesar das mutações tem toda a sua explicação no povo Hebraico e no início da Tradição Religiosa Hebraica.

Se me perguntarem, pessoalmente essa narrativa de explicação das «Entidades», na verdade não têm como fim último «explicá-las», mas somente o de ASSUSTAR as pessoas em ordem a serem mais facilmente MANIPULADAS pela Religião Ocidental.

Apesar de reconhecer que este tema precisa até da minha parte maior esclarecimento por agora vou sintetizar nos seguintes pontos: que as entidades têm para alguns de nós certos planos isso parece assim ser, que esses planos são insondáveis para nós também me parece assim ser.
Mas, que apesar disso, NÓS NÃO ESTAMOS CONDENADOS AOS SEUS PLANOS, isto porque: AS ENTIDADES TÊM LIMITES e A EXISTÊNCIA NÃO ESTÁ PREVIAMENTE DETERMINADA, ou seja, NÓS POSSUÍMOS O LIVRE-ARBÍTRIO. Sendo que deste último ponto, o livre-arbítrio é um dos principais pontos pelo qual qualquer Magia, inclusive a da Amarração pode falhar. Em última instância as ENTIDADES NADA PODEM EM NÓS SE DISSERMOS VEEMENTE NÃO ÀS SUAS INSÍDIAS.

Para finalizar, com isto queria dizer que as pessoas para as quais as Entidades têm planos, nenhuma Magia que tentamos lançar sobre elas que vá em direção oposta ao planos das Entidades irá resultar.

Consequentemente, e resultado disso, algumas pessoas são Vocacionadas ou para as seguir, ou para serem Magos, ou para fazerem algo que elas pretendam. Aos Vocacionados não são concedidos trabalhos que resultem se de alguma forma esse trabalho comprometer ou for em direcção oposta do plano das Entidades.

Por último, recordo que esses mesmos planos não estão determinados que resultem, eles podem não funcionar se apesar das suas insídias decidirmos em livre-consciência dizer que não.


(6.) Quando o Alvo sofre de algum problema ou desordem mental e psicológica;


Em verdade este tema devia de ter sido inserido no post sobre o alvo, mas eu preferi enquadrá-lo nos casos especiais.

Regra geral, nunca se deve lançar uma Amarração sobre um Alvo que tenha problemas mentais e psicológicos, pois a coisa pode simplesmente não funcionar. A Entidade para trabalhar bem sobre um Alvo precisa que este esteja mentalmente e psicológicamente saudável. Ao contrário do que se pensa as pessoas com problemas psicológicos e mentais não são mais influenciáveis às Entidades. Mas, bem antes pelo contrário, podem se tornar altamente imprevisíveis.

Além disso, e em regra geral, deve-se excluir sempre a realização de uma Amarração se o Alvo não é Mentalmente ou Psicologicamente São. 


(7.) Quando ou o Alvo ou Comendador se encontram numa situação muito rara;


Dentro desta categoria, vou colocar os casos muito mas muito raros que podem acontecer e que de certa maneira podem estar relacionados com os pontos anteriores.

Um destes casos, pode acontecer quando um obstáculo à relação do tipo (3.), é lançado pessoalmente por um outro Mago(a).

Conheço um caso em que uma Pessoa A estando unida a uma Pessoa B, viu o seu amado ser separado dela por Magia Negra e com a mesma Magia a Pessoa C amarrou-se à Pessoa B, sendo o raro deste caso que a Pessoa C é um Mago(a) tendo um pacto Tácito.

A tentativa de resolução de um caso raro deste tipo é que a Pessoa A através de um pacto Parcial consiga libertar a Pessoa B daquilo que foi sujeita, visto que o pacto Parcial da Pessoa A está explicitamente dirigido a conseguir esse fim, enquanto que o pacto Tácito da Pessoa C não está dirigido a esse fim(nem pode estar), e apenas a Pessoa C dele usou para realizar o que era necessário ao Desmancho e à consequente Amarração, e para isso não deu equivalente à pessoa A. Mas a pessoa A também tem a desvantagem de não ter um pacto Tácito coisa que pode também dar mais influência à Pessoa C.

Por isso este é um tipo de caso 50-50%.

(8.) Quando é «Sem Causa Procedente»

Este é aquele tipo de casos que pode ser de origem de alguns dos pontos anteriores mas do qual não se conhece a procedência da causa do porquê da Amarração não funcionar.

O meu mestre designava-os por «Sem Causa Procedente», uma designação Renascentista para casos nos quais parecia não haver «Causa Procedente» que levasse um caso a não resultar, ou a resultar de modo oposto ao pretendido. Estes casos são no entanto muito mas muito raros.

Este tipo de casos aplica-se a toda e a qualquer Magia.


Este post já vai longo, no próximo irei continuar a abordar a relação entre as Entidades e Nós.


Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 11: O Pós-Amarração - Magia do Amor)

Tendo em conta o conteúdo dos últimos posts será agora importante abordarmos o Pós-Amarração. Ao contrário do que se pensa, não é com o término do trabalho e com o respectivo sucesso, e a isto refiro-me ao Comendador alcançar o que pretende do Alvo, que tudo se pode dar por terminado e encerrado. Existem ainda certas coisas a ter em conta.

Para melhor explicar a fase do pós-Amarração deverei desmistificar três mitos, que designo por Mito dos 7 anos; Mito da Infalibilidade e o Mito do foram Felizes para sempre:
  1. Mito dos 7 Anos: este é um mito muito difundido entre as pessoas, a saber, o mito de que as amarrações têm um prazo de validade. Chamo-lhe Mito dos 7 Anos porque não só as Amarrações bem sucedidas não têm prazo de validade, pois Magia não é como um pacote de leite que se corrompe ao fim de algum tempo, bem como a data de validade da amarração encontra-se muito generalizada como tendo duração de 7 Anos.
    A origem deste mito está no meu ponto de vista relacionado com duas coisas:
    1. Primeiro, o número 7 na antiguidade clássica e nomeadamente na cultura Hebraica donde virá a brotar o Cristianismo é considerado o número da perfeição. Tanto que aquele símbolo judeu que ainda hoje surge no parlamento de Israel e também é o símbolo do Estado de Israel, a saber, o candelabro com sete velas (Menorá) encontra no número 7 a legitimidade da sua perfeição. Creio que este simbolismo aliado a uma concepção Romântica (de história cultural) de que uma Amarração era sempre perfeita, pode ter levado a uma mutação onde vem surgir o mito de que as amarrações têm 7 anos de validade.
    2. Segundo, que no meu ponto de vista contribui para este mito foi o facto de algumas amarrações mesmo que bem sucedidas, tenham visto o vínculo da relação reduzido ao ponto de que a relação veio a terminar (irei mais à frente explicar isto).
  2. Mito da Infalibilidade: tal como o nome indica este mito pressupõe que após uma amarração bem sucedida, a relação entre estas duas pessoas é completamente infalível, a tal ponto, que o Alvo torna-se uma espécie de susserano do Comendador, completamente cego ao contexto da relação. Este Mito está relacionado com um mito que expliquei em posts anteriores, a saber, o Mito de que a Magia é Milagreira.
  3. Mito do foram Felizes para sempre: este é um mito intrinsecamente relacionado com o Mito da Infalibilidade. Este mito é o de que após uma amarração bem sucedida tanto o Comendador como o Alvo vão experimentar uma felicidade perfeita e eterna sem baixos até ao final das suas vidas. Este mito inconscientemente difundido faz levar as pessoas a pensarem que encontram na Magia algo que é uma Utopia dos Relacionamentos, a saber, uma relação perfeita de pura felicidade onde não há espaço para qualquer baixo ou acontecimentos que possam abalar a relação.

Uma vez tendo presente estes três mitos, podemos compreender que quem promete tudo isto a uma pessoa que pretenda uma amarração não está a ser inteiramente claro com essa pessoa e que certamente esta no final se irá encontrar defraudada.

Mas tal como disse no ínicio deste post, é preciso compreender o Pós-Amarração, etapa igualmente importante para se perceber onde se encontram estes Mitos e saber como os ultrapassar.

Quando a Amarração é bem sucedida e o Comendador alcança os objectivos que pretendia com a Amarração dá-se início a uma nova fase, já não tanto como Amarração, mas como Relação entre 2 pessoas.

Mesmo com uma Amarração bem sucedida, e se for o caso, se der início a uma relação amorosa entre Comendador e Alvo, esta relação está sujeita às mesmas vicissitudes das relações amorosas naturais. Contudo, não é inteiramente igual às naturais, isto porque os Alvos foram trabalhados, quero dizer que aquilo que a minha experiência me tem indicado que se o Comendador fizer o que lhe compete tenho encontrado as relações com recurso à Amarração bem mais sucedidas do que as Relações Naturais, mas isto depende em parte da motivação e empenho do Comendador, muito mais do que o próprio Alvo que já foi polido.

Uma relação que tenha brotado de uma Amarração, contínua a encontrar os mesmos desafios de uma relação natural, a saber:
  1. Lidar com os problemas domésticos;
  2. Lidar com os problemas quotidianos;
  3. Lidar com a divisão de tarefas;
  4. Lidar com a educação dos filhos;
  5. Lidar com a divisão das contas monetárias do casal;
  6. Lidar com a alimentação da relação;
  7. Lidar com a monotonia do enamoramento;
  8. Lidar com as opções estratégicas do casal, por exemplo: investir aqui ou ali, mudarem-se para outra casa, etc...
  9. Procurar a harmonia e empatia no casal;
  10. Procurar em crescer os níveis de confiança entre ambos
  11.  etc., etc..

Contudo, e dependendo do tipo de Amarração as vantagens sobre uma relação natural são:
  1. O Alvo estará mais disposto a abdicar de certas posições que entenda como preferencias suas;
  2. O Alvo será fiel a nível sexual e psicológico;
  3. O Alvo ao contrário de muitas pessoas, não procurará planos alternativos quando for contrariado;
  4. O Alvo não desistirá do Comendador quando este fracassar ou estiver vulnerável;
  5. O Alvo não procurará planos sem a presença do Comendador;
  6. O Alvo confiará no Comendador;
  7. O Alvo lidará melhor com a monotonia do enamoramento da relação;
  8. O Alvo será mais tolerante com as divisões de tarefas;
  9. O Alvo será mais condescendente com as opções estratégicas do casal em que ocorra desentendimento;
  10. O Alvo tenderá a ser mais fiel nos obstáculos de várias ordens que se possam colocar na relação do casal.
  11. O Alvo será forte a intrigas externas que procurem quebrar a relação do casal.
São muitas vezes estas vantagens que levam pessoas casadas a procurarem salvar os seus casamentos com recurso a uma Amarração, coisa que vimos no post sobre a História Medieval das Amarrações. E que levam pessoas que já mantêm uma relação natural com o Alvo a procurarem mesmo assim uma Amarração em ordem a consolidar a mesma.

Contudo, apesar destas vantagens, uma relação que tenha a sua origem ou prolongamento com uma Amarração também pode cair e desmoronar-se, e para isso os Comendadores têm de ter o máximo respeito. Quando o Comendador, sabendo o que quer e deseja, procura alcançar os seus objectivos com uma Amarração, em regra geral, costumam dar ao Alvo uma vida muito feliz, mesmo com os precalços que todas as relações encontram. Para isso o importante é como diz a definição de relação em Ágape serem Tudo para o Alvo como o Alvo será Tudo para Eles. No fundo o amor é isso, a capacidade de entrega altruista e generosa ao outro.

Apesar disto, e infelizmente, às vezes assisto a borradas dos Comendadores que conseguem por um fim à relação. Uma boa chave para perceber como uma relação pode terminar é evitar que o Comendador faça algo que possa levar de alguma forma o Alvo a Odiar o Comendador.
Para mim esta é a Chave de Ouro para se não quebrar aquilo que a Amarração Uniu. Digo isto desta forma, porque cada pessoa é um evento único e irrepetível, assim cada um é como cada qual, desta maneira existem coisas que os Alvos são mais sensíveis do que outros.

Agora isto é muito importante, quando um Comendador passa a fronteira e gera Ódio no Alvo vai haver uma ruptura, e tal como expliquei no post anterior sobre os Alvos, é muito díficil se não impossível que uma Amarração resulte se o Alvo Odeia o Comendador. Por isso, é que infelizmente tive alguns casos de Comendadores que borraram a pintura totalmente, os Alvos os odiaram e tive que lhes dizer que se o Ódio foi tão profundo do Alvo ao ponto de se separar do Comendador, uma nova Amarração não irá trazer de volta o Alvo. Um Alvo que odeie o Comendador não cairá numa Amarração.

Para concretizar e exemplificar, os casos em que uma Amarração pode dar origem a uma separação encontram-se quando o Comendador pode fazer alguma destas coisas, não esquecendo a Regra de Ouro que em cima expliquei e que pode não se materializar em algumas destas acções:
  1. Agredir fisicamente o Alvo;
  2. Agredir verbalmente o Alvo;
  3. Agredir psicologicamente o Alvo;
  4. For sexualmente infiel ao Alvo;
  5. Mesmo que não tenha sido sexualmente infiel ao Alvo, ter dado algumas confianças nesse sentido;
  6. Roubar dinheiro ao Alvo;
  7. Agredir ou maltratar de alguma forma os filhos do Casal, ou os filhos do Alvo;
  8. Desprezar o Alvo;
  9. Prender o Alvo e não lhe dar espaço (físico ou psicológico);
  10. Contrariar sistematicamente o Alvo;
  11. Longas ausências do Alvo (não me refiro a pessoas cuja profissão os leve a estar longe do companheiro por muito tempo, mas tive um caso de um Comendador que deixava o Alvo em casa a cuidar dos filhos e passava semanas sem vir a casa, sem qualquer justificação)
  12. Ter algum tipo de vício que repugne ao Alvo, os mais comuns são Alcoolismo e Toxicodepêndencia (mesmo com drogas leves). Uma vez tive um caso de um Comendador que não sei bem a fronteira para lhe chamar alcoólico ou não, diguemos que gostava da pinga. Apesar disso nunca foi agressivo ou violento para com o Alvo, mas como o Alvo tinha tido um pai que era Alcóolico e que maltratava a mulher e os filhos, o Alvo desenvolveu ao longo da sua vida um Ódio pelo Álcool causa do Alvo Odiar o facto do Comendador Beber.

Como tal, agora os leitores podem melhor perceber o porquê de uma relação entre Comendador e Alvo baseada ou reforçada com uma Amarração não ser à prova de bala. E isto não significa que a Amarração tenha prazo de validade, mas que existem limites que não podem ser ultrapassados. Muitas pessoas ingénuamente pensam que uma vez Amarradas podem fazer o que lhes apetece que a relação está segura mas a verdade é que não é assim. Felizmente esses casos que tive foram poucos, mas para mim mesmo esses poucos foram muitos.

Com respeito ao Mito do Foram Felizes para sempre, e apesar das vantagens para o Comendador de uma relação baseada ou reforçada numa Amarração, vão sempre surgir em algum ponto atritos entre o casal, discussões, desentendimentos. Isso é uma coisa que nenhuma Magia alguma vez poderá apagar, a história de uma relação entre duas pessoas é feito dessas coisas.
Não existem relações perfeitas, isso é uma Utopia, e quem prometer que faz uma Amarração que dê uma relação perfeita está a mentir. Como expliquei tem as suas vantagens, mas essas nunca poderão apagar coisas que são normais nas relações.

Contudo, devo salientar que também existem desvantagens entre uma relação brotada ou reforçada por uma amarração comparativamente com uma relação natural:

  1. Os Alvos tendem a ser mais possessivos e ciumentos;
  2. Os Alvos apresentam maior desconfiança e receio sobre algo que pensem poder dividir e separar o casal, e reagem de forma mais efusiva a isso. Para exemplificar, uma vez tive um caso de um Comendador cuja mãe não gostava do Alvo, a mãe nunca soube que o Comendador tinha feito uma Amarração com o Alvo, ambos casaram-se contra a vontade da mãe do Comendador. O Alvo não se inibiu de responder à letra, às vezes pelo que me constou, até de forma mais irascível sobre a mãe do Alvo quando esta mandava as suas «bocas» sobre o casal ou tentava minar a mente da mãe. Tive um outro caso de um Comendador que estava apaixonado pelo Alvo, realizou-se uma Amarração entre os dois e eles casaram-se. A certa altura o Comendador arranjou emprego numa empresa onde tinha por colega um ex-namorado, o Alvo temendo uma reaproximação dos dois foi literalmente fazer uma «peixarada» à porta da Empresa sob o ex-namorado do Comendador.

Expliquei isto porque é importante também ter em conta algumas desvantagens e tendências dos  comportamentos do Alvo face ao Comendador.

Isto porque, muitas vezes e devo mencionar isto alguns Alvos tornam-se obsessivos. Quando assim acontece o Comendador procura-me para desmanchar o trabalho, coisa que também é possível. Isso geralmente acontece quando o Comendador quer divorciar-se ou separar-se do Alvo, e como é compreensivel este último não reage bem e não pretende a separação.
Tenho sobretudo observado isso quando o Comendador, apenas deseja o Alvo por capricho e não por amá-lo ou acreditar numa relação a dois com o Alvo. São geralmente esses comendadores que me vêem procurar o desmancho do trabalho. Como digo, cada caso é um caso, e neste nosso mundo há muita variedade para muitos casos diferentes.

Este post já vai longo no próximo post vou desenvolver alguns temas de posts anteriores.

16.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 10: A 3ª e última Fase do Processo de Amarração - Magia do Amor)

Tendo em mente o conteúdos dos últimos posts, e agora com o conhecimento da 2ª Fase já consolidado, podemos agora abordar a 3ª Fase.

A 3ª Fase eu a chamo de Consolidação, não é tão delicada e importante como a 2ª mas também tem que se lhe diga.

Uma vez estabelecido o contacto entre o Alvo e o Comendador, resta que o vínculo cresça. Este crescimento do vínculo traduz-se pelo movimento do Alvo daquilo que deseja para a relação à luz do trabalho das entidades, para aquilo que vai actualizar na relação com o Comendador.

Como já referi a parte difícil da amarração, é o Alvo mover-se interiormente no seu próprio Eu e fazer com que se torne realidade os desejos que tem vindo a sentir. Os obstáculos e resistências fazem com que a pessoa não dê este importante passo na sua relação com o Comendador.

Por uma questão explicativa vou dividir a 3ª Fase em quatro momentos:
  1. Momento de Alicersar;
  2. Momento da Tomada de Consciência;
  3. Momento da Consolidação;
  4. Momento da Amarração do Vínculo;

1º Momento: Momento de Alicersar

Uma vez com a 2ª Fase realizada no seu último momento e após o contacto entre o Alvo e o Comendador, é bom que as coisas prossigam com calma. Nesta fase nem todos os Alvos reagem de igual forma, mesmo esta explicação é uma generalista, pois como já referi por imensas vezes cada caso é um caso.
O início do 1ª Momento da 3ª Fase é às vezes marcada por algum desânimo por parte dos Comendadores.  Isto porque após o contacto inicial do Alvo, e de forma legítima, os Comendadores ficam logo cheios de expectativas, ansiedade, e querem que aquele primeiro sinal de abertura tenha cada vez maior continuidade. Contudo, as coisas não fluem como os Comendadores desejam.
Após o primeiro contacto os Alvos geralmente dividem-se em 2, e isto também depende de como o Comendador geriu o primeiro contacto pós-amarração:
  1. Alvos fáceis: estes geralmente não passam por uma fase de luto (que mais à frente irei explicar), mas passam por esta fase sem qualquer tipo de desânimo e de perturbação, e deixam-se levar pela corrente do Trabalhos das entidades. São uma minoria, depende também do tipo de trabalho, da força, e principalmente de como o Comendador foi gerindo a situação, estes são aqueles que basicamente se pode dizer que se encontram Enamorados.
  2. Alvos relutantes: estes são geralmente em maioria e são aqueles que passam por uma fase de luto, quando o Comendador dá de mais no primeiro encontro é quase certo que o Alvo passe por uma fase dura de luto e seja mais relutante do que o normal. Muitas vezes os Comendadores vão-se abaixo nesta fase, mas é preciso determinação para não se deixarem contaminar pelo estado de espirito do Alvo.

A fase de luto que os Alvos vêem a experimentar durante o início da 3ª Fase é marcado por um certo arrependimento. Não só começam a libertar a tensão da luta que experimentaram nas fases anteriores, bem como essa libertação da tensão pode gerar arrependimento e luto. Esta é a primeira altura em que os Alvos podem ter consciência de que afinal não ganharam a guerra mas que pela primeira vez perderam a batalha porque foram fracos.

Geralmente as imagens e sensação de domínio que ilusoriamente lhes foram sido dadas caiem nesta fase, onde em regra geral os Alvos vão se recordar do passado recente e vão se até arrepender do primeiro contacto.

Isto em regra geral é difícil de explicar aos Comendadores, muitas vezes acontecem casos em que os Comendadores marcaram com os Alvos um segundo encontro e subitamente vêm o Alvo a mudar por completo a sua atitude.

Vou dar um exemplo que espero poder ajudar a melhor compreender esta etapa. Às vezes as pessoas ou por causa da sua situação familiar ou profissional, ou após um grande esforço da sua parte, cometem algum tipo de excesso para compensar e libertar a tensão, e certas vezes quando passam certos limites arrependem-se e envergonham-se. Recordo-me de quando estudei lá fora, ter tido uma colega que ela era muito determinada na realização dos seus objectivos, uma aluna aplicada e rigorosa, que via-se sofrer por causa das duras metas que colocava sobre si mesma, além da exigência que punha na sua própria pessoa. Ao mesmo tempo não lhe eram conhecidos excessos ou extravagâncias, ela traçava metas e levava-as até ao fim, de certa forma todos nós na altura não temperados como ela invejávamos a sua capacidade de perserverança. Contudo, como se ainda fosse ontem, recordo-me bem da semana em que entregámos as nossas teses. Como éramos poucos, nesse fim-de-semana todo o curso foi sair para celebrar a entrega das teses, e ela quase que se transfigurou-se aos nossos olhos, bebeu em excesso, fumou o que não devia, e acabou por fazer um daqueles tristes espectáculos que infelizmente hoje costumam ser tão frequentes entre os nossos jovens. A verdade, é que possivelmente nos dias seguintes, a vergonha da sua descompressão de tanta pressão vez com que ela tivesse desaparecido, chegámos a pensar o pior, mas felizmente tudo estava bem, exceptuando ela que desenvolveu uma espécie de depressão causada por uma vergonha profunda.

É claro que este exemplo é exagerado com aquilo que experimentam os Alvos, mas creio ser esclarecedor que depois do primeiro contacto a maioria dos Alvos, parece dar um passo atrás e mudar a sua atitude que poderia ter parecido tão radiante ou aberta diante do Comendador.

É importante que durante esta fase de luto, o Comendador volte a evitar o contacto com o Alvo, e mesmo que o Alvo lhe tenha feito alguma desfeita, o Comendador não procure esclarecimentos junto do Alvo. O erro de alguns Comendadores é pressionarem os Alvos. O melhor a fazer é o Alvo viver o seu luto e as entidades fazerem o seu trabalho.

É nesta etapa que as Entidades vão alicerçar o trabalho, e vão criar dentro do alvo as condições para edificarem alicerces sólidos para o que virá a seguir.

Basicamente o que acontece é que nesta altura de luto e de remorsos, as entidades vão contribuir para este Estado de Espírito no Alvo, criando ai a ilusão de que o turbilhão de sentimentos que foram vividos, bem como estes mais recentes resultam do facto de que o Alvo ama mesmo o Comendador, e que no fundo de si sempre nutriu um sentimento especial pelo Comendador, só que nunca se tinha apercebido de tal facto. É claro que isto varia consoante o tipo de trabalho, mas estou a generalizar para melhor se perceber as diferentes etapas.
O crucial a perceber neste 1º Momento da 3ª Fase é que o Alvo deste luto, vai tomar todas estas experiências interiores como sinal de que se encontra apaixonado ou de que no fundo sempre sentiu uma ligação especial para com o Comendador.



2º Momento: Tomada de Consciência

Este é talvez a par da 2ª Fase a etapa mais delicada de toda a Amarração.

Quando o Alvo termina o luto e inadvertidamente vê-se com alicerces fortes não só naquilo que Deseja mas naquilo que está disposto a fazer por si na direcção de actualizar a relação com o Comendador, que o edifício pode colapsar.

Geralmente esta fase inicia-se não só com o término do luto, mas principalmente com um 2º bom contacto entre Alvo e Comendador. Aqui refiro segundo bom contacto, mas isto não é mecânico ou factual, pode antes ter havido vários bons contactos entre Comendador e Alvo, até porque estas fases variam de caso para caso. Mas, regra geral, aquilo a que denomino 2º Bom contacto como a atitude do Alvo para o Comendador similar em parte a uma disposição diferente que o Comendador sentiu na presença do Alvo no 1º contacto.

Aqui o próprio Alvo vai viver dois momentos especiais:

  1. Momento de averiguação: ou seja, se efectivamente aquilo que sentiu no último momento, sugerido pelas Entidades, de que efectivamente sempre nutriu algo especial pelo Comendador, se verifica. Isto é, o Alvo vai querer contactar o Comendador e tirar uma espécie de prova dos nove, verificando se aquilo que sentiu nestes últimos tempos é mesmo assim.
  2. Tomada de consciência: após a averiguação, o comendador vai-se questionar do porquê de estar a viver tudo isto agora. E geralmente traz à memória toda a história da relação, especialmente esta intensidade que muito recentemente se abateu sobre ele. Aqui ele vai seguir um de dois caminhos:
    1. Confia e acredita que tudo isto é legítimo, e uma espécie de revelação sem causa procedente daquilo que sempre esteve adormecido no seu coração;
    2. Desconfia e vai querer aprofundar a legitimidade de tudo isso.

No momento de averiguação é importante que o Comendador pareça natural, e completamente descontraido, o Comendador não pode vir com altas declarações de amor, ou parecer demasiado ansioso. Deve permanecer como sempre foi. Geralmente esta etapa costuma correr bem.

Agora, o grande problema advém do momento de Tomada de Consciência, já vi amarrações fracassarem neste ponto, e algumas pessoas a contactaram-me para saber se tinham sido ou se estavam a ser victimas de algum tipo de Magia sobre elas.

Esta etapa é muito sensível e delicada, é aqui que o Alvo pode perceber que tudo isto é uma ilusão criada pelo Mau Espírito. Geralmente pessoas que crêem nas Entidades, aliado à sua resistência interna conseguem desmascarar toda a trama que sobre elas tem vindo a ser tecida. Se isso acontece pode ser o fim, mas não necessáriamente. Aqui é importante trabalhar com uma boa entidade em ordem a garantir uma certa mestria sobre o Alvo. Ao mesmo tempo um Comendador diligente e empenhado também consegue contribuir para o salvamento da situação.

Agora os leitores podem compreender tudo aquilo que havia explicado sobre a resistência dos Alvos. Esta é o período em que tudo pode ruir, quando tudo estava a ir bem.
Esta fase crítica pode até durar muito tempo como um mês ou dois, a coisa pode parecer que parou aqui, esta é uma fase muito delicada para o Alvo. Por causa disso, é que os leitores podem agora perceber aquilo que vos disse sobre a Resistência do Alvo no que diz respeito à Ascése e Mortificação, aqui os Alvos resistentes, não seguem o que sentem, e conseguem dizer Não aos seus apetites e desejos, porque podem ser atentos o suficiente para perceber que nem todos os nossos desejos e apetites vêm do Bom Espírito.
Mas também como referi nesse mesmo post a maior parte das pessoas, com o evoluir da nossa sociedade pós-contemporânea, estão cada vez menos resistentes, mas de vez em quando lá se vão descobrindo alguns casos.

3ª Momento: Momento da Consolidação

Geralmente os Alvos, acreditam e seguem em frente, quando este pico da montanha é ultrapassada, então os alicerces transformam-se em Solidifacações.

É nesta altura que entramos no 3º Momento o de Consolidação. Agora com os alicerces em ordem, com o Alvo inadvertidamente a ser amarrado na teia, e com a superação das suas desconfianças e temores é altura de começar a consolidar a relação, é nesta altura que mais fácilmente do que outrora o Alvo vai procura actualizar com empenho o desejo de uma relação mais forte, com um vínculo superior. 

Aqui o Comendador já pode começar a esticar-se junto do Alvo, aqui já pode dar tudo. É nesta altura a etapa perfeita para o Comendador abrir o seu coração junto do Alvo. Aqui o importante é permitir com que o Alvo tenha espaço para se empenhar na Actualização da Relação e possa viver um Sonho de Felicidade.

4º Momento: Momento da Amarração do Vínculo

Com a relação alicerçada, solidificada e consolidade, é a altura para o último golpe das Entidades, e o período final da Amarração, é quando os desejos de relação futura chegam ao máximo, e quando a relação e consequentemente o vínculo entre os dois é Actualizado no seu Máximo. E por assim dizer o vínculo está conseguido, e o Alvo encontra-se definitivamente Amarrado ao Comendador.

Para se chegar a este ponto, como os caros leitores tiveram oportunidade de ler, é preciso ultrapassar diferentes fases, lutas, altos e baixos.

O tempo necessário para aqui chegar depende de todas as variáveis que tenho vindo a explicar e a aprofundar, mas pode variar no mínimo dos mínimos 1 Mês e Meio; em média entre 3 a 5 Meses; o caso mais demorado que tive foi um 1 Ano e Meio.

Neste caso mais demorado, tive um Comendador espectacular, que apesar do Alvo ser resistente e a entidade ter sido fraca, soube escrupulosamente seguir as indicações e viu-se ele e eu recompensados quando ao final de tanto tempo conseguiu o pretendido. Quando menos se pensava que a coisa podia não estar a ir, ele sentia o encosto da Entidade nele, e formou uma boa equipa por assim dizer com a Entidade. Foi talvez de todos os casos o que me deixou mais feliz, mais até do que aqueles que são rápidos e onde tudo fica resolvido em pouco tempo.

Este post já vai longo, no próximo vou colocar bibliografia que penso ser útil, assim como responder a questões e aprofundar ainda alguns temas.

15.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 9: A 2ª Fase do Processo de Amarração - Magia do Amor)

Devido a imensas perguntas que me foram feitas sob os três momentos das 2ª Fase da Amarração, irei agora deter-me na última parte do último post.

Por isso, tendo em vista o conteúdo do último post, vamos considerar ainda a 2ª Fase.
Então fiz este diagrama com base num diagrama que apresentei no último post:

Para ver melhor este diagrama basta clicar nele para fazer zoom.
Então podemos observar que na 2ª Fase a entidade vai propor diferentes desejos ao Alvo no que diz respeito à sua relação com o Comendador.
Depois no último post eu expliquei que esta 2ª Fase estava sujeita a três momentos diferentes. Por isso, e para ser mais claro do que aquilo que havia explicado no último post fiz este Diagrama para explicar aquele processo:

Clique no Diagrama para ampliar o tamanho da Imagem.
Espero que tendo este diagrama por base seja mais fácil perceber a última parte do conteúdo do último post.

1º Momento: Momento da Negação

Então, no momento de Negação a Entidade vai lançar imensas propostas ao Alvo com o intuito de fazer crescer o desejo do vínculo de maior relação com o Comendador. A primeira reação do Alvo vai ser o de entrar num processo de negação, onde procurará resistir contrariando essas imagens. Do mesmo modo (e tendo por base a metáfora explicativa que empreguei no último post), que alguém que inicia um processo de emagrecimento e corta nas suas guloseimas favoritas, vai com algum sucesso e de forma simples afastar as tentações que lhe surgirão na mente de querer comer aquelas guloseimas.
O importante aqui, é que o Alvo tenha a ilusão de que tem a situação sob controlo. Por isso, é que o Comendador deverá evitar qualquer contacto com o Alvo, e até se a situação o exigir, ter uma atitude de desprezo para com o Alvo. É importante que no meio do Bombardeamento subtil de sugestões do Alvo por parte da Entidade, o Alvo tenha a ilusão de que controla os seus impulsos, até de que é mais forte ou mais valioso do que o Comendador, e que as suas batalhas inconscientemente travadas por variadas sugestões que lhe vêem à mente, não passam apenas de uma fase, mas de que está a ganhar batalhas e a guerra consigo próprio será facilmente ganha.
Se esta ilusão não for criada no Alvo, então será muito mais difícil ganhar a Guerra. Já tive casos em que Comendadores pareciam cachorros atrás do Alvo mesmo contra as minhas indicações, e isso não favorecia em nada o trabalho.

O passo seguinte das entidades é conseguir dobrar o Alvo. Existem duas formas pelas quais o Alvo pode ser Dobrado:
  1. O Alvo dobrado pela Força: este dobrar pela Força acontece quando as circunstâncias da Amarração são simples, em que o processo não encontra muitos obstáculos, nem na resistência do Alvo, nem na condição inicial da mesma. Estes casos são raros, mas quando acontecem são das amarrações mais simples e rápidas que existem. Mesmo assim o tempo mínimo para que se chegue à finalidade pretendida nunca há de ser menor do que um mês e meio.
  2. O Alvo dobrado pela Subtileza: geralmente é assim que o Alvo começa a ser dobrado. Depois de passar pelo momento da força, as entidades vão tentar dobrar e fazer vergar o Alvo com base na sedução aliada à ilusão de que o Alvo tem de estar a controlar a situação.
    Nesta altura as imagens e desejos que as entidades infundiam no Alvo, passam a surgir não como uma adversidade que tem de ser controlada e negada, como algo de mau ou de incómodo que deve ser rejeitado, mas como algo vão e temporário que até podem dar algum gozo ou prazer ao Alvo, mais ainda se ele pensar que tem total controlo. Então o Alvo vai passar a pensar que não só controla a situação que até então era incómodo, mas que tem tal controlo que pode tirar partido e ter algum prazer com isso.
    Logo a seguir a este último momento, as imagens passam a ganhar nova forma segundo uma aparência de Bem.
2º Momento: Momento da Presunção da Superação

Retomando o final do ponto (2.), as imagens vão passar a surgir no alvo como Aparência de Bem, e é nesse instante que nos encontramos no  2º Momento da 2ª Fase.

Como já tenho vindo a referir o grande obstáculo e dificuldade no processo de Amarração é a 2ª Fase, e especialmente o 2º Momento desta.
O motivo para tal acontece que como em muita coisa da vida que podemos experimentar na primeira pessoa, sonhar e desejar não é díficil. Como diz o ditado: «Sonhar não é proibido» ou «Sonhar não custa». 
Muitas das amarrações mal sucedidas, encontram aqui o seu grande obstáculo para o sucesso. Pois a mestria e o alcance das metas estabelecidas passa pelo Alvo não só desejar mas acreditar e se empenhar em realizar na sua vida aquilo que agora deseja.
Mas, para alcançar isso não só o Alvo vai ter de ser Dobrado, como vai ter de encarar os desejos numa nova perspectiva. Perspectiva essa que lhe vai parecer como um Bem para si e para a sua vida.
Contudo, não se pense que o Alvo não irá oferecer novas resistências. Mas agora as resistências evoluem para uma nova etapa. Nesta etapa ele vai pensar que esses desejos mesmo com aparência de Bem são coisas impossíveis e do passado pelo que deve desistir deles mesmo que estes se apresentem segundo uma aparência de bem.
E aqui nesta etapa é fundamental que os Alvos tenham a Presunção de que tudo aquilo que têm vindo a desejar e a sentir foi totalmente superado.
O Conceito chave é que o Alvo pense que a Guerra está Terminada e que foram Eles quem Triunfou.

3º Momento: Momento da Resignação

Após o término do 2º Momento, o Alvo vai pensar que a Guerra acabou e como tal não tem mais aquele incómodo sobre si. É nesta altura que as entidades vão começar a entristecer o Alvo. Por um lado, elas vão parecer ausentes (e como isto não quero dizer que os Alvos as sintam totalmente como uma presença, este estar ausente significa abrandamento dos desejos presentes nos últimos tempos), mas ao mesmo tempo as entidades apenas vão gerar: tristeza, solidão, mal-estar, ausência de algo. E esta ausência de algo no início o Alvo não irá perceber do que se trata (Por isso é tão importante que o Comendador não tenha contacto com o Alvo), devo salientar que estes sintomas também estão presentes quando o Alvo mantém uma relação com uma terceira pessoa.

Nesta etapa o Alvo vai ser suavemente conduzido pela Entidade em encontrar a explicação da sua tristeza e melancolia no facto de lhe faltar algo, sendo que esse algo que lhe falta foi exactamente aquilo que procurou resistir, a saber, todas aquelas imagens que encarou como negação e como um adversário a ser abatido, que depois mesmo que lhe surgissem como aparência de bem, no fundo era algo inviável que ele já havia superado.

É precisamente neste ponto que o Alvo procura pela primeira vez de forma activa a companhia ou a presença do Comendador. E isto pode surgir apenas como SMS ou E-mail, até a uma proposta concreta de um encontro, ou até como um mero Olá.

Contudo, muitas vezes este primeiro contacto dá-se de forma indirecta, ou seja, o Alvo procura só saber algo sobre o Comendador, pois é importante dentro do possível que o Alvo considere o Comendador como alguém distante ( Por isso é tão importante que o Comendador evite o Alvo), esse algo pode surgir de forma indirecta, a saber, através de visitar a página de facebook (realidade de hoje), ou perguntar a uma pessoa em comum saber como está o Comendador, ou o que faz, ou como se encontra, ou até mandar recados indirectos ao mesmo.

Mas quando se chega a este ponto e existe a proposta de uma contacto mais pessoal entre Alvo e Comendador, e é aqui que o Comendador deve dizer sim, ir ao encontro do Alvo. Contudo, o Comendador não deve dar tudo ao Alvo (se é que me estou a perceber), não só o Comendador deverá derreter o seu coração no Alvo, nem parecer fraco, mas confiante e não fazer como alguns Comendadores que dão logo tudo. Isto porque é nesta etapa que os Alvos vão descarregar toda a tensão que sem darem conta foram acumulando desde que se deu início ao processo de Amarração.

Geralmente para mim é quando se dá este encontro que se inicia a 3ª Fase da Amarração.
Que no próximo post irei detalhar.

14.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 8: As duas primeiras fases do processo de Amarração - Magia do Amor)

Tendo novamente em mente o conteúdo dos posts anterior vou desenvolver o conteúdo deste último post.

Como o último post ia longo introduzi uma abstracção a saber um valor quantificável para o vincúlo da relação entre duas pessoas. Agora irei desenvolver esse tema apenas como fim explicativo. Recordo e saliento que estes valores são abstracções com o mero fim de serem metáforas explicativas que ajudem à compreensão do trabalho das Entidades no que diz respeito à Magia, e não representações factuais sobre os relacionamentos intersubjectivos.

No último post referi estes valores como recíprocos, contudo agora podemos avançar na sua compreensão excluindo a reciprocidade. E, tendo em mente a última parte do último post, podemos agora compreender que as relações geralmente não reciprocas. Por exemplo, todos nós já experimentámos ter amigos que incentivavam mais a relação do que nós, ou então também experimentámos desejar fazer uma relação de amizade crescer mais do que o nosso amigo realmente queria. O mundo das relações está cheio de faltas de reciprocidade, mas ao mesmo tempo as relações evoluem porque uma das partes está disposta a investir na relação, e esse investimento tem sucesso e no final efectivamente a relação reforçou-se com um vínculo mais forte. Então vamos agora distinguir novamente três variáveis, e para melhor perceber isso fiz este Diagrama simples:
  1. Vínculo Desejado = Ao vínculo relacional que nós desejamos numa relação com determinada pessoa, tanto pode ser apenas de reforçar uma amizade tornando-a mais forte como pode ser a nível amoroso procurando crescer uma relação de amizade até amorosa, ou ainda pode ser a nível sexual.
  2. Vínculo Actual = Ao vínculo actual e presente que cada indíviduo atribui na sua vida à outra pessoa.
  3. Vínculo Efectivo e Real da Relação = Ao vínculo que efectivamente existe entre duas pessoas. Devo salientar que apesar daquilo que se refere em (1.) e (2.) este vínculo Efectivo é o resultado da soma dos Vínculos Actuais entre duas pessoas. Como tal, o vínculo actual entre duas pessoas na maior parte das vezes é desigual, isto é, as relações entre duas pessoas sejam familiares, amorosas ou de amizade não são puramente simétricas, como tal eu nas minhas classificações pessoais com objectivo explicativo cálculo o Vínculo Efectivo como a Média Simples entre os Vínculos Actuais.

Se observamor no nosso quotidiano, o vínculo desejado reflecte aquilo que desejamos na evolução de uma qualquer evolução. Então, o nosso desejo é o de tornar o vínculo desejado em real vínculo actual. Apesar de geralmente ser uma das partes que coloca o investimento em prática, numa série de acções que pode efectivamente fazer uma relação crescer, até porque como todos nós sabemos as nossas actuais relações de amizade não cairam do céu, fomos nós que as fizemos crescer e outras vezes fomos nós que respondemos ao apelo do outro para a amizade crescer.

Da mesma maneira, podemos agora compreender que muitas pessoas recorrem à Amarração com o fim de por meios Extra-Naturais darem o impulso necessário para uma relação crescer da forma que pretendem e com a finalidade última que pretendem.

Agora, os leitores ao ler isto devem estar a questionar-se do porquê de agora colocar esta explicação. Então, coloquei esta explicação em ordem a dar a conhecer como as Entidades vão trabalhar neste processo e a forma segundo a qual aquilo que efectivamente fazem, e no fundo, aquilo que é uma Amarração ou Magia do Amor, é nada mais do que levar o Alvo não só a desejar o mesmo para vínculo da relação com o Comendador, bem como a tornar actual da parte do Alvo aquilo que tanto o Comendador deseja bem como aquilo que a Entidade ajuda a Desejar. Como tal este processo que tenho vindo a explicar, nada mais é do que a raiz da acção das entidades em nós. Com isto presente em cada um dos leitores podemos agora avançar no processo.

Uma vez  com isto explicado podemos agora perceber quatro detalhes no processo de amarração que a podem inviabilizar:

  1. Quando as pessoas não se conhecem não pode haver amarração. Isto é, quando o alvo tem relação 0 em todos os parametros com o comendador a Entidade não tem matéria para operar. Por isso é que não é possível realizar amarrações entre pessoas que não têm conhecimento pessoal uma da outra. Consequentemente, não é possível estabelecer uma amarração entre um Comendador que nunca conheceu a Alicia Keys ou o Brad Pitt. Isto porque o vínculo é 0. Logo, não existem amarrações quando o Alvo tem 0 em todos os parametros com o comendador.
  2. O Mago deve tomar um conhecimento minímo da ligação que existe entre Comendador e Alvo. Como é óbvio é mais fácil operar uma amarração entre um Comendador e um Alvo quanto maior for o número de Relação Actual. Isto é, imaginemos dois casos um em que o Alvo tem uma relação actual de 40 e outro tem 5. É mais fácil e menos trabalhosa uma amarração em que a Entidade tem de gerar uma relação entre o Alvo e o Comendador de 90, em que no primeiro caso tem de subir 50 pontos e no segundo 85.
  3. Que existem limites nos valores baixos de relação. Atrevo-me até a dizer valores negativo, sendo que esses representam sentimentos de Ódio, Desprezo ou Vingança. Existem relações que chegam a situações delicadas e por vezes bastante graves. Geralmente Amarrações entre pessoas que têm na sua relação um passado de violência tanto seja verbal como física são praticamente inviáveis. Quero com isto dizer que é extremamente díficil senão impossível às vezes conseguir uma Amarração bem sucedida entre Comendador e Alvo, quando na história da relação entre Comendador e Alvo existe um Ódio e um Ressentimento do Alvo para com o Comendador. Um dos exemplos mais gritantes deste caso, acontece quando até não poucas vezes um Marido que se divorciou ou está separado da Mulher pede uma Amarração com o fim último de unir o casal quando ele no passado maltratou a sua Esposa. Neste tipo de casos eu recuso realizar o trabalho porque ele dificilmente irá resultar. Além do mais uma amarração que tenha sido bem sucedida pode fracassar a meio por causa de violência entre as duas pessoas mas mais à frente irei me deter na explicação deste evento.
  4. Relacionado com (3.), sobre limites nos valores baixos de relação, existe um outro caso que não se prende com violência mas com infidelidade. Como sabemos existem pessoas mais sensíveis, que sofrem mais com um evento de infidelidade entre um dos membros da relação. Ou seja, existem pessoas que conseguem ultrapassar uma história de infidelidade por parte de um dos membros melhor que outra. Geralmente pessoas que sofreram e no presente sofrem com um episódio de infidelidade tanto seja sexual como não, apresentam muito mais resistência a uma amarração. Por isso, é que é practicamente impossível unir duas pessoas através de uma Amarração quando na história desta o Comendador foi infiel ao Alvo, tendo o Alvo sofrido muito por causa desse episódio.

Uma vez com estes quatro pontos em mente vamos dar continuidade à nossa explicação.
Então, tendo em mente o post anterior no que diz respeito ao Pós-Conjuração vamos agora dividir o processo de Amarração em quatro fases:

1. FASE - Reconhecimento

Recapitulando, o que já havia dito, na Primeira Fase pós-trabalho de Conjuração, a Entidade vai procurar aferir as Resistências tanto do Comendador como do Alvo. É nesta primeira fase que dura entre uma semana a um mês variando proporcionalmente na resistência dada pelos intervenientes, que a Entidade vai procurar reconhecer quem são estas Pessoas, nela vai procurar os seguintes factores:

  1. Resistências Externas;
  2. Resistências Internas;
  3. Conhecer o Temperamento e Personalidade da Pessoa em questão;
  4. Conhecer a História (tanto coisas boas como traumas) da Pessoa em questão;
  5. Conhecer a História da Relação entre as duas Pessoas;
  6. Conhecer os pontos Fracos e Fortes entre as duas pessoas, onde melhor actuar com vista a alcançar os objectivos.

2. FASE -  Tentação e a Primeira Interacção.

Nesta fase, que se segue à primeira, a Entidade vai começar a tentar o Alvo. Contudo, ao contrário daquilo que vulgarmente se pensa, e daquilo que mencionei num post anterior como o Mito Sexual da Amarração, isto na maioria das vezes não se processa como o Alvo a ter desejos loucos e insaciáveis de sexo para a direita e para a esquerda com o Comendador (convém atender ao tipo de amarração). 
Observemos, e o leitor já teve certamente experiência de se ter apaixonado e sentido forte atracção por uma outra pessoa. Nesse ponto repara que a sua história de atracção pela outra variou consoante cada caso. Ou seja, apesar de existirem semelhanças na nossa história Amorosa/Afectiva, cada pessoa nos foi cativando de modos diferentes, muitas vezes pela idade diferente e pela experiência de vida, o amor foi crescendo nos nossos corações de forma diferente, tendo cada pessoa independentemente de com quem actualmente tem uma relação, memórias inesquéciveis do início de relações amorosas anteriores. Onde cada uma dessas memórias nos marcou de formas diferentes, desde «aquele passeio pela praia», ou aquela «viagem de sonho», ou aquele beijo, ou aquela conversa, ou aquele olhar, ou aquele carinho, etc... 
Existe sempre alguma coisa no outro que cativa a nossa atenção, faz despertar o nosso coração e nos move na sua direção. Agora, essa coisa no caso das amarrações é um ponto fraco do Alvo, especialmente quando no passado o Comendador e o Alvo viveram alguma relação intíma ou intensa, ou em que determinada altura se encontraram apaixonados (exceptuando aqueles casos especiais que em cima referi como de agressão, etc.). Nos casos em que Comendador e Alvo nunca foram mais do que amigos, as Entidades procuram mesmo numa relação amena salientar no Alvo ou reenquadrar no Alvo algo de forma a parecer mais especial do que aquilo que realmente foi, de forma a canalizar esses afectos no estabelecimento de um vínculo e desejo de um vínculo mais forte com o comendador.

Contudo, nesta 2ª Fase e ao contrário daquilo que se pensa, a Entidade não está só a actuar no Alvo mas também no Comendador. Tanto é que apesar de alertar os Comendadores muitas vezes eles mal se apercebem de uma enorme ansiedade que os começa a preencher, e isto vai os acompanhar até ao final do trabalho. Os comendadores vão experimentar imensos sonhos com o Alvo, e mais do que anteriormente havia acontecido até realizarem o trabalho de Amarração. Vão muitas vezes ser tentados em procurar o Alvo, é uma ânsia pelos primeiros resultados. Mas essa ânsia pode comprometer o resultado final. E aqui, muitas vezes triunfa o Comendador que sabe manter o seu Sangue Frio e seguir todos os passos de forma directa sem atalhos que como se diz: «Quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos».

Nesta fase o Alvo está a passar por um processo bastante similar ao do Comendador, mas existe uma diferença substancial entre os dois, é que enquanto o Comendador diguemos tem um Vínculo 60 e deseja um Vínculo de 95 com o Alvo; o Alvo não tem os mesmos valores pelo que tem um Vínculo de 20 e deseja um Vínculo de 20 com o Comendador. Por causa desta disparidade se observa diferenças entre os sintomas da 2ª Fase em ambos os intervenientes. Isto, porque no Alvo as entidades estão a dar início ao processo de tentação afectiva e relacional; enquanto no Comendador esse trabalho não dispensa muita atenção sendo como um carro que acelera mais facilmente numa descida do que numa subida. Para melhor explicar a tradução da evolução do vínculo na Relação por parte do Alvo durante a 2ªFase da Amarração fiz este gráfico:




Contudo, é importante salientar que o grande ponto de viragem no vínculo entre Alvo e Comendador prende-se no ponto em que o Alvo se deve esforçar por colocar em práctica, ou seja, em actualizar aquilo que a Entidade lhe está a propor como relação desejada. Isto é, o ponto delicado que marca a viragem e o sucesso da Amarração prende-se com a Habilidade da Entidade, e a Superação das Resistências do Alvo em que o Alvo se empenhe mesmo que inadvertidamente para colocar aquilo que começa a desejar para a Relação como Relação Actual. Isto porque aquilo que se verifica é uma tendência superior do Alvo no que diz respeito ao Desejo de Vínculo que não é acompanhada ao mesmo nível na Relação Actual.

Para melhor explicar esta fase do processo vou recorrer a uma metáfora explicativa que me parece ser a mais indicada. Contudo, antes de passar a essa metáfora convém explicar que esta 2ª Fase da Amarração obedece a 3 Momentos Distintos:
  1. Momento da Negação;
  2. Momento da Presunção de Superação;
  3. Momento da Resignação.
Tendo isto por base a metáfora a que vou recorrer é a de alguém que inicialmente, e independentemente do motivo, sente-se motivado para empreender uma dieta radical. 
Então, o primeiro momento da 2ª fase da amarração é o chamado momento da negação. Quando as entidades começam a conhecer a pessoa, elas entram devagarinho, e a primeira reacção do alvo vai ser o de negação à proposta das Entidades. A pessoa vai começar a rejeitar aquilo que está a sentir. Imagine-se que é algo como uma pessoa que começa determinadamente uma dieta. Ela vai dizer não a todo o tipo de alimentos que gosta e lhe fazem mal, nessa primeira fase em que a pessoa está motivada vão surgir imensas tentações com comida deliciosa que no entanto é prejudicial àquilo que pretende, a saber, emagrecer. Nessa fase a pessoa vai reagir intensamente, afastar-se até dos restaurantes onde ia, ou da zona do hipermercado onde estão as suas guloseimas favoritas. A pessoa vai dizer eu sou Forte eu sou Capaz e como tal vai está motivada em conseguir e dizer para si mesma que é mais forte do que tudo aquilo que lhe surja como tentação. 
Curisosamente, ao mesmo tempo as tentações não vão diminuir mas antes aumentar, até a um ponto em que a pessoa vai cair, basta enganar-se a si própria ou cair na esparrela das Entidades, em que vai dizer a si própria: «bom se eu comer isto de tempos a tempos, nem que seja uma só vez, até que não me irá fazer mal ou prejudicar os meus intentos», e assim cai, começa por comer aquilo que ao princípio negava por uma primeira vez e mal dê por ela vai comer ainda mais do que anteriormente, e irá estar tão ou mais «viciada» naquelas guloseimas como outrora esteve antes de decidir enveredar pela dieta. A pessoa vai libertar toda a sua tensão, que se foi acumulando na fase de negação, por se ver privada daquilo que tanto gosta ( e sente-se tentada a ir) que depois quando cai, cai de uma assentada (Isto já é 3ª Fase).
Agora, o truque está em deixar a pessoa privada nos primeiros tempos da sua guloseima, ou seja deixar a pessoa privada daquilo com que vai ser tentada a desejar, neste caso o próprio Comendador. Ou seja, neste momento o Comendador deve afastar-se do Alvo, e se não puder devido às suas circunstâncias, deve ignorâ-lo. Tanto no contacto social diário, como em meios de comunicação como o Facebook, E-mails, Sms entre outros. Contudo, o problema é que muitos Comendadores caiem também eles na esparrela (e mais à frente vou desenvolver este tema segundo a perspectiva do comendador). O Comendador deverá ser forte e resiliente, ao ponto de mesmo contra sua vontade inicial, evitar o contacto com o Alvo, pois tal como disse no post inicial para o sucesso de uma Amarração é importante que todos façam a sua parte.
Por isso é importante permitir que o Alvo consiga dizer a ele próprio que é forte e que consegue ignorar e dominar as tentações que ao início vai procurar negar, é bom que o Alvo acumule a tensão, que com isso a Entidade faz a sua parte de forma mais fácil. Sendo que é geralmente entre o primeiro e o segundo mês depois do trabalho de conjuração que o Comendador vai começar a sentir uma diferença significativa da parte do Alvo.
Geralmente esta diferença costuma surgir com uma proposta por parte do Alvo em estabelecer um contacto inofensivo com o Comendador, como por exemplo um pedido para tomar café (isto é meramente exemplificativo). 
Aquilo que recomendo aos Comendadores é que não dêem logo tudo (como infelizmente costuma acontecer mesmo com um aviso em contrário), deixem pensar que o Alvo apenas provou de forma controlada a tentação que tem vindo a negar (neste caso esteve com o Comendador, tomou um café e teve na sua companhia, nada mais), e que ele (Alvo) é mais forte e que está a dominar a situação e as tentações que lhe estão a surgir.
Por conseguinte, e como afirmei anteriormente, as Entidades não são Milagreiras, a materialização do trabalho depende do auxílio do Comendador que facilite o mesmo, por isso tal como o Mago o Comendador tem uma quota parte do modo como se deverá comportar, e agora vocês melhor percebem o porquê de eu atacar aquilo a que chamei do Mito do Sofá.

Este post já vai longo no próximo irei continuar a abordar as diferentes fases da Amarração.