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23.10.12

Realização do Círculo Mágico da Arte - Preparação para uma Conjuração (Parte 5)

Como já referi no post anterior, para a realização de Magia Cerimonial de Conjuração é necessário um Círculo Mágico. Nest post vou mostrar como fiz um dos meus primeiros círculos há vários anos atrás. Mostro este porque é relativamente simples de ser feito, e bom para iniciados.

Então o desenho que utilizei foi este aqui (que já mostrei no post anterior): 


Por conseguinte, uma vez com o desenho e para manifestar esta Magia na nossa realidade concreta, tive de procurar tudo o que era necessário para a sua realização. Para isso, comecei por ir comprar uma lona de algodão. O algodão também serve para o efeito pretendido, contudo os materiais mais nobres são o linho ou carpete. Na altura, por não poder despender de muitos recursos económicos optei pelo algodão, e para alguém se iniciar não é preciso investir assim muito dinheiro. O que agora uso, um círculo bastante diferente em lona de Linho para Alta Magia Negra, custou-me há uns anos cerca de 650€ só o tecido. Contudo, em algodão se a memória não me atraiçoa foi qualquer coisa como 40€.

Então, nessa altura comprei lona de algodão com 1.8m por 2.4m, o que era o tamanho necessário para trabalhos sobre quatro paredes, além de ser o tamanho que cabia na sala de magia do sítio onde na altura morava.

Depois fui comprar tinta preta acrílica, vários pincéis, cordel e fita autocolante para pinturas. Em todo o material que utilizei, aspergi, fumeguei e purifiquei segundo os ritos do Clavicula Salomonis. E juntei todo o material em frente de uma vela consagrada, e rezei as orações próprias de consagração e purificação.

Depois passei à purificação do tecido, tendo colocado Óleo de Abramelin (mais à frente colocarei um post sobre a importância e preparação de Óleo de Abramelin) nos quatro cantos do tecido, mais nos quatro cantos dos pontos cardinais a virem ser desenhados no tecido. Depois queimei ólibano e mirra e levantando o tecido fui fumegando por cerca de uma hora, de maneira a que estes odores mágicos de purificação se fossem entranhando no tecido.

Durante o processo de realização do círculo apenas tinha vestido uma túnica branca devidamente consagrada, isto porque teria de estar agachado sobre o tecido pelo que teria de tocar no tecido, e arruinaria o projecto tocá-lo sem antes eu próprio estar purificado e alvo, assim como o tecido sobre mim.

Depois com o auxílio da fita autocolante, também ela purificada, ia colocando sobre o tecido não só para auxiliar nas pinturas, mas principalmente para nessa fita fazer as inscrições a lápis para depois em cima fazê-las mais direitinhas com o pincel.

Depois com o auxílio de um cd que tinha por casa; que também ele foi fumegado e purificado, pois o seu uso apenas que simples, sem as devidas preparações, poderia ter arruinado todo o projecto, utilizei para fazer os cantos interiores da cruz com forma circular.   

Uma vez tendo terminado o processo, peguei em todos os instrumentos consagrados, atei-os e coloquei dentro de um saco de tecido de algodão que previamente comprei para quando preciso de deitar fora as ferramentas. Como se sabe, os materiais consagrados não podem ser deitados para o lixo como fazemos com os restos da comida. Ou se queimam, ou se enterram em locais próprios. Como na altura não tinha uma lareira para os queimar, e como na altura também morava no centro da cidade, não podia fazer uma fogueira na rua, então de noite levei-os para o terreno de um cemitério nas redondezas da cidade e ali enterrei-os a uma boa profundidade. Só mais tarde vim a saber, que também os poderia ter deitado ao Rio ou então enterrado-os num sitio mais seguro para mim, a saber numa propriedade onde estivesse uma Igreja presente.

Uma semana depois do Círculo Mágico preparado, chega a altura em que se vai consagrar o próprio Círculo em si. Isto é um longo processo, como vem bem descrito no Clavicula Salomonis, mas como tinha em mente este Círculo Simples vir a ser usado na minha iniciação à mais Pura Magia Negra, então tive no ritual de consagração no mesmo, beber uma mistura profana de sangue de boi (comprado num talho) com vinho tinto e sal. Foi talvez a pior altura de todo o processo, porque é algo que me repugna, mas na Magia Negra temos de ter a capacidade de fazer sacrifícios, e alguns deles (até os mais fáceis) são termos de fazer coisas que nos repugnam à mente e aos sentidos.

Uma vez o processo completado, no dia seguinte alinhei o Círculo na minha pequena Sala Mágica, com o auxílio de uma bússola para os pontos cardinais correctos. E acendi uma vela consagrada para Este. Nessa noite realizei um pequeno Rito Cerimonial de conclusão de todo o processo, pedindo protecção e luz para todas as Artes que ali viria a realizar, sem que as trevas do engano me pudessem comprometer.  

Depois dessa parte do processo ter sido completada, e como me destinava a ali realizar Magia Negra, tive de fazer três Pentagramas em placas de madeiras. Dois destinavam-se à colocação das Velas Consagradas no Círculo. O terceiro destinava-se para colocar o fogareiro a carvão para as fumegações necessárias na Magia Cerimonial. Para isso comprei três placas de madeira simples com 15 cm de diâmetro. Hoje utilizo em ébano. Neles desenhei um pentagrama com o auxílio de um compasso e de um transferidor. Gravei os desenhos a quente recorrendo a um instrumento eléctrico para fazer gravações a quente de uma pessoa conhecida. Utilizei uma versão dos Diagramas Mágicos prescritos para aquele pentagrama, uma versão Negra. Uma vez com essa parte feita, apliquei um verniz e um revestimento final. O final do processo foi a consagração final que só fiz na noite seguinte.

Todo o processo levou-me cerca de duas semanas a completar. A parte mais chata do processo é quando temos de ser meticulosos em colocar a geometria direitinha, e se temos em vista Magia Negra, o Rito do Mago Negro (a parte de beber o preparado dito «vermelho»).
Este círculo é simples, portátil e mais barato que os normais, é uma boa Peça de Magia indispensável a quem pretende seguir estes Mistérios. Foi me de grande utilidade, e ainda o conservo. Mesmo não possuindo a habilidade de certos Magos para o desenho perfeito e para um traço fino, volto a dizer que o mais importante é a fidelidade e a concentração a todo o ritual.

22.10.12

O Círculo Mágico da Arte - Preparação para uma Conjuração (Parte 4)

Quase todos os Magos gostam de Círculos. E isso deve-se ao facto de eles terem sido usados, suspeita-se, muito antes do aparecimento dos primeiros registos escritos acerca da Magia para protecção, isolamento, contenção, ou simplesmente para marcar um limite de espaço num Ritual de Magia. O Círculo da Arte é crucial para a Magia de Conjuração, como podemos ver nos clássicos da Magia (Clavicula Salomonis, Heptameron, Grimoiriuns). Esta tradição mágica acabou por ter impacto na própria cultura, onde se pode ver influências em videojogos, filmes e arte. Apesar dessas aparências nas imagens culturais, as pessoas não têm em mente que o Círculo Mágico é uma ferramenta importante usada no Ritual para protecção e contenção de um espaço consagrado.

Por causa disso, e em verdade, os Círculos Mágicos não precisam de ser muito complexos. Tanto que, em teoria, um simples anel à volta do Mago durante o Rito de Conjuração, feito com terra e purificado com Sal Consagrado, seria suficiente para todos os intentos e objectivos. Em alguns casos na tradição hermética, podem ser usados também na consagração do Círculo voces magicae «vozes de poder». Quem pratica Wicca pode usar um círculo com velas ou com corda.

Contudo, os Magos que seguem as Artes Negras, ou também conhecidos como Magos Goetic (como eu), que se dedicam à Conjuração de Persuasão Demoníaca do Lemegeton, seguem o modelo completo do Círculo de Salomão. Isto, porque o efeito é muito mais forte, coisa que se deve por se incluir todos os desenhos geométricos, nomes das entidades, forças e consagrações.

Um tal círculo, é preferível para espaços onde se vão realizar trabalhos permanentes ou para carpetes, lonas, plataformas que possam ser transportadas de local para local.

No próximo post vou mostrar um dos primeiros círculos que usei, quando me iniciei nas Artes Mágicas.

Bom, então para a preparação de uma Conjuração o Mago irá ter de preparar o Círculo onde vai acontecer o Ritual Mágico. O que está prescrito nas Clavículas é um círculo com cerca de três metros de diâmetro. Porém, não é necessário fazer algo tão grande, pelos menos quando alguém se inicia nas Artes Negras.

Existem muitos desenhos nos Clássicos da Magia sobre Círculos, aqui vou apresentar o que segui quando comecei a lidar com as Artes Negras.


Para se construir o círculo começa-se por fazer dois círculos um sobre o outro. No anel entre os círculos escreve-se os nomes das entidades que governam cada ponto cardinal. Neste caso, aqui é Agla para o este, Adonai para o Sul, Eheieh para Oeste e Eloah para o Norte. Estes nomes representam as entidades para os quatro elementos, governadores dos cardinais segundo Agrippa. Segundo ele:
  • Agla (אגלא), é a contracção de Ateh Gibor Le-Olam Amen, e está associado ao Fogo através da palavra do poder «Gibor».
  • Adonai (אדני) está associado com a Terra através do nome da entidade «Malkuth, Adonai ha-Aretz».
  • Eheieh (אהיה) está associado com o Ar e relacionada com a entidade de puro espírito «Kether».
  • Eloah (אלוה) está associado com a Água através das duas primeiras letras «El (אל)» da entidade a Norte.

Neste esquema, todos os nomes das Entidades estão no círculo exterior e têm quatro letras, começando com a letra aleph (א), o que mostra uma harmonia entre todos os elementos e direcções juntos num tipo de unidade espacial e espiritual. Neste esquema pode ser omitido o uso do Tetragrammaton, especialmente visto que raramente deve ser mencionado (mas poucas vezes é omitido), para além de que o Tetragrammaton já tem implícitos os quatro elementos, coisa que está explícita neste Círculo, pelo que pode ser dispensado.

Dentro do círculo, existe um diamante (losango) onde o Mago deve se posicionar, com uma cruz no seu interior, com uma letra do Tetragrammaton em cada ponta da cruz. Os cantos do diamante, a cruz e as letras do Tetragrammaton estão alinhados para as suas direcções e elementos próprios (yod para este e fogo, heh para sul e terra, vav para oeste e Ar, e o outro tipo de heh para norte e água).

O círculo interior pode ser considerado como as fronteiras para o mundo celestial, e o diamante as fronteiras para o mundo terrestre. Fora do diamante e alinhado com cada uma das quatro direcções estão quatro hexagramas, que são conhecidos por terem qualidades de protecção e de expulsão contra energias perigosas. Contudo, ao contrário do estilo de hexagramas das Clavículas que têm as letras da palavra Adonai escritas à sua volta com a cruz grega Tau no meio, este círculo possui a estrela de azot (influência da magia renascentista).
 

Este hexagrama fonte da influência renascentista na Magia, que muitas vezes em português existe a tentação de traduzir por Azoto, mas que deveria ser traduzido por Azote, e que aqui prefiro usar um termo intermédio com Azot, é uma palavra muito poderosa, que vem da alquimia para se referir aos espíritos essenciais de todas as coisas, a razão suprema, e a acção que determina todas as coisas em todas as realidades. Além disso, pode ser formado por quatro letras dos três grandes alfabetos usados no Ocultismo:
  • A para aleph (א), alfa, ou ay, a primeira letra do alfabeto de origem pré-fenícia.
  • Z para zed, a última letra do alfabeto latino.
  • O para omega (Ω), a última letra do alfabeto grego.
  • T para tav (ת), a última letra do alfabeto hebraico.
Deste modo, nós temos o princípio e o fim de todas as coisas, combinados numa única unidade «Azot»(אZΩת).  Tem uma significado similar, desta maneira com a frase: «[EGO] ALPHA ET OMEGA», contudo devo confessar que essa frase me incomoda porque é estranho ver os nomes das letras gregas pronunciadas em Latim. Contudo, apesar disso, o importante é que este hexagrama possui uma simetria excepcional, pois pode representar os sete planetas como podemos ver:


Por conseguinte, tudo isto resulta num Círculo Mágico forte e harmonioso que se presta a quem começa a lidar com as Artes. Contudo, e fica o aviso, este Círculo não deve ser usado para Alta Magia Negra, pois o Mago não está suficientemente protegido para aquilo com irá ter de enfrentar. Para mim, este círculo é bom para a formação prática do Mago, e para pequenos trabalhos. De vez em quando recorro a ele, por ser simples, para trabalhos simples. Mas nunca para muitas lides infernais. Além do mais, este círculo combina a representação dos elementos, dos planetas, das entidades, com o Mago estando no centro de tudo. Com o processo de elaboração do círculo, falta juntar uma outra dimensão, a saber, a força operativa ou uma «quinta essência» que junta todas as forças do Cosmos, isto é, o próprio Mago. No próximo post explico e mostro fotos do meu processo de elaboração deste círculo quando me iniciei, contudo deixo aqui uma imagem do círculo que agora uso para Magia Negra, mas para conjurações cerimoniais que posso fazer entre quatro paredes.



16.10.12

Mesa do Ritual Mágico segundo a Arte de Trithemius - Versão mais simples

 Recebi duas mensagens após o meu post: "Preparação do Altar e da Mesa do Ritual Mágico segundo a Arte de Trithemius" em que me perguntavam se não haveria um método mais barato e mais fácil ou mais simples de se preparar uma Mesa do Ritual Mágico segundo a Arte e o Rito de Trithemius. E, que não tinha ficado claro nesse meu post a vantagem de se usar uma em detrimento de um círculo simples.

Respondendo à primeira questão, em verdade existe uma maneira mais simples de se a elaborar, contudo os resultados obtidos nela não são tão fortes.

Respondendo à segunda questão, a Mesa do Ritual Mágico é uma ferramenta usada para conjurar espíritos, a vantagem é que esta funciona como um círculo permanente de convocação ou conjuração. O benefício de se usar uma Mesa é que o Mago não tem de voltar a consagrar e purificar uma determinada área sempre que pretende realizar um ritual de conjuração. Esta actua de forma similar ao Círculo e Triângulo da Arte segundo o Rito de Salomão, só que como um altar. Por último, tem a vantagem de ser muito portátil.

Por causa de tudo isto, decidi colocar este post mostrando uma das primeiras Mesas do Ritual Mágico segundo a Arte de Trithemius que fiz há vários anos, quando me iniciei nas Artes Negras.

As indicações principais já encontram no meu post anterior, agora a diferença é que naquela altura não tinha dinheiro para comprar ébano, além de não poder contar com a presença do meu bom amigo para me fazer as gravações na madeira de forma limpa.

Então, naquela altura tive de usar um esquema mais simples, apenas com o estritamente necessário, utilizei o seguinte diagrama:



Então, coloquei os nomes dos planetas e respectivas entidades da parte de fora escritos segundo o alfabeto Celestial com o respectivo símbolo planetário fora do anel, os nomes dos quatro Reis dentro do anel, e da parte de dentro o respectivo triângulo. Nessa altura, decidi remover o nome Tetragrammaton inscrito na parte de dentro do círculo e fora do triângulo, porque iria dar mais trabalho, além de que poderia desconfigurar a Mesa Mágica, e a sua necessidade imediata não parece óbvia.

Nessa altura, comprei uma placa de madeira já cortada na forma circular com cerca de 20 cm de diâmetro, e pedi emprestado a um familiar meu que tinha uma oficina uma máquina para gravar madeira a quente, comprei um verniz e calquei o diagrama na placa de madeira com carvão.

Depois foi meter as mãos à obra e começar, mas antes de começar a placa de madeira usei um outro bocado de madeira para praticar os símbolos. Ao mesmo tempo que ia começando a gravar a madeira, utilizei uma pequena lixa para aplanar, depois limpava aplicava algum verniz na área queimada da gravação, deixava secar e continuava. No final apliquei a última camada de verniz geral em toda a madeira.

Por último, e não descrevi no post anterior, procedi a rituais de consagração e purificação, mas num post mais à frente irei os explicar de forma mais detalhada. Apesar de algumas falhas de principiante à uns bons largos anos, também esta Mesa Mágica foi me de grande utilidade, mas a qualidade da magia também é afectada pela qualidade dos materiais. E com a que utilizo agora, quando emprego os Ritos da Arte de Trithemius obtenho melhores resultados. No entanto, e se a memória não me falha esta ficou-me por qualquer coisa como 60,00€.




12.10.12

Preparação do Altar e da Mesa do Ritual Mágico segundo a Arte de Trithemius

1ª Parte - A Forma

A Forma da Mesa do Ritual Mágico segundo a Arte de Trithemius vem descrita no seu pequeno livro: "A Magia e Filosofia de Trithemius Spanheim: contendo o seu livro das coisas secretas e da doutrina dos espíritos".

Os elementos que têm de estar presentes são os seguintes:
  1.  Três símbolos dentro do círculo à volta do cristal;
  2. O signo do Tetragrammaton junto ou à volta dos três símbolos;
  3. Os nomes dos quatro arcanjos: Miguel, Gabriel, Uriel e Rafael;
  4. No lado oposto da Mesa os seus nomes e caracteres;
  5. Os sete planetas com os seus selos;
  6. Os espíritos maiores com os seus selos e, os nomes dos quatro Reis dos quatro cantos da terra.
 De seguida, a Mesa tem de caber no altar, no meio do Círculo da Arte. Depois de ter medido o máximo de espaço que poderia dar à mesa, no meu caso, percebi que não podia medir mais de 30 cm de diâmetro. Depois, toda a Mesa tem de ser feita de madeira e esculpida com todos os selos, caracteres e nomes, isto porque não se pode pintar por cima da mesa os selos, caracteres e nomes. Para isso contei com o auxílio de um amigo meu, entendido na arte de trabalhar madeira (e que me pediu para não revelar o seu nome). Sendo a imagem que se segue o diagrama segundo o Rito de Trithemius que pedi que fosse esculpido na madeira.

Círculo Mágico segundo o Rito de Trithemius

Agora, mostro aqui um pequeno esquema que fiz para se compreender melhor a estrutura do espaço do Ritual quando se utiliza o Rito de Trithemius, e o local que a Mesa ocupa no Ritual.

Esquema de como fica o Espaço no Ritual de Magia segundo Trithemius. + Malleus Maleficium

2ª Parte - Os Materiais

Para construir a Mesa do Ritual Mágico decidi comprar dois tipos de madeira, a saber Pterocarpus para a base da Mesa e Ébano para o Triângulo que iria ser embutido na base da mesa, no qual seria colocado o cristal. Ambas estas madeiras tiveram de ser importadas de África, nomeadamente de Angola, para isso tive de recorrer a um amigo meu ligado à construção civil, caso contrário podem ser compradas pela net, vindo importadas da China mas sai muito mais caro.


3ª Parte - O Fabrico

 Para o fabrico da Mesa Mágica recorri ao meu bom amigo, que me deu uma mão preciosa neste trabalho. Então, basicamente o processo de fabrico seguiu oito etapas:

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  1. Cortar a tábua de Pardouk segundo uma forma circular de 30cm de diâmetro. Cortar a tábua de Ébano segundo a forma de um triângulo.
  2. Cortar no interior da tábua circular, a forma do triângulo de Ébano.
  3. Colocar o triângulo na tábua principal circular.
  4. Copiar o diagrama mágico para a base da mesa.
  5. Esculpir e gravar o diagrama na madeira.
  6. Preencher as ranhuras da madeira trabalhada com cores. Em verdade, Trithemius não nos deixou escrito as cores a serem empregues, mas procurando ser homogéneo com os seus escritos, recorri ao preto, prateado e vermelho.
  7. Perfurar o Ébano para se aparafusar a estrutura do Cristal. Esta estrutura de Cristal tive que importar de Itália, onde produzem-nos por encomenda e manualmente seguindo os Ritos Próprios.
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4ª Parte - O Trabalho Final


Valeu a pena o custo e o esforço. E muito útil me tem sido ela para o seguimento das Artes. O custo total desta Mesa ficou-me por cerca de 1900,00 €, mas tem valido cada cêntimo.