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22.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 16: Post conclusivo, alertas, recomendações Amarração - Magia do Amor)

Chegámos ao fim da série de posts sobre amarrações. Apesar disso muito ficou por escrever e por dizer. Nos livros que estou a escrever e que infelizmente estão mais atrasados do que aquilo que desejava, a parte que diz respeito às amarrações é somente técnica, pois os fundamentos da magia estão descritos anteriormente. Se observarem nesta série de posts no meio da parte técnica tive de colocar fundamentos teóricos, pois sem os fundamentos teóricos os aspectos técnicos podem ser impercéptiveis e aspectos importantes a ser compreendidos podem passar despercebidos.

Todo o conteúdo destes posts será colocado por ordem ascendente numa página que criei neste menu aqui de cima com o título: Amarrações. Foi uma excelente recomendação de um leitor para que seja mais fácil a consulta sequencial de toda a informação que aqui coloquei, desde já o meu agradecimento por esta sugestão.

Espero que esta série tenha ajudado os leitores a melhor perceberem a Magia dos Relacionamentos, nomeadamente a Magia das Amarrações. Ao longo desta série de posts fui desmistificando uma série de mitos relacionadas com as amarraçõs que povoam o senso-comum desinformado das pessoas.

As Amarrações e Magia do Amor funcionam na realidade. Contudo, tenho encontrado muitas pessoas que comigo vêm ter já totalmente descrentes nas possibilidades da Magia, nomeadamente no que diz respeito às Amarrações.Creio que esta descrença surge de dois factores:
  1. Dentro do ramo das ditas «ciências ocultas» e dentro destas o sub-ramo da Prática Mágica, existem muitos burlões, existem muitas pessoas que não sendo burlões não têm formação e conhecimento suficiente para praticarem rituais de forma correcta, e em verdade, só conheço em Portugal cerca de três dúzias de pessoas que realmente praticam Magia.
  2. O facto de uma Amarração bem sucedida não ser alvo de publicidade, mas antes exigir silêncio e descrição. Sendo a única publicidade existente aquela que resulta dos fracassos e não dos sucessos. Quando a Amarração alcançar o seu fim, as pessoas devem guardar silêncio até dos Alvos do trabalho feito, e depois por uma questão de estigma social ninguém anda por ai a dizer que mantém um casamento ou um namoro porque fez uma Amarração. O silêncio é ao mesmo tempo fundamental para a Amarração, mas prejudicial para a forma como as pessoas vêm as Amarrações. Por outro lado, considero que aqueles testemunhos que se podem observar em certos sites são fraudulentos. Quem se Amarra com sucesso deve guardar silêncio sobre o que fez, até do facto de procurar o serviço deve guardar silêncio, e quando obtiver aquilo que deseja deve permanecer em silêncio.
    As pessoas nem imaginam a quantidade de relações felizes que por ai vemos que são fruto de Amarrações e de Magia.

Relacionado com o ponto (1.), e com a descrença das pessoas face a este tipo de Magia, resulta das imensas ofertas de Amarrações e do facto delas serem fraudulentas. Como expliquei ao longo deste posts existem algumas formas das pessoas perceberem se estão a ser enganadas. Vou repetir aqui algo que já expliquei:

  1. É o mito de que a Magia e consequentemente as Amarrações são como Fast Food. Magia não é Fast Food. Ou seja, quando realizada não existem resultados imediatos e instantâneos, Magia e por conseguinte a Amarração demora tempo a operar até se alcançar o objectivo pretendido. Infelizmente as pessoas não têm paciencia e querem resultados em tempos absurdos como 2 Dias ou 15 Dias. Por isso é que tantas são enganadas por anúncios que prometem trazer o seu amor de volta em tão curto espaço de tempo. Como se costuma dizer: «A pressa é inimiga da perfeição».
  2. É o mito de que a Magia é Milagreira. A realização da Magia não é a realização de Milagres. A Magia tem limites e fronteiras. Este mito está intrinsecamente relacionado com o anterior. Nomeadamente, no que diz respeito às Amarrações ou Magia do Amor há certas coisas que são impossíveis de se alcançar. Por conseguinte, as Amarrações têm também elementos necessários para se obter sucesso, um deles é o Comendador e o Alvo conhecerem-se pessoalmente. Existem muitas pessoas que são enganadas porque lhes prometem em 5 dias obter uma amarração com «celebridades» da TV que nunca as viram na vida. Uma amarração não funciona sem ter havido contacto entre Alvo e Comendador, por conseguinte não é possível que uma pessoa que nunca tenha conhecido minimamente o George Clooney possa obter aquilo que pretende com uma Amarração.


Agora se juntarmos a estes dois mitos aquilo que as pessoas querem e pensam que é e não é então podemos melhor compreender porque é que existem tantos casos defraudados nas Amarrações. E isto deve-se a três factores que as pessoas desejam e projectam na Amarração e que ficam decepcionadas quando lhes digo que a coisa não é bem assim, as amarrações fraudulentas costumam apresentar estes factores:
  1. Quanto mais rápido melhor, então se for em uma semana ainda melhor;
  2. Quanto menos trabalhoso melhor, então se a pessoa não tiver de fazer rigorosamente nada e esperar que tudo lhe caia de bandeja ainda melhor;
  3. Quanto mais milagroso melhor.
São estes os três factores responsáveis por haverem tantas Amarrações defraudadas. Regra geral as pessoas querem Amarrações em tempo Record, sem lhes dar trabalho, e sem ouvirem falar em obstáculos ou dificuldades ao processo.
Tive uma vez uma senhora que recomendada por outra pessoa veio ter comigo. Ela desejava uma Amarração mas exigia que acontecesse em 1 Semana, com uma série de condições sobre o Alvo. Eu disse à senhora que isso era impossível. Ela ficou chateada pelo meu «não» e disse-me que havia outras pessoas que entre 2 a 7 dias traziam de volta o Amarrado. Eu disse duas coisas à senhora: a primeira é que iria certamente ser enganada, e a segunda que dentro em breve nos iriamos ver.
Acontece que essa senhora foi procurar os serviços de 4 pessoas diferentes que prometiam os resultados milagrosos, todos falsos, depois veio ter comigo e vive hoje com o marido. 

Por último devo salientar para quem desejar alguns livros que podem ser uma mais valia na compreensão das Entidades e como elas agem em nós.

Quando comecei a ser um formando do meu Mestre uma das coisas que ele me obrigou a ler foi os grandes livros clássicos do Misticismo. Estes livros escritos pelos grandes mestres da mística, e não confudamos mística com vidências ou energias, eram o resultado de uma série de grandes pessoas ao longo da história de diferentes confissões religiosas e outros nem religiosos eram, que tinham uma grande sensibilidade para as moções e as experiências espirituais. Estes mestres escrevem como é óbvio no contexto de que fazem parte. Mestre Eckhardt escreve no seu contexto Católico e Jalāl Balkhī escreve no seu contexto islâmico. Mas o meu mestre era unânime, estas pessoas notáveis ao longo da história foram aquelas que conseguiram compreender como nós somos estimulados pelas Entidades, e subsequentemente aprendermos como elas agem em nós. Isso percebe-se quando nós lemos estes grandes mestres. 

Recordo-me que no final da tarefa, na altura enfadonha de ler aqueles místicos quando pensava que o meu Mestre me iria por a ler todos os Grimoiriuns, eu percebi o porquê do meu Mestre me ter exigido aquilo. E hoje, agradeço cada vez mais as opções que o meu Mestre tomou para a minha formação e estou-lhe muito grato.

Para os Comendadores costumo em certos casos recomendar um livro, que apesar de ser um livro sério mascarado de ficção é um excelente resumo da acção das entidades em nós, e para quem já leu os clássicos vai perceber que a estrutura de fundo do livro é similar à história da Mística.
Esse livro tem de títulos em língua portuguesa os seguintes: «Vorazmente teu», «Cartas do Inferno», «Cartas de um Diabo ao seu Aprendiz». Contudo, o título original do livro que aqui deixo à vossa disposição é «The Screwtape Letters».
O autor é o C.S. Lewis, o mesmo dos livros e agora filmes das Crónicas de Narnia pelo qual ele é mais famoso. Contudo, apesar disso ele era um Cristão acérrimo, professor universitário, apologista cristão que neste livrinho que vos recomendo poe em contexto contemporâneo a história e a forma como as Entidades trabalham em nós. Devo desde já avisar que este livro é uma ficção, as «Entidades» não têm sobrinhos ou tios e não andam em escolas para aprender a chatear os «humanos», mas aquilo que desejo que tenham em conta é a forma subtil como as entidades nos movem através de tentações, desejos e moções da nossa mente. É claro que só recomendo este livro a quem queira começar por algum lado. Mas aviso desde já que este livro é ficção, mas é uma boa metáfora explicativa.
Para quem quiser ler este livro que recomendo basta carregar neste link: LEWIS, C. - The Screwtape Letters. Nova Iorque: Harper Collins, 1941.

Qualquer dúvida, pergunta ou esclarecimento não hesite em contactar.

20.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 14: Respostas e Esclarecimentos das Dúvidas dos Leitores Amarração - Magia do Amor)

Neste post vou procurar responder às principais questões que me foram feitas sobre os posts aqui colocados. Infelizmente devido à escassez de tempo não tenho podido responder a todos os e-mails que me são enviados com questões sobre esclarecimentos sobre um ou outro ponto. Como tal, decidi agrupar as questões mais colocadas e aproveitar agora para as responder. Agradeço desde já a todos os leitores pelos imensos feedbacks e perguntas que tenho recebido, e que por motivos de tempo, não tenho podido responder pessoalmente.

ATENÇÃO: Este post também vai acarretar os seus riscos, visto algumas das coisas que aqui vou mencionar poderem ir contra algumas das crenças pessoais dos leitores. Aviso desde já que não quero faltar ao respeito a alguém, sendo que neste espaço procura-se respeitas todas as crenças.


Breve Prelúdio


O principal propósito deste Blogue é ser um espaço de divulgação e informação.
Infelizmente, tal como disse no início desta série de posts, existe uma grande desinformação. A própria internet que é uma ferramenta tão boa, acaba às vezes inadvertidamente por ser uma fonte não de informação mas de desinformação. Passo a explicar.

A História do nosso Conhecimento, é uma história percorrida por diferentes culturas ao longo dos tempos. As culturas nos seus múltiplos contactos, umas com as outras, trouxeram influências benéficas e prejudiciais. Regra geral, esta história do contacto multicultural trouxe mais benefícios do que prejuízos.

Se observarmos, em muitas áreas do Saber a troca de ideias provenientes de outras culturas trouxe avanços. Por exemplo, na área da Matemática desde a partilha dos algarismos, até à introdução do conceito de Zero (0), passando pelos primórdios da Álgebra, encontramos uma partilha de saberes oriundos de diferentes culturas que beneficiaram o nosso Saber Matemático.

Mais contemporaneamente, a área da Gastronomia beneficiou dos múltiplos costumes e combinações provenientes de diferentes culturas, hoje encontramos receitas e pratos com influências asiáticas ou africanas que ajudam a enriquecer a nossa própria gastronomia.

Contudo, nem sempre é assim, e por vezes é importante saber distinguir aquilo que enriquece pela mistura, daquilo que pode ser prejudicial e originar uma verdadeira salada.

Por exemplo, a presença excessiva com a respectiva imposição de uma determinada cultura com seus costumes sobre outra pode ser prejudicial quando esta última abraça de forma cega todas as suas práticas e inadvertidamente abafa as suas próprias origens culturais. Basta para isso ver como no início dos Descobrimentos os missionários católicos conseguiram subverter determinadas culturas ao seu modelos Europeu, separando algumas delas das suas próprias raizes e tradições. O processo começava na cristianização terminando numa aculturação.

Certas vezes quando o multiculturalismo é em demasia, pode-se dar uma tal assimilação ou combinação que pode descaracterizar diferentes culturas ao mesmo tempo. Por vezes, este processo pode ser positivo, outras vezes pode ser negativo.

Agora, já podemos chegar àquilo que pretendo transmitir no início deste post.
As ditas «Ciências Ocultas» em parte foram victimas deste processo de multiculturalismo de crenças, porque sofreram uma tal junção de combinações diferentes, que considero eu, as afastaram mais de um aprofundamento do conhecimento do que as aproximaram, focando principalmente a informação junto do grande público. Eu sei que esta minha declaração pode ser entendida de forma polémica, mas a enuncio apenas para exemplificar um fenómeno que o considero mais prejudicial do que benéfico nas «ciências ocultas».

Para exemplificar isto que estou a dizer e antes de aplicá-lo fiz este diagrama com o intuito de mostrar que de três distintas culturas: X, Y e Z; deram resultado num exemplo de multiculturalismo excessivo à cultura #.
Diagrama que exemplifica a origem da Cultura # como a soma indiscriminada de Crenças da Cultura X, Y e Z. Para perceber melhor este diagrama recomendo que clique na imagem para ampliar.



Com este diagrama pode-se perceber que o sistema de crenças da Cultura # pode ser descrito como
Cultura # = Crença A e F da Cultura X + Crença G e L da Cultura Y + Crença Q e R da Cultura Z

Agora no que é que isto diz respeito às «Ciências Ocultas» e mais precisamente às Amarrações? Bom isto é o Prelúdio que vos queria explicar, para que tenham em mente à maioria das questões que me foram feitas, pois elas em certo sentido brotam daqui. Isto resulta de forma ampla do facto das «Ciências Ocultas» serem um aglomerado de diferentes crenças, provenientes de diversas fontes, fundidas sem um critério que pretenda validar e demarcar as crenças legítimas das ilegítimas, ou seja, sem um critério que pretenda separar o trigo do joio, demarcando aquelas que efectivamente enriquem o património do Saber daquelas que não enriquecem, e que para além de redundantes são prejudiciais ao todo. E vamos agora perceber isso com respeito à maior parte das questões colocadas pelos leitores.

Algumas das perguntas dos leitores podem categorizar-se em três temas de fundo:
  1. Vidas Passadas e Reencarnação:
    1.  "Com uma relação a 0 neste mundo é possível uma amarração com alguém que tenhamos tido uma relação numa vida passada?"
    2. "De que forma uma amarração pode prejudicar a minha reencarnação?"
    3. "Existe a possibilidade de garantir uma amarração que perdure para uma futura reencarnação?"
  2. Energias e Espírito:
    1.  "Podia explicar o processo da fusão de energias do comendador e alvo no plano espiritual?"
    2. "E quando comendador e alvo não estão no mesmo plano espiritual é possivel unir as suas energias?"
    3. "É preciso que o comendador tenha tido relações sexuais com o alvo? Ouvi dizer que a energia sexual é eterna e que assim ajuda à união de energias eternas"
    4. "Preciso de renovar a minha amarração quando as energias cósmicas mudarem?"
  3. Médiuns, Poderes e Visões
    1. "Posso saber a resistência do alvo com recurso a um médium?"
    2. "Consegue-se saber o processo de amarração através de uma vidente?"
    3. "Pensei fazer uma amarração mas uma senhora disse-me que a pessoa que eu queria estava a ser protegida pelo falecido pai"
    4. "Um médium disse-me que é impossível a minha união porque tenho um encosto"

Decidi colocar aqui algumas das questões que inadvertidamente foram as mais colocadas, e que no fim de contas são aquelas que mais inquietam os leitores. A todos desde já agradeço as vossas questões.

Este tema é delicado, e agora poderão melhor o porquê de ter iniciado este post com aquele prelúdio.

Muitas destas questões têm raizes em crenças. Cada leitor e cada pessoa tem dentro de si o seu sistema de crenças. Muitas das «crenças» erróneas sobre as «ciências ocultas», resultam do facto de os leitores receberem desinformação. Esta desinformação brota principalmente do início da globalização, quando certos «autores do oculto» em vez de estudarem divulgaram de forma sensacionalista livros e coleções de ensaios com misturas de tudo e mais alguma coisa.

Não é díficil nenhum leitor se dirigir a uma livraria e encontrar nas estantes do «esoterismo» ou «ciências ocultas», montes de livros que tratam imensos temas de maneiras diferentes, muitas das vezes contraditórias entre si e que alegam ser a panaceia de todo o conhecimento «sobrenatural». Nós encontramos reencarnações, forças cósmicas, energias místicas, consciências quânticas, teorias da conspiração planetária, vidências, sonhos e calamidades, energias sexuais, etc....

Muitos destes temas e a maneira que são explorados resultam de um movimento apedidado de «New Age» ou «Nova Era» que resultam de uma mistura pela mistura de crenças sem critérios que procura pegar em temas de diferentes tradições, retirando-as do contexto que lhes conferia inteligibilidade, inserindo num novo contexto e procurando conferir-lhes inteligibilidade não pela sua ligação a uma narrativa cultural mas pela junção de outras crenças que perderam o contexto que lhes conferia inteligibilidade. Desse modo umas crenças suportam as outras, a imagem explicativa que me vem sempre à mente é o de uma Árvore sem raizes apenas feita da soma de ramos cortados a outras árvores. Para melhor exemplificar isso procurei uma imagem que mostrasse a ideia que vos quero transmitir:
Imagem Explicativa do movimento «New Age»


Infelizmente, o movimento «New Age» vingou e conseguiu infiltrar-se de forma bem sucedida nas «ciências ocultas» tanto que a maior parte dos livros que se encontram naquela estante de livros que vos expliquei é ele de uma maneira directa ou indirecta descendente da «New Age». Como tal, outra coisa que caracteriza a «New Age» para além do desenraimento são as constantes auto-contradições e incoêrencias das suas crenças.

Expliquei isto, porque nota-se nas questões feitas pelos leitores o enquadramento «New Age», não quero de alguma forma atacar os leitores, mas apenas evidenciar isto que pelas conversas que tenho tido não se apercebem da influência «New Age» das suas crenças.

Tendo isto por mente posso agora passar às questões.

Sinceramente, e sei que é a crença partilhada por muita gente, não creio e os grandes clássicos da Magia não crêem em Vidas Passadas e Reencarnações. Como tal às perguntas (1.1); (1.2); (1.3) a resposta é não.

Ao contrário do que vem escrito na maioria dos livros «New Age» a reencarnação não nasce apenas no Oriente com o Budismo e afins. Podemos ir para mais perto e observar que os Gregos já possuiam essas crenças, até o livro «O Fedro» do Platão que aqui já recomendei, quando chegam a meio do livro podem lá encontrar descrita a narração de como supostamente uma alma poderia ascender ao céu encontra outra a puxaria para a Terra para assim sucessivamente Reencarnar. A crença da Reencarnação não é algo puramente oriental. Curiosamente essas crenças nasceram do facto dos nossos antepassados não terem um pensamento temporal linear.
Passo a explicar, só recentemente é que na história da humanidade o tempo foi concebido enquanto linear ou seja similar a uma recta que parte imaginemos do 0 e caminha em linha recta em direcção a (+oo) sem tocar no ponto de origem. Para os nossos antepassados, eles observavam o mundo à sua volta como um enorme cíclo de repetições, para os gregos o facto de as estações do ano repetirem-se de forma cíclia, o facto das formas da lua também se repetir de forma cíclica, juntamente com o observarem o constante ciclo das colheitas, das pessoas e dos animais, em que uns morriam e outros nasciam, fê-los pensar que o tempo era como um enorme cíclo em que tudo estava condenado a repetir-se.
É desta repetição Grega que surge a ideia do Mito do Eterno Retorno, que no sex. XIX é retomado pelo fílosofo Nietzsche nos seus livros. Foi esta ideia que teve por detrás do surgimento da ideia de encarnação, que chega agora até aos nossos dias de forma completamente deturpada. Pessoalmente não creio na reencarnação, e respeito quem tenha tal crença. Por agora, não vou avançar muito mais neste tema, mais à frente irei dedicar um post somente a ele, mas por agora apenas vou afirmar que a resposta é Não. 


Com respeito às energias algo de similar acontece, as energias foram temas pegados de tradições antigas, juntas às emergentes ideias da física do princípio do sec. XX que formaram um cocktail de ideias sobre nós e energias, que mais recentemente viram a incorporação da mecânica quântica para cientificamente legitimar esta salada de ideias.
Como é obvío usam a mecânica quântica de forma abusiva daquilo que os modelos teóricos procuram representar, mesmo que actualmente na comunidade científica acha um conflito de interpretações sobre a mesma, não é preciso estudar-se muito para perceber que estas ideias das Dimensões Quânticas, e das Consciências Quanticas com as Energias Cósmicas e outros tantos proclamados pela «New Age» apenas é um tecido formado por linhas e padrões contraditórios.

Um dos problemas de responder a esta questão é como é que eu e o leitor compreendemos o conceito de «Energia». Para que um diálogo seja proveitoso, os interlucutores de um diálogo têm que concordar entre si no significado dos termos utilizados. Caso contrário como diz a expressão popular: «Misturamos Alhos com Bugalhos».
Vou tentar descrever o que entendo por energia começando de forma negativa, ou seja dizendo aquilo que não considero ser. Não considero «Energia» como um pseudo-existente Metafísico. Eu creio que o conceito de energia deva ser naturalizado, e descrito como a ciência o faz como Energia Cinética e Energia Potencial. Sendo estas dimensões exclusivas da matéria e das partículas que a constituem. Por isso mesmo e respondendo às questões que me foram feitas nada disso se verifica.

Secalhar para clarificar vou explicar a questão das relações de outra forma. Tal como havia dito nos posts em que tratei as relações, aqueles valores que exemplifiquei repito são apenas metáforas explicativas, e não metáforas factuais. Fiz este esquema para ser mais claro:



As relações entre as pessoas não são resultados de energias que têm de se fundir. Todas as nossas teias de relações encontram-se na nossa mente. É lá que temos as nossas memórias, assim como os sentimentos que experienciamos ao longo da vida. Tudo isso é vivido materialmente no nosso cérebro. Os vínculos entre duas pessoas acontece nos nossos cérebros e faz parte da nossa vida social e mental. O trabalho espiritual das Entidades em nós, é o resultado da estimulação mental/espiritual nas nossas mentes. Quando as Entidades fazem os alvos desejar, fazem-no através da estimulação mental. Quando somos persuadidos pela publicidade que expliquei no post anterior, a nossa mente é estimulada. Este estímulo resulta de processos internos, mas os processos internos acontecem porque fomos estimulados externamente.

Por isso é que não pode haver Amarrações com pessoas das quais não temos contacto nem relação, ou seja vínculo 0, porque as Entidades não têm matéria no Alvo para trabalhar. O facto do trabalho das entidades nos Alvos ser tão personalizado deve-se ao facto de que cada caso é um caso, cada pessoa encerra em si própria uma identidade única e uma narrativa pessoal. Dentro dessa narrativa, faz parte as pessoas da nossa vida, tenhamos ou não um vínculo forte com elas. É das memórias, da nossa personalidade e temperamento que as Entidades movem no sentido de persuadir o Alvo em direção a alguma coisa.

Os nossos vínculos não resultam de processos cósmicos energéticos, e muito menos de energias sexuais. Se observarem, caros leitores, pessoas com casamentos de 60 anos com muitos anos de relações sexuais praticadas entre elas, caso sejam victimas da doença de Alzheimer podem esquecer completamente quem foi o seu Amor e Companheiro de todo uma vida. Quando o cérebro e a função da memória fica irremediavelmente doente e afectada a própria identidade e narrativa da pessoa fica comprometida.

A história do vínculo entre duas pessoas nos seus altos e baixos, não resulta de energias e não é metafísica, é algo bem concreto e definido nos processos mentais de cada um. As entidades actuam em nós através da estimulação desses processos, e mesmo assim nos seus limites de interação nós nunca estamos completamente nus a elas.


Com respeito à última pergunta, a minha crença e a tradição da Magia revela que o Homem só consegue o que consegue com auxílio das Entidades. Eu sou igual aos leitores, não tenho poderes, não tenho visões. Ao contrário do que se pensa, a vidência só é possível mediante um universo determinista, a consequência de um universo determinista é que não existe liberdade ou subjectividade. Pois o universo determinista é aquele em que tudo está fechado porque tudo vai ser como é não podendo ser de outra maneira, não há espaço para a arbitrariedade ou para a indeterminação. Só é possível conhecer o futuro se ele estiver fechado e consequentemente receptivo a ser lido, pois já está «escrito» o que irá acontecer. Mas a experiência com as entidades revela nos seus limites a indeterminação do próprio universo.

Tal como disse à pouco, nem as entidades quando perscrutam o nosso interior são capazes de «ver tudo», nós não somos um cofre totalmente aberto a elas, e nós nunca conhecemos verdadeiramente o interior de uma pessoa. Aquilo que faz que uma pessoa seja única é ao mesmo tempo aquilo que tem de inacessível. Muitas vezes nós podemos calcular, estimar e prever o comportamento ou o modo de ser de uma pessoa, mas isso não é conhecimento é sempre um palpite que se pode ou não realizar.

Ao longo de muito tempo tenho conhecido imensos médiuns, e não estou a dizer que eles mentem propositadamente, acredito que muitas pessoas acreditam ter dons e agem de boa vontade. Mas tudo o que encontrei são pessoas convencidas de um dom que às vezes pode acertar outras vezes falhar consoante o grau de previsibilidade das suas crenças futuras. Mesmo acontecimentos pouco prováveis podem ser de antemão previstos sem haver verdadeira vidência. Por exemplo, as pessoas que acertaram nos jogos de azar como o Euromilhoes e outras lotarias cujas probabilidades são baixíssimas não sabiam de antemão que aquela iria ser a chave premiada, apenas tiveram palpites que felizmente para elas estiveram correctos.

Sei que este é um outro tema delicado que mais tarde aprofundarei. Mas a resposta é negativa a todas essas questões

Aviso desde já que não quero faltar ao respeito de alguém ou das suas crenças.

No seguinte post porque este já vai longo vou deixar Bibliografia que penso ser importante para se melhor compreender tudo aquilo que tenho vindo a escrever


18.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 12: Os Casos Raros e Especiais da Amarração - Magia do Amor)

Tendo em mente o conteúdo dos últimos posts poderemos agora avançar para casos mais complicados. Toda a informação que tenho vindo a explicar estará presente de forma mais desenvolvida nos livros que estou a escrever. Mas penso ser importante agora falar dos casos mais complicados e complexos.

Até agora temos visto como se processam as Amarrações de forma linear, em ordem a melhor compreender o que é uma Amarração ou Magia do Amor, e como ela funciona. Agora será importante introduzir mais algumas variáveis.

Da minha experiência são mais as variáveis que não sabemos do que aquelas que sabemos. Regra geral, as variáveis que não conhecemos não causam grande transtorno e podem ser facilmente ultrapassadas mas infelizmente nem sempre é assim. Por causa disto este post vai abordar os casos especiais, isto é, os mais complicados e complexos que vou dividir em 8 categorias que vão ser sucessivamente abordados:
  1. Quando o Alvo é altamente influênciado por uma pessoa amiga ou familiar e que pode comprometer a Amarração;
  2. Quando o Alvo já se encontra numa relação amorosa que tanto pode ser um namoro ou um matrimónio com uma terceirra pessoa;
  3. Quando ou o Alvo ou o Comendador ou mesmo Ambos foram víctimas de algum tipo de trabalho, tanto à relação como à própria pessoa;
  4. Quando o Alvo ou o Comendador se encontram enquadrados dentro do plano das Entidades;
  5. Relacionado com o último ponto, quando o Alvo ou o Comendador são Vocacionados;
  6. Quando o Alvo sofre de algum problema ou desordem mental e psicológica;
  7. Quando ou o Alvo ou Comendador se encontram numa situação muito rara;
  8. Quando é «Sem Causa Procedente»

(1.) e (2.)

Então, em primeiro lugar vamos considerar que o Alvo encontra-se sempre como qualquer pessoa neste mundo numa teia de diferentes relações, onde entre elas encontra-se a sua relação com o Comendador. Fiz este diagrama simplista para exemplificar:

Diagrama da teia de relações em que se encontra o Alvo. As setas de diferentes tamanhos são abstrações dos diferentes tipos de vínculos que o Alvo mantém com as pessoas que o rodeiam.

 Agora, será importante considerar que os casos mais complexos dizem respeito a quando esta teia de relações, a saber, o contexto único em que o Alvo se encontra pode ser um obstáculo ou uma dificuldade ao processo de Amarração. Vamos agora considerar os seguintes casos:

Diagrama da influência por parte de alguém com forte vínculo ao Alvo para prejudicar uma relação, ou ser obstáculo à mesma. Clique no Diagrama para fazer zoom.
Diagrama de quando o Alvo já tem uma relação amorosa forte ou quando está atraido e deseja uma relação amorosa forte com uma terceira pessoa.
  1. Quando o Alvo é influenciado ou tem um vínculo forte com alguém que pode ser um obstáculo à Amarração. Estes casos são mais frequentes de acontecer quando alguém perto do Alvo podendo ser um familiar próximo (exemplo o Pai ou a Mãe ou até algum irmão, etc.) procuram influenciar negativamente o Alvo na direção do Comendador.
    Também pode acontecer que essa influência negativa pode advir de algum amigo(a) que exerça pressão de alguma forma que tanto pode ser no sentido de afastar o Alvo do Comendador como pode ser de o querer aproximar de outra pessoa.
    Um caso frequente costumam ser aqueles «amigos» que procuram influenciar o Alvo na direção da pessoa A ou B.
  2. Quando o Alvo já tem uma relação amorosa forte que tanto pode ser com um namorado(a) ou se o Alvo já se encontra casado, ou então se o Alvo se encontra atraído por uma outra pessoa.

Estas situações podem dificultar o processo de Amarração, mas como já expliquei cada caso é um caso. Em qualquer uma destas situações a Entidade procurará começar por minar e diminuir a esfera de inflûencia sobre o alvo que têm estas pessoas.

Diagrama da dificuldade colocada à Amarração pela Esfera de Influência a que o Alvo possa estar sujeito. Quanto maior a área do círculo maior a dificuldade. Clique para Ampliar.


Por causa disso, e seguindo o lema que já expliquei num outro post: «Fazer o Máximo com o Mínimo». Ou seja, em muitos casos não é preciso sequer fazer um trabalho anterior a este e na amarração simples a entidade consegue superar essa situação, é claro que isto não dispensa as anteriores variáveis como a própria projecção de força no trabalho ou uma entidade mais superior.

Contudo, nem sempre é assim, nos casos que possam parecer mais difíceis, temos duas opções:
  1. Ou reforça-se o trabalho projectando mais força nele, ou então apostando numa Entidade Superior;
  2. Ou para se ter uma garantia superior do sucesso do mesmo procede-se à realização de um trabalho anterior ao de Amarração com o intuito de cortar aquele cordião umbilical que liga o Alvo das influências que podem comprometer o trabalho.
Este trabalho com vista a (2.) pode ser feito de diferentes modos e de diferentes tipos, tanto pode ser algo simples como um mero desmancho ou envenenamento da relação que o Alvo mantém com pessoa X. Ou então pode ser algo mais complexo e superior que passa não só pelo afastamento mas pela criação de um hiato entre essas pessoas. Geralmente este último procedimento é recomendado quando a esfera de influência entre a pessoa X e o Alvo é muito grande.
Então um trabalho de Amarração entre Comendador e Alvo que esteja sujeito a estas variáveis pode encontrar a necessidade da realização de 2 trabalhos para melhor se alcançar o fim a que se pretende.


(3.) Quando ou o Alvo ou o Comendador ou mesmo Ambos foram víctimas de algum tipo de trabalho, tanto à relação como à própria pessoa;


Contudo, dentro dos casos especiais existem ainda uns mais complicados e delicados para se lidar.

Entre esses acontecem casos em que ou o Alvo ou o Comendador foram previamente victimas de algum tipo de Trabalho. Dentro desta categoria já vi muita coisa e vou agora mencionar os principais:
  1. Quando o Comendador e o Alvo tinham uma relação forte e esta foi desfeita com recurso a um trabalho;
  2. Quando o Comendador e o Alvo tinham uma relação forte e esta foi desfeita com recurso a um trabalho, e uma terceira pessoa Amarrou-se ao Alvo (similar àquilo descrito em cima mas desta vez o Comendador e Alvo encontram-se em lados opostos);
  3. Quando o Comendador ou o Alvo não têm uma relação forte mas algum deles foi víctima de algum trabalho. É importante ter em conta não só o tipo mas também a força desse trabalho, podendo encontrar-se algum destes:
    1. Imprecação;
    2. Maldição;
    3. Contaminação;
    4. Pregação;
    5. Cessação;
    6. Forma menor de Possessão;
    7. Desmancho;
    8. Amarração;
    9. Diminuição;
    10. Altercação;

Mesmo nestes casos às vezes basta apenas a Amarração para a coisa funcionar e o Comendador alcançar o que pretende seguindo o lema: «Fazer o Máximo com o Mínimo», outras vezes é necessária outra abordagem.
A abordagem mais comum nestes casos, e volto a recordar que «cada caso é um caso», passa por começar por retirar os obstáculos, nestes casos seria necessário limpar aquilo que previamente foi feito. Este tema dará uma série de posts em que mais à frente explicarei como isso se processa, mas por agora irei resumir que devem seguir-se três passos:
  1. Identificar o problema, esta identificação passa por saber em concreto o que é que foi feito;
  2. Relacionado com o ponto anterior, e caso se verifique haver algo, saber o nome da Entidade responsável por aquilo que foi feito (devo salientar que apesar de ser possível saber a proveniência do ataque, nem sempre isso é possível)
  3. Sabendo o que foi feito e a Entidade empregue para tal, remover a Entidade. Ao contrário do que o senso-comum pensa isto não é uma luta entre Entidades. Ou seja, entre as entidades não existem lutas como se de um videojogo se tratasse, aquilo que pode acontecer é uma espécie de licitação que pode ser resolvida de dois modos:
    1. Saber o que a Entidade Hostil pretende para parar de fazer o que está a fazer ou para desmanchar o que foi feito, trata-se então de oferecer mais do que aquilo que foi previamente oferecido;
    2. Ou, procurar uma Entidade topo de hierarquia superior em ordem a dar comando de suspensão do trabalho que havia sido feito
Com respeito a isto, convém atender o que anteriormente foi dito sobre o escalonamento hierárquico das Entidades.
Uma vez com aquele procedimento realizado pode-se então concentrar-se no trabalho próprio da Amarração ou Magia do Amor.


(4.) e (5.) Quando o Alvo ou o Comendador se encontram enquadrados dentro do plano das Entidades, e quando um deles é um Vocacionado


Outro caso ainda especial e mais raro é quando Alvo ou Comendador se encontram de alguma maneira ou forma dentro dos planos das «Entidades». Bom este é um tópico polémico e de díficil explicação. De forma muito rara e sem saber muito bem o porquê e o como, nós vivemos dentro desta enorme «trama», alguns preferem «tragédia» da própria existência. Este tema enquadra-se mais dentro da interação e relação das Entidades connosco, do que própriamente dentro das «Amarrações». Este brota de um mistério quase tão antigo como a própria humanidade, se observarmos a própria Magia teve origem quando o homem começou a compreender de forma revelada esta nova dimensão da sua existência e da sucessão de interacções.

Foi muito em parte devido a esta interação que as «Entidades» viram-se enquadradas na nossa cultura, e na nossa tentativa explicativa de as compreender e melhor entender, nos paradigmas religiosos de então.

Qualquer um de nós na «Cultura Ocidental» (vou dizer assim para simplificar), estou influenciado pela narrativa «Ocidental», influenciada por si na «nossa tradição religiosa», que nos informa de que as «Entidades», de sua designação cultural e popular como «Demónios», que têm nome de origem Grega, mas cujo nome perdeu o contexto de inteligibilidade que lhe conferia sentido, vêem ao mundo pelo facto de se terem revoltado contra Deus (sendo que este «Deus» é concebido segundo a nossa tradição religiosa ocidental), pelo que cairam no «Mundo» e, que por sua vez, vieram habitá-lo connosco e desde então eles «governam o mundo», pelo que toda a sua acção no mundo visa «afastar os homens da verdadeira adoração a Deus» e, consequentemente, os planos que para nós têm incluem este fim último.

Ou seja, na nossa cultura ocidental esta é a versão normal ou tradicional na qual enquadramos as Entidades na coabitação da existência connosco. Contudo, se formos ler esta mesma história no contexto Grego original, ou no contexto Egípcio original, ou no contexto Extremo Asiático, ou no contexto Indo-Americano, ou mesmo no contexto do Médio Oriente, encontramos similitudes ao mesmo tempo grandes diferenças.

A nossa explicação «Ocidental» para este facto deriva em última análise de uma explicação «Religiosa» que apesar das mutações tem toda a sua explicação no povo Hebraico e no início da Tradição Religiosa Hebraica.

Se me perguntarem, pessoalmente essa narrativa de explicação das «Entidades», na verdade não têm como fim último «explicá-las», mas somente o de ASSUSTAR as pessoas em ordem a serem mais facilmente MANIPULADAS pela Religião Ocidental.

Apesar de reconhecer que este tema precisa até da minha parte maior esclarecimento por agora vou sintetizar nos seguintes pontos: que as entidades têm para alguns de nós certos planos isso parece assim ser, que esses planos são insondáveis para nós também me parece assim ser.
Mas, que apesar disso, NÓS NÃO ESTAMOS CONDENADOS AOS SEUS PLANOS, isto porque: AS ENTIDADES TÊM LIMITES e A EXISTÊNCIA NÃO ESTÁ PREVIAMENTE DETERMINADA, ou seja, NÓS POSSUÍMOS O LIVRE-ARBÍTRIO. Sendo que deste último ponto, o livre-arbítrio é um dos principais pontos pelo qual qualquer Magia, inclusive a da Amarração pode falhar. Em última instância as ENTIDADES NADA PODEM EM NÓS SE DISSERMOS VEEMENTE NÃO ÀS SUAS INSÍDIAS.

Para finalizar, com isto queria dizer que as pessoas para as quais as Entidades têm planos, nenhuma Magia que tentamos lançar sobre elas que vá em direção oposta ao planos das Entidades irá resultar.

Consequentemente, e resultado disso, algumas pessoas são Vocacionadas ou para as seguir, ou para serem Magos, ou para fazerem algo que elas pretendam. Aos Vocacionados não são concedidos trabalhos que resultem se de alguma forma esse trabalho comprometer ou for em direcção oposta do plano das Entidades.

Por último, recordo que esses mesmos planos não estão determinados que resultem, eles podem não funcionar se apesar das suas insídias decidirmos em livre-consciência dizer que não.


(6.) Quando o Alvo sofre de algum problema ou desordem mental e psicológica;


Em verdade este tema devia de ter sido inserido no post sobre o alvo, mas eu preferi enquadrá-lo nos casos especiais.

Regra geral, nunca se deve lançar uma Amarração sobre um Alvo que tenha problemas mentais e psicológicos, pois a coisa pode simplesmente não funcionar. A Entidade para trabalhar bem sobre um Alvo precisa que este esteja mentalmente e psicológicamente saudável. Ao contrário do que se pensa as pessoas com problemas psicológicos e mentais não são mais influenciáveis às Entidades. Mas, bem antes pelo contrário, podem se tornar altamente imprevisíveis.

Além disso, e em regra geral, deve-se excluir sempre a realização de uma Amarração se o Alvo não é Mentalmente ou Psicologicamente São. 


(7.) Quando ou o Alvo ou Comendador se encontram numa situação muito rara;


Dentro desta categoria, vou colocar os casos muito mas muito raros que podem acontecer e que de certa maneira podem estar relacionados com os pontos anteriores.

Um destes casos, pode acontecer quando um obstáculo à relação do tipo (3.), é lançado pessoalmente por um outro Mago(a).

Conheço um caso em que uma Pessoa A estando unida a uma Pessoa B, viu o seu amado ser separado dela por Magia Negra e com a mesma Magia a Pessoa C amarrou-se à Pessoa B, sendo o raro deste caso que a Pessoa C é um Mago(a) tendo um pacto Tácito.

A tentativa de resolução de um caso raro deste tipo é que a Pessoa A através de um pacto Parcial consiga libertar a Pessoa B daquilo que foi sujeita, visto que o pacto Parcial da Pessoa A está explicitamente dirigido a conseguir esse fim, enquanto que o pacto Tácito da Pessoa C não está dirigido a esse fim(nem pode estar), e apenas a Pessoa C dele usou para realizar o que era necessário ao Desmancho e à consequente Amarração, e para isso não deu equivalente à pessoa A. Mas a pessoa A também tem a desvantagem de não ter um pacto Tácito coisa que pode também dar mais influência à Pessoa C.

Por isso este é um tipo de caso 50-50%.

(8.) Quando é «Sem Causa Procedente»

Este é aquele tipo de casos que pode ser de origem de alguns dos pontos anteriores mas do qual não se conhece a procedência da causa do porquê da Amarração não funcionar.

O meu mestre designava-os por «Sem Causa Procedente», uma designação Renascentista para casos nos quais parecia não haver «Causa Procedente» que levasse um caso a não resultar, ou a resultar de modo oposto ao pretendido. Estes casos são no entanto muito mas muito raros.

Este tipo de casos aplica-se a toda e a qualquer Magia.


Este post já vai longo, no próximo irei continuar a abordar a relação entre as Entidades e Nós.


16.2.13

Amarração ou Amarrações : Feitiço e Magia do Amor - Tudo aquilo que precisa de saber (Parte 10: A 3ª e última Fase do Processo de Amarração - Magia do Amor)

Tendo em mente o conteúdos dos últimos posts, e agora com o conhecimento da 2ª Fase já consolidado, podemos agora abordar a 3ª Fase.

A 3ª Fase eu a chamo de Consolidação, não é tão delicada e importante como a 2ª mas também tem que se lhe diga.

Uma vez estabelecido o contacto entre o Alvo e o Comendador, resta que o vínculo cresça. Este crescimento do vínculo traduz-se pelo movimento do Alvo daquilo que deseja para a relação à luz do trabalho das entidades, para aquilo que vai actualizar na relação com o Comendador.

Como já referi a parte difícil da amarração, é o Alvo mover-se interiormente no seu próprio Eu e fazer com que se torne realidade os desejos que tem vindo a sentir. Os obstáculos e resistências fazem com que a pessoa não dê este importante passo na sua relação com o Comendador.

Por uma questão explicativa vou dividir a 3ª Fase em quatro momentos:
  1. Momento de Alicersar;
  2. Momento da Tomada de Consciência;
  3. Momento da Consolidação;
  4. Momento da Amarração do Vínculo;

1º Momento: Momento de Alicersar

Uma vez com a 2ª Fase realizada no seu último momento e após o contacto entre o Alvo e o Comendador, é bom que as coisas prossigam com calma. Nesta fase nem todos os Alvos reagem de igual forma, mesmo esta explicação é uma generalista, pois como já referi por imensas vezes cada caso é um caso.
O início do 1ª Momento da 3ª Fase é às vezes marcada por algum desânimo por parte dos Comendadores.  Isto porque após o contacto inicial do Alvo, e de forma legítima, os Comendadores ficam logo cheios de expectativas, ansiedade, e querem que aquele primeiro sinal de abertura tenha cada vez maior continuidade. Contudo, as coisas não fluem como os Comendadores desejam.
Após o primeiro contacto os Alvos geralmente dividem-se em 2, e isto também depende de como o Comendador geriu o primeiro contacto pós-amarração:
  1. Alvos fáceis: estes geralmente não passam por uma fase de luto (que mais à frente irei explicar), mas passam por esta fase sem qualquer tipo de desânimo e de perturbação, e deixam-se levar pela corrente do Trabalhos das entidades. São uma minoria, depende também do tipo de trabalho, da força, e principalmente de como o Comendador foi gerindo a situação, estes são aqueles que basicamente se pode dizer que se encontram Enamorados.
  2. Alvos relutantes: estes são geralmente em maioria e são aqueles que passam por uma fase de luto, quando o Comendador dá de mais no primeiro encontro é quase certo que o Alvo passe por uma fase dura de luto e seja mais relutante do que o normal. Muitas vezes os Comendadores vão-se abaixo nesta fase, mas é preciso determinação para não se deixarem contaminar pelo estado de espirito do Alvo.

A fase de luto que os Alvos vêem a experimentar durante o início da 3ª Fase é marcado por um certo arrependimento. Não só começam a libertar a tensão da luta que experimentaram nas fases anteriores, bem como essa libertação da tensão pode gerar arrependimento e luto. Esta é a primeira altura em que os Alvos podem ter consciência de que afinal não ganharam a guerra mas que pela primeira vez perderam a batalha porque foram fracos.

Geralmente as imagens e sensação de domínio que ilusoriamente lhes foram sido dadas caiem nesta fase, onde em regra geral os Alvos vão se recordar do passado recente e vão se até arrepender do primeiro contacto.

Isto em regra geral é difícil de explicar aos Comendadores, muitas vezes acontecem casos em que os Comendadores marcaram com os Alvos um segundo encontro e subitamente vêm o Alvo a mudar por completo a sua atitude.

Vou dar um exemplo que espero poder ajudar a melhor compreender esta etapa. Às vezes as pessoas ou por causa da sua situação familiar ou profissional, ou após um grande esforço da sua parte, cometem algum tipo de excesso para compensar e libertar a tensão, e certas vezes quando passam certos limites arrependem-se e envergonham-se. Recordo-me de quando estudei lá fora, ter tido uma colega que ela era muito determinada na realização dos seus objectivos, uma aluna aplicada e rigorosa, que via-se sofrer por causa das duras metas que colocava sobre si mesma, além da exigência que punha na sua própria pessoa. Ao mesmo tempo não lhe eram conhecidos excessos ou extravagâncias, ela traçava metas e levava-as até ao fim, de certa forma todos nós na altura não temperados como ela invejávamos a sua capacidade de perserverança. Contudo, como se ainda fosse ontem, recordo-me bem da semana em que entregámos as nossas teses. Como éramos poucos, nesse fim-de-semana todo o curso foi sair para celebrar a entrega das teses, e ela quase que se transfigurou-se aos nossos olhos, bebeu em excesso, fumou o que não devia, e acabou por fazer um daqueles tristes espectáculos que infelizmente hoje costumam ser tão frequentes entre os nossos jovens. A verdade, é que possivelmente nos dias seguintes, a vergonha da sua descompressão de tanta pressão vez com que ela tivesse desaparecido, chegámos a pensar o pior, mas felizmente tudo estava bem, exceptuando ela que desenvolveu uma espécie de depressão causada por uma vergonha profunda.

É claro que este exemplo é exagerado com aquilo que experimentam os Alvos, mas creio ser esclarecedor que depois do primeiro contacto a maioria dos Alvos, parece dar um passo atrás e mudar a sua atitude que poderia ter parecido tão radiante ou aberta diante do Comendador.

É importante que durante esta fase de luto, o Comendador volte a evitar o contacto com o Alvo, e mesmo que o Alvo lhe tenha feito alguma desfeita, o Comendador não procure esclarecimentos junto do Alvo. O erro de alguns Comendadores é pressionarem os Alvos. O melhor a fazer é o Alvo viver o seu luto e as entidades fazerem o seu trabalho.

É nesta etapa que as Entidades vão alicerçar o trabalho, e vão criar dentro do alvo as condições para edificarem alicerces sólidos para o que virá a seguir.

Basicamente o que acontece é que nesta altura de luto e de remorsos, as entidades vão contribuir para este Estado de Espírito no Alvo, criando ai a ilusão de que o turbilhão de sentimentos que foram vividos, bem como estes mais recentes resultam do facto de que o Alvo ama mesmo o Comendador, e que no fundo de si sempre nutriu um sentimento especial pelo Comendador, só que nunca se tinha apercebido de tal facto. É claro que isto varia consoante o tipo de trabalho, mas estou a generalizar para melhor se perceber as diferentes etapas.
O crucial a perceber neste 1º Momento da 3ª Fase é que o Alvo deste luto, vai tomar todas estas experiências interiores como sinal de que se encontra apaixonado ou de que no fundo sempre sentiu uma ligação especial para com o Comendador.



2º Momento: Tomada de Consciência

Este é talvez a par da 2ª Fase a etapa mais delicada de toda a Amarração.

Quando o Alvo termina o luto e inadvertidamente vê-se com alicerces fortes não só naquilo que Deseja mas naquilo que está disposto a fazer por si na direcção de actualizar a relação com o Comendador, que o edifício pode colapsar.

Geralmente esta fase inicia-se não só com o término do luto, mas principalmente com um 2º bom contacto entre Alvo e Comendador. Aqui refiro segundo bom contacto, mas isto não é mecânico ou factual, pode antes ter havido vários bons contactos entre Comendador e Alvo, até porque estas fases variam de caso para caso. Mas, regra geral, aquilo a que denomino 2º Bom contacto como a atitude do Alvo para o Comendador similar em parte a uma disposição diferente que o Comendador sentiu na presença do Alvo no 1º contacto.

Aqui o próprio Alvo vai viver dois momentos especiais:

  1. Momento de averiguação: ou seja, se efectivamente aquilo que sentiu no último momento, sugerido pelas Entidades, de que efectivamente sempre nutriu algo especial pelo Comendador, se verifica. Isto é, o Alvo vai querer contactar o Comendador e tirar uma espécie de prova dos nove, verificando se aquilo que sentiu nestes últimos tempos é mesmo assim.
  2. Tomada de consciência: após a averiguação, o comendador vai-se questionar do porquê de estar a viver tudo isto agora. E geralmente traz à memória toda a história da relação, especialmente esta intensidade que muito recentemente se abateu sobre ele. Aqui ele vai seguir um de dois caminhos:
    1. Confia e acredita que tudo isto é legítimo, e uma espécie de revelação sem causa procedente daquilo que sempre esteve adormecido no seu coração;
    2. Desconfia e vai querer aprofundar a legitimidade de tudo isso.

No momento de averiguação é importante que o Comendador pareça natural, e completamente descontraido, o Comendador não pode vir com altas declarações de amor, ou parecer demasiado ansioso. Deve permanecer como sempre foi. Geralmente esta etapa costuma correr bem.

Agora, o grande problema advém do momento de Tomada de Consciência, já vi amarrações fracassarem neste ponto, e algumas pessoas a contactaram-me para saber se tinham sido ou se estavam a ser victimas de algum tipo de Magia sobre elas.

Esta etapa é muito sensível e delicada, é aqui que o Alvo pode perceber que tudo isto é uma ilusão criada pelo Mau Espírito. Geralmente pessoas que crêem nas Entidades, aliado à sua resistência interna conseguem desmascarar toda a trama que sobre elas tem vindo a ser tecida. Se isso acontece pode ser o fim, mas não necessáriamente. Aqui é importante trabalhar com uma boa entidade em ordem a garantir uma certa mestria sobre o Alvo. Ao mesmo tempo um Comendador diligente e empenhado também consegue contribuir para o salvamento da situação.

Agora os leitores podem compreender tudo aquilo que havia explicado sobre a resistência dos Alvos. Esta é o período em que tudo pode ruir, quando tudo estava a ir bem.
Esta fase crítica pode até durar muito tempo como um mês ou dois, a coisa pode parecer que parou aqui, esta é uma fase muito delicada para o Alvo. Por causa disso, é que os leitores podem agora perceber aquilo que vos disse sobre a Resistência do Alvo no que diz respeito à Ascése e Mortificação, aqui os Alvos resistentes, não seguem o que sentem, e conseguem dizer Não aos seus apetites e desejos, porque podem ser atentos o suficiente para perceber que nem todos os nossos desejos e apetites vêm do Bom Espírito.
Mas também como referi nesse mesmo post a maior parte das pessoas, com o evoluir da nossa sociedade pós-contemporânea, estão cada vez menos resistentes, mas de vez em quando lá se vão descobrindo alguns casos.

3ª Momento: Momento da Consolidação

Geralmente os Alvos, acreditam e seguem em frente, quando este pico da montanha é ultrapassada, então os alicerces transformam-se em Solidifacações.

É nesta altura que entramos no 3º Momento o de Consolidação. Agora com os alicerces em ordem, com o Alvo inadvertidamente a ser amarrado na teia, e com a superação das suas desconfianças e temores é altura de começar a consolidar a relação, é nesta altura que mais fácilmente do que outrora o Alvo vai procura actualizar com empenho o desejo de uma relação mais forte, com um vínculo superior. 

Aqui o Comendador já pode começar a esticar-se junto do Alvo, aqui já pode dar tudo. É nesta altura a etapa perfeita para o Comendador abrir o seu coração junto do Alvo. Aqui o importante é permitir com que o Alvo tenha espaço para se empenhar na Actualização da Relação e possa viver um Sonho de Felicidade.

4º Momento: Momento da Amarração do Vínculo

Com a relação alicerçada, solidificada e consolidade, é a altura para o último golpe das Entidades, e o período final da Amarração, é quando os desejos de relação futura chegam ao máximo, e quando a relação e consequentemente o vínculo entre os dois é Actualizado no seu Máximo. E por assim dizer o vínculo está conseguido, e o Alvo encontra-se definitivamente Amarrado ao Comendador.

Para se chegar a este ponto, como os caros leitores tiveram oportunidade de ler, é preciso ultrapassar diferentes fases, lutas, altos e baixos.

O tempo necessário para aqui chegar depende de todas as variáveis que tenho vindo a explicar e a aprofundar, mas pode variar no mínimo dos mínimos 1 Mês e Meio; em média entre 3 a 5 Meses; o caso mais demorado que tive foi um 1 Ano e Meio.

Neste caso mais demorado, tive um Comendador espectacular, que apesar do Alvo ser resistente e a entidade ter sido fraca, soube escrupulosamente seguir as indicações e viu-se ele e eu recompensados quando ao final de tanto tempo conseguiu o pretendido. Quando menos se pensava que a coisa podia não estar a ir, ele sentia o encosto da Entidade nele, e formou uma boa equipa por assim dizer com a Entidade. Foi talvez de todos os casos o que me deixou mais feliz, mais até do que aqueles que são rápidos e onde tudo fica resolvido em pouco tempo.

Este post já vai longo, no próximo vou colocar bibliografia que penso ser útil, assim como responder a questões e aprofundar ainda alguns temas.